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Fãs criam petições online contra o fim da mídia física no PlayStation

Fãs criam petições no Change.org em vários países para tentar fazer a Sony reverter a decsão de encerrar a mídia física

Fãs criam petições online contra o fim da mídia física no PlayStation

Na última quarta-feira (01), a Sony anunciou que vai encerrar a produção de mídias físicas para PlayStation a partir de 2028. Com isso, dentro de 18 meses, os novos lançamentos estarão disponíveis apenas por meio da PS Store, enquanto as lojas físicas passarão a vender apenas caixas contendo um código de download, como já acontece com GTA VI, por exemplo. A decisão provocou forte reação entre parte da comunidade, que passou a organizar petições no Change.org para tentar convencer a empresa a rever a medida.

Até o momento, pelo menos 15 petições foram criadas na plataforma. A maior delas foi iniciada por Jade Pearce, proprietária e CEO da varejista canadense PNP Games.

No momento da publicação desta matéria, mais de 10,3 mil pessoas já haviam assinado a iniciativa. No texto, Pearce critica duramente a decisão da Sony e destaca a ironia da mudança ao relembrar o famoso vídeo “How to Share Used Games”, apresentado durante a E3 2013, quando a empresa fez uma provocação à Xbox ao defender a liberdade proporcionada pelas mídias físicas.

A ironia é difícil de ignorar. Na E3 2013, a Sony conquistou uma geração de jogadores ao prometer que, quando você compra um jogo de PlayStation, pode revendê-lo, emprestá-lo, trocá-lo com amigos ou mantê-lo para sempre. Na época, ela até zombou da concorrência por tentar restringir exatamente isso. Treze anos depois, é a própria Sony que está retirando esses direitos.

A executiva também ressalta a diferença entre adquirir um disco e comprar uma caixa que contém apenas um código de download. Segundo ela, a mídia física garante ao consumidor uma posse mais duradoura do produto, enquanto a versão digital representa apenas uma licença de uso.

Um disco é um jogo de verdade que você possui. Você pode emprestá-lo, revendê-lo, presentear alguém, colecioná-lo ou deixá-lo para seus filhos. Uma caixa com apenas um código de download não é a mesma coisa. Trata-se apenas de uma licença digital dentro de uma embalagem de plástico. Você não é dono do jogo. Está apenas alugando um acesso que pode ser revogado. Já vimos filmes comprados serem removidos das bibliotecas digitais dos consumidores e jogos deixarem de ser vendidos poucas semanas após o lançamento.

Pearce também alerta para os possíveis impactos econômicos da decisão. Na avaliação dela, varejistas, distribuidoras e diversos negócios ligados ao mercado de jogos físicos poderão ser diretamente afetados caso o formato seja descontinuado.

Acabar com a mídia física elimina a liberdade de escolha do consumidor, enfraquece as economias locais e entrega às plataformas um controle total sobre como (e até se) você poderá acessar os jogos que comprou.

Outras petições publicadas no Change.org utilizam argumentos semelhantes para pressionar a Sony a reconsiderar a decisão. As iniciativas foram organizadas por jogadores de países como Brasil, Portugal, Holanda, Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, entre outros.

Fim da mídia física no PlayStation

Segundo a Sony, a decisão acompanha a mudança nos hábitos de consumo dos jogadores e a crescente preferência pelo formato digital em relação às mídias físicas.

A medida marca o fim de uma era para a marca PlayStation. Desde o lançamento do primeiro console, em 1994, a empresa utilizou diferentes formatos físicos para distribuir seus jogos, incluindo CDs, DVDs, Blu-rays e discos Ultra HD Blu-ray. A partir de 2028, os novos lançamentos deixarão de utilizar esse modelo.

Fonte: Push Square

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foto do author do artigo Vinícius Paráboa

Vinícius Paráboa

Vinícius Paráboa é redator no MeuPlayStation, com experiência na cobertura do universo PlayStation e da indústria de games. Acompanha a evolução da marca desde o PS1, com foco em notícias e tendências do mercado. Tem afinidade com clássicos como Crash Bandicoot, Sonic e Spyro, além de franquias como Persona, Assassin’s Creed e God of War.

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