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[Análise Rápida] Dragon’s Dogma: Dark Arisen: Vale a pena?

Uma chance desperdiçada.

por Raphael Batista
[Análise Rápida] Dragon's Dogma: Dark Arisen: Vale a pena?

Dragon’s Dogma: Dark Arisen foi anunciado de modo inesperado para o PlayStation 4. O jogo, lançado no início da geração passada, conquistou muitos jogadores pelo sistema de RPG e aventura bem consolidado. Não somente pela jogabilidade, como também o sistema de “pawns”, ou companheiros, atraíram os olhares do público. De fato, é um dos ícones da geração passada.

E como todo ícone, seja em qualquer área da música, esperamos que evolua para oferecer novas atrações e melhorias. Infelizmente, não é o caso do título da Capcom. O que acontece é um jogo preso ao passado. Remontado para dar às caras na nova geração. Uma oportunidade desperdiçada pela empresa de renovação. Um game que não oferece nada de novo.

O jogo tem sim suas qualidades, porém ofuscadas por uma sensação: a frustração de não entregar nada além melhorado. Nem os gráficos, os quais deveriam ser remasterizados, foram pouco modificados. Simples e direto, vamos falar dos poucos acertos e dos muitos erros.

Panela velha…

É o que faz comida boa. A Capcom, apesar de exagerar nesta frase, entregou a nostalgia em si. Aqueles que sempre tiverem a curiosidade sobre o game ou querem reviver os momentos de dungeons ou de combates, é uma chance a ser escolhida. A jogabilidade continua divertida e simples. Skills, habilidades, comandos entre os companheiros. Sendo os pawns uma exclusividade característica positiva

Este é o grande ponto de Dragon’s Dogma. A diversão proporcionada em enfrentar diversos inimigos, desde Ciclopes até um Dragão, de maneira divertida. Combando ataques mágicos e físicos. Comandando estratégias. Um título que oferece a diversão embasada na jogabilidade e no universo rico que tem a proporcionar.

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Ciclope, Hidra, Quimera, Dragões, criaturas grotescas para serem aniquiladas. Fonte: captura de tela.

A dificuldade ainda ajuda. O título é desafiador. Acaba por ser uma motivação para o jogador buscar novas armas, combinar companheiros para gerar um dano maior. E, quando concluir o game, uma nova dificuldade é liberada. Para os caçadores de platina, um prato a ser deleitado.

Ofuscado

Infelizmente, a jogabilidade por si só não consegue suportar o grande peso que Dragon’s Dogma possui. Apesar da edição conter a expansão e oferecer horas e horas de conteúdo, não significa que o jogador sente-se atraído em imergir adentro do game. É uma sensação frustrante, pois você se encontra desmotivado a continuar.

Isso ocorre por alguns fatores pontuais e cruciais. O primeiro é o exterior. As expectativas eram um processamento mais polido e melhorias gráficas visuais, afinal, o título foi lançado no início da sétima geração. Porém, um balde de água gelado já é lançado nos primeiros minutos de game.

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Um detalhamento gráfico bem abaixo do esperado. Fonte: captura de tela.

O level design, a fotografia, os gráficos, são praticamente os mesmos. Sim, os mesmos. Claro que a diversão não depende desta características, porém ela valoriza a experiência. Fato é que o título roda em 30 quadros por segundo. Os mesmos do PlayStation 3. Justifica-se, então, a dificuldade do processamento das cidades, inimigos e pessoas. Um travamento ali ou cá, não se assuste. Torna-se, infelizmente, rotineiro.

O segundo fator, é interno. Trata-se de uma experiência que não provoca o desejo de continuar. Acontece uma desmotivação de continuidade. A história é responsável por uma parte. O dragão, inimigo principal que representa o fim do mundo, é assustador de fato. Mas a narrativa não se desenvolve ao longo da jornada. Isso é um mal de muitos jogos de mundo aberto.

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Onde estou? Onde bater? A câmera não é favorável também. Fonte: captura de tela.

Já, por outro lado, responsável também é a superficialidade que o universo proporciona. NPCs descartáveis, sidequests desprezíveis, regiões sem tempero. É frustrador deparar-se com uma riqueza e não desfrutá-la. Tudo piora ao ver que nem mesmo os menus estão legendados. A nostalgia bate forte até mesmo para a época em que era preciso traduzir os diálogos e tudo mais.

Uma chance desperdiçada

Dragon’s Dogma: Dark Arisen perdeu a oportunidade, ou na gíria, “dormiu no ponto”. A chance de emplacar na nova geração poderia causar uma boa reputação da Capcom. Mas, outra vez, a empresa entregou um produto abaixo das expectativas.4

Um jogo preso ao passado, que não se incomodou a apresentar o seu melhor para a nova geração. Em um ano repleto por grandes lançamentos, exclusivos ou não, o game sofre o risco de ser esquecido mesmo quando estiver em promoção.

Veredito

Dragon's Dogma: Dark Arisen
Dragon's Dogma: Dark Arisen

Sistema: PlayStation 4

Desenvolvedor: Capcom

Jogadores: 1

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60 Ranking geral de 100
Vantagens
  • Título é nostálgico
Desvantagens
  • Visual precário
  • Título é desmotivador
Raphael Batista
Raphael Batista
Publicações: 6.425
Jogando agora: Elden Ring
Estudante de Teologia e apaixonado por PlayStation desde sempre. Jogos preferidos são The Witcher 3, Metal Gear Solid, God of War e Marvel's Spider-Man.