Ace Combat 8: Wings of Theve: vale a pena?
Ace Combat 8 é divertido, viciante e deve agradar os entusiastas de aviação
MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation
Um jogo infernal e agoniante, no pior e mais literal sentido da palavra.
Agony, em uma definição direta e simples, é uma total decepção. Essa análise poderia discorrer sobre os inúmeros e extensos motivos dessa afirmação. Controles ruins, atmosfera que falha em captar o verdadeiro sentido do jogo, bugs (bugs everywhere!), gráficos, etc, etc, etc. Você pode escolher.
Mas a maior das frustrações com este título é que ele tem potencial para ser bom. Pegue a premissa do jogo: uma alma atormentada no inferno. Amnésica. Que não faz a menor ideia do porque foi parar lá. E que, agora, precisa desesperadamente achar a saída, e enfrentar uma “divindade” no processo. Não tem como dar errado, certo?
Pois é. Esperava-se mesmo que os desenvolvedores tivessem sido realmente possuídos por entidades demoníacas, e que este fosse a representação literal do inferno. Não foi bem assim, no final.
https://www.youtube.com/watch?v=8PWnccgh90k
Esta, talvez, seja a melhor coisa do jogo: a sua apresentação. A abertura do jogo é, de fato, impressionante. Seus primeiros momentos são deixando a vida e caindo no que, aparentemente, é a versão bíblica do inferno. “Onde haverá choro e ranger de dentes”, lembra?
Lá, completamente desmemoriado, a única coisa que preenche seus pensamentos é a Deusa Vermelha. A criadora dessa versão do inferno. Para escapar, você precisa encontra-la, o que por si só não será uma tarefa fácil. Além disso, precisará lidar com almas condenadas, que o acusam de ser o responsável por estarem lá.

Para ajuda-lo em sua busca, a entidade contará com habilidades que permitem a possessão de almas atormentadas e, posteriormente, de demônios neste inferno. Sua jornada será cheia de gritos de terror e paisagens obscuras, que remetem ao mais sombrio do imaginário humano.
E exatamente por isso, Agony é tão decepcionante. Com um enredo desses, e uma ambientação ousada, era quase certo que o jogo teria sucesso. Mas o produto final é algo completamente oposto.
Agony aposta demais em chocar o jogador pela sua apresentação gráfica. Grande parte do conteúdo nesse aspecto remete a órgãos sexuais. Você verá muitas almas atormentadas hermafroditas, demônios em orgias, e coisas do gênero. E nada disso causa espanto, mas apenas faz ter certeza que houve um severo bloqueio nas ideias do desenvolvimento.
A parte do “terror” fica relegada a gritos e sussurros, sons de estripamento, e um grande número de cabeças explodindo. Não experiência de medo real aqui. Aliás, todo o jogo é um grande mar de vísceras e sangue. Não parece o inferno, mas o interior de um abatedouro humano. Isso não causa medo, mas repulsa.

Fora que os cenários são bem mal executados. Muitas vezes, o jogador dará com a cara na parede, sem saber para onde ir ou o que fazer. Isso, por si só, não é ruim: a sensação de estar perdido até contribuiria para uma atmosfera mais sombria. Mas aqui isso é tão mal executado que causa apenas frustração e tédio.
Mas então você pensa: “bom, ao menos o jogo deve ser bom, ter umas mecânicas diferenciadas, e gráficos condizentes, certo?”. Hummm. Não. Sonoplastia mal executada, gráficos muito abaixo da expectativa e controles ruins são apenas o começo.
O jogo sofre de todo tipo de problema imaginável. Bugs terríveis. A exemplo, temos o remapeamento total dos botões quando você apenas quer mudar a sensitividade dos movimentos. A IA é muito imprevisível e estúpida. E para completar, tem esse foco estranho em teor de cunho sexual.

A furtividade é outro ponto que não funciona. Primeiro, porque o jogo é escuro demais, mesmo com o contraste da TV no máximo. Uns podem argumentar “mas é para dar um ar mais sombrio”. Bom, Outlast usa esse mesmo recurso e ele não é tão quebrado. Aqui, o jogador é literalmente deixado às cegas.
Então, vem os demônios que o matam com um acerto. Você tem um tempo limitado para encontrar outro corpo para possuir. E precisa se esconder dos demônios de forma furtiva. Mas essas mecânicas, tão alardeadas durante o desenvolvimento do jogo, simplesmente não funcionam.
Os demônios o veem mesmo quando você não se move. Os ambientes são muito estreitos, por vezes, para poder escapar a uma investida. Os cenários também são construídos de forma irregular, e muitas vezes não é possível sequer desviar dos inimigos. E cadê as pilhas de corpos para se esconder?
Como dito acima, Agony passa longe de ser aceitável. E os motivos são vários. Mas o principal deles é a frustração que vem junto com os primeiros minutos de gameplay. Gráficos malfeitos, controles ruins, bugs e glitches que simplesmente destroem qualquer possibilidade deste jogo ser bom.

O que vemos aqui é uma ideia fantástica ser destruída pela vontade de impressionar mais pela violência gráfica do que pelo medo em si. E nem isso o jogo consegue. Para completar, o conteúdo que precisou ser cortado do jogo, para que ele conseguisse ser classificado, e que estavam com a intenção de desbloquea-lo na versão para PC por meio de um patch futuro, não será mais readicionado ao jogo, por “problemas legais”.
Mesmo com localização para nosso idioma, com menus e legendas (mal) traduzidos, e um troféu de platina para conquistar, o jogo não se sustenta.
Como dito antes, eu queria gostar de Agony. Sinceramente. Esperava que este fosse, de fato, à altura de P.T. e todos os grandes jogos de terror de antigamente. Mas nem com um limiar de qualidade muito camarada. Ao invés disso, o jogo me fez dormir, literalmente.
Quem dorme em um jogo de terror?
Mais em Review
Ace Combat 8 é divertido, viciante e deve agradar os entusiastas de aviação
Agora, parece que temos a versão definitiva da adaptação do mundo cinematográfico de Denis Villeneuve.
Depois de Silent Hill F, que já havia superado desconfianças, é a vez de Townfall comprovar que é possível fazer Silent Hill fora de Silent Hill.
Falar algo como EA Sports FC 27 é o melhor jogo da franquia desde que ela mudou de nome pode ser ser arriscado?
Control Resonant é a continuação natural - e muito bem-vinda - daquela experiência que encantou o mundo em 2019.
NBA 2K27 melhora onde importa, mas continua preso aos velhos vícios da franquia; confira a análise completa!
Marvel's Wolverine necessário. Para a geração atual. Simples, direto, divertido. Afinal, nem todo jogo precisa ser super complexo.
EA Sports College Football 27 chega ao terceiro ano dessa nova fase da franquia com um desafio diferente.
EA Sports F1 25 é um dos melhores jogos da série produzidos pela Codemasters nos últimos anos, mas ainda derrapa em alguns detalhes.
Novo RPG dos ex-desenvolvedores de The Witcher acerta no combate e na ambientação