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FBC: Firebreak Remedy
FBC: Firebreak

FBC: Firebreak: vale a pena?

Até esta semana, muitos fãs da Remedy com certeza estavam desconfiados de FBC: Firebreak. Após os sucessos de Control, Max Payne e Alan Wake, a empresa precisava mesmo investir seu tempo e dinheiro em um multiplayer?

Ter essa pergunta em mente é mais uma das provas como o gamer de hoje está chato e sofrendo por antecipação. E veja bem, não me isento dessa acusação, pois nenhum material promocional sobre o jogo tinha me convencido. Até agora…

Mais uma vez, a Remedy mostrou que está sabendo desenvolver seu universo conectado. O multiplayer é um show de referências e mais um belíssimo trabalho visual, trazendo toda a loucura e a abordagem conceitual que só a empresa consegue.

Tá pegando fogo… bichos?

Depois de passar anos sofrendo ataques sobrenaturais, o Departamento Federal de Controle (DFC) decidiu contra-atacar. Para isso, ele convocou seu setor de crises, a unidade mais versátil quando se trata de combate ao desconhecido: o Firebreak.

Com os equipamentos necessários e a coragem para enfrentar os fenômenos mais insanos, eles devem restaurar a ordem contra uma crise sombria e estranha, onde seres humanos e criaturas distorcidas têm a mente controlada por Hiss.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

Assim, eles dominam diversos elementos da natureza, sejam conhecidos ou desconhecidos, e precisam ser eliminados rapidamente. As chances de sobrevivência são baixas, mas é isso que torna o Firebreak único: nada assusta o grupo de bombeiros.

FBC: Firebreak é um standalone do universo conectado de Control e Alan Wake. O título consiste em uma experiência 100% online, cooperativa e PvE, onde até três jogadores devem se reunir para solucionar uma série de problemas.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

É preciso poucos instantes para se familiarizar com o mundo. As referências aos jogos da Remedy são claras e vão desde elementos de mapas até documentos exibidos apenas durante as telas de carregamento.

Além disso, os visuais e a abordagem conceitual de FBC: Firebreak não só respeitam os games originais, como agregam muito. Eles são caprichadíssimos e muito ricos em detalhes, passando longe algo simples ou de assets reaproveitados.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

Quanto ao gameplay, o título possui mecânicas essencialmente de FPS, com câmera em primeira pessoa e interações com armas, itens úteis, aliados e pontos de interesse nos mapas. Há algo de simulação de brigada de incêndio, mas longe de ser punitivo.

FBC: Firebreak também não é muito vasto em relação aos conteúdos, mas o grande fator replay, impulsionado por vários níveis de dificuldade, modificadores e personalização, estendem a vida útil do game por algumas boas dezenas de horas.

Escolha seu lado e cumpra a missão

Fãs de Destiny entenderão o gameplay de FBC: Firebreak logo após a primeira missão. Porém, diferentemente do FPS da Bungie, o multiplayer da Remedy é mais eficiente em absolutamente tudo, oferecendo uma experiência que respeita o jogador.

De início, você deve escolher um kit para seu Firebreaker: chave de fenda conserta coisas quebradas, carga elétrica ativa geradores e bomba d’água limpa chamas. Cada um é extremamente específico e serve para saltar minigames baseados em “L1” e “R1”.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

A proposta do game diz respeito ao gerenciamento de crise, então há uma certa urgência em cumprir os objetivos. Porém, caso você decida explorar os mapas e não ir diretamente para os marcadores de missões, será recompensado da mesma forma.

Os cenários escondem pastas aleatoriamente, que são utilizadas para dar upgrade em inúmeras vantagens únicas (ou destravá-las) e desbloquear cosméticos no Passe de Temporada. Nesse acesso antecipado, tivemos acesso apenas ao passe gratuito.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

Além disso, salas de cofres guardam munições, granadas, pastas e até mesmo esguichos de água — uma mecânica fundamental para sobreviver diante de ataques completamente caóticos. Sim, sobreviver definitivamente não será fácil.

Kit em mãos? Você já tem seu papel. Agora basta escolher uma arma, um arremessável, personalizar seus power-ups e selecionar a missão. E, a partir disso, será preciso se desdobrar, pois as coisas ficarão insanas.

Gameplay brutal e viciante

Depois que você começa a jogar a expedição, não consegue mais sair. O gameplay de FBC: Firebreak é excelente, principalmente se jogado no PS5, pois a integração com o DualSense funciona muito bem por meio dos gatilhos adaptáveis.

Agora, os Firebreakers solucionarão diversas anomalias nas missões, que vão desde remover gosmas de grandes equipamentos industriais até remover blocos de notas espalhados pelos escritórios do departamento.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

Cada mapa (são cinco no total) possui seu próprio layout de objetivos. Além disso, há níveis de dificuldade, que adicionam missões secundárias, novas variantes de inimigos e hordas ainda maiores e mais resistentes de anomalias.

O grau de dificuldade é claro, principalmente quando se joga nas duas maiores dificuldades. As coisas ficam tão malucas que o jogo começa a travar — sim, não estamos passando pano; a Remedy mandou mal na performance em graus mais elevados.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

Os modos tradicionais se misturam com modificadores de nível. São três no total: um conclui em apenas uma zona, dois em duas zonas e três com duas e uma área final, podendo ser preenchida com eventos colossais e frenéticos ou por chefes gigantes.

Trabalhar em equipe é essencial. É preciso ser ágil para consertar luzes e chuveiros, para ligar geradores e para evitar que seus aliados peguem fogo ou sejam afetados por outros status negativos.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

O combate de FBC: Firebreak também é estimulante e brutal. O impacto da shotgun é absurdo, enquanto usar as ferramentas dos kits dão maior versatilidade para o gameplay. E isso é apenas a superfície: há muitas surpresas para quem deseja se desafiar.

FBC: Firebreak: vale a pena?

FBC: Firebreak não é apenas um 8 ou 80. Convidativo para novatos e desafiador para veteranos, ele também recebe muito bem quem tem vontade de aproveitar apenas uma experiência descompromissada, mas eficaz.

Com mais conteúdos e possivelmente modos, o título da Remedy tem de tudo para ser um hit ao longo prazo. Ótimo gameplay, sistemas de progressão estimulantes, belos visuais e uma aventura cooperativa de terror e ação muito divertida — é quase a receita perfeita.

FBC: Firebreak
Fonte: André Custodio

Infelizmente ainda há espaço para melhorias na qualidade de vida e na estabilidade, principalmente no que diz respeito à taxa de quadros. As quedas são bruscas e constantes em dificuldades maiores, e para um FPS isso pode ser muito prejudicial.

Mas é impossível não recomendar FBC: Firebreak. Com sua disponibilidade no PS Plus e no Game Pass, é algo praticamente obrigatório para fãs de multiplayer de última geração. Um jogo que tem seu charme, sua originalidade e aquele algo mais.

Veredito

82

Ficha Técnica

Desenvolvedor

Remedy

Consoles

PlayStation 5

Jogadores

1 a 3

Vantagens do jogo FBC: Firebreak

Vantagens

  • Gameplay variado e muito divertido
  • Excelente trilha sonora
  • Baixa curva de aprendizado
  • Modos de jogo acessíveis para todos
  • Mapas muito bem detalhados
  • Ótima integração dom o DualSense
  • Bons sistemas de personalização e de progressão
  • Matchmaking estável no PS5
Desvantagens do jogo FBC: Firebreak

Desvantagens

  • Quedas de FPS em dificuldades maiores
  • Bugs visuais

Veredito

82

capa do jogo FBC: Firebreak

Jogo

FBC: Firebreak

Autor

foto do author do artigo André Custodio

André Custodio

Redator

Fã de jogos de terror e desbravador de soulslike vez ou outra. Consegui me livrar de FIFA por motivos pessoais (ruindade) e hoje me sinto uma pessoa melhor. Também curto platinas, mas não vou atrás de algo que me tira do sério.

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