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Chefão de MindsEye alega que jogo foi sabotado por quantia milionária: “pegamos os caras”

Mark Gerhard, co-CEO da Build a Rocket Boy, alega que MindsEye sofreu uma extensa campanha que teria prejudicado o jogo e sua empresa; a campanha teria custado mais de € 1 milhão

Chefão de MindsEye alega que jogo foi sabotado por quantia milionária:

MindsEye chegou em 2025, mas não empolgou no lançamento. Pior, o título foi detonado pela crítica e usuários do Metacritic, além de fazer a Sony emitir reembolsos após sua estreia — em um episódio semelhante ao de Cyberpunk 2077. Pois bem, o co-CEO da Build a Rocket Boy, Mark Gerhard, alega que o jogo foi sabotado por uma quantia milionária.

A informação vem em extensa reportagem do jornalista Tom Henderson, no Insider Gaming. Segundo ele, Gerhard declarou em uma reunião interna com funcionários que “pegaram os caras que sabotaram MindsEye” em suposta campanha que teria custado mais de € 1 milhão.

De acordo com o portal, a reunião ocorreu no fim de janeiro e foi gravada em vídeo. Gerhard inicia dizendo que havia “pegado os caras que estavam sabotando MindsEye”.

Segundo o executivo, a suposta sabotagem vem de “empresa americana muito grande”, mas que “provavelmente não é a empresa que você está pensando”. Esta campanha de difamação teria tido um orçamento superior a € 1 milhão gasto em 2025 e fora orquestrada pela Ritual Network, descrita por ele como “um bando de gangsteres”.

Gerhard prossegue afirmando que a companhia estaria pagando vários influenciadores, incluindo “Cyberboi”, três jornalistas e funcionários da Build a Rocket Boy, para prejudicar a reputação de MindsEye e da própria Build a Rocket Boy.

Na reunião, o co-CEO afirmou que todos esses indivíduos “serão notificados pessoalmente em breve com queixas criminais” e que as acusações envolvem “espionagem, sabotagem e interferência criminosa”.

“Todos os envolvidos têm problemas reais, incluindo a empresa por trás disso. Este é o início da nossa recuperação”, disse ele.

MindsEye
Fonte: Build a Rocket Boy

Ritual Network nega as acusações

O Insider Gaming diz que entrou em contato com a Ritual Network para comentar as alegações, e recebeu a seguinte resposta:

A Ritual Network é uma plataforma de apoio a criadores e não está envolvida no assunto mencionado. Não temos conhecimento de nenhuma ação legal legítima envolvendo a Ritual Network e não recebemos qualquer evidência que sustente essas alegações. Qualquer sugestão de que a Ritual Network esteja ligada a essas acusações é incorreta.

O portal também contatou a Build a Rocket Boy sobre as acusações de Mark Gerhard. Apesar de dizerem que “não comentam comunicações internas vazadas”, o estúdio confirma medidas legais contra uma suposta campanha que “prejudica a reputação” da produtora.

Não comentamos comunicações internas vazadas. Infelizmente, temos evidências de que houve uma campanha coordenada para prejudicar deliberada e maliciosamente a reputação da Build a Rocket Boy e minar a confiança em MindsEye. Estamos trabalhando com nossa equipe jurídica e tomando medidas para lidar com isso.

História da “sabotagem” deve ser contada dentro de MindsEye

Gerhard prossegue a reunião, afirmando que irá “assumir o controle dessa narrativa”. O objetivo é usar os supostos sabotadores “na nossa próxima missão de espionagem”.

De acordo com o Insider Gaming, a tal próxima missão de espionagem de MindsEye será uma versão reutilizada da cancelada quest de Hitman. Ela foi anunciada em junho de 2025, após a separação da Build a Rocket Boy da IOI Partners como publicadora.

“Vamos nos divertir com isso”, disse Gerhard. “Vamos contar a história para a comunidade antes mesmo de ela se desenrolar no tribunal. Então, sabe, acho que isso não é a gente se colocando como vítima.”

Build a Rocket Boy estaria monitorando seus funcionários

Ainda segundo o Insider Gaming, a reunião prosseguiu para Gerhard explicar porque a Build a Rocket Boy implementou um “software aprimorado de cibersegurança” nos computadores dos funcionários. Isto ocorreu sem aviso prévio e foi feito para “melhorar medidas de segurança”.

Por fim, o executivo acredita que 4 de fevereiro representa um “capítulo decisivo” para o jogo, já que ele funcionará como um live service. Ele pensa que os funcionários terão “uma chance justa de ver seu jogo ser conhecido e apreciado pelos jogadores, sem a manipulação e o comportamento criminoso que ocorreram”.

Que treta hein? Comente abaixo o que achou dessa história!

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Vinícius Paráboa

Vinícius Paráboa é redator no MeuPlayStation, com experiência na cobertura do universo PlayStation e da indústria de games. Acompanha a evolução da marca desde o PS1, com foco em notícias e tendências do mercado. Tem afinidade com clássicos como Crash Bandicoot, Sonic e Spyro, além de franquias como Persona, Assassin’s Creed e God of War.

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