GTA VI: 50 detalhes incríveis que descobrimos em Um Olhar Estendido
Diversos detalhes de gameplay, da exploração e do mundo de Leonida foram revelados pela Rockstar
MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation
The Last of Us vai muito além de uma "história de zumbis", e nos entrega uma das mais emocionanntes narrativas de todos os tempos.
The Last of Us completou seis anos em 2019. E mesmo depois de tanto tempo, continua a ser aclamado pelos fãs. Não se trata apenas de um game sobre um apocalipse zumbi. Vai muito além dessa simples representação. Não é à toa que é considerado um dos melhores jogos de PS3 até hoje. Talvez até o maior. Do console e de todos os tempos.
Tudo pela capacidade da Naughty Dog de contar a história de Joel e Ellie de uma forma “humana”. Por exemplo: quando a garota vê uma girafa pela primeira vez algo mágico acontece. Mais do que uma cena carismática, ela representa um sonho; uma busca. Em maior nível, uma realização.
Aquele momento marcava a liberdade de quem havia passado toda sua vida presa na área de quarentena. Mais do que isso, solidificou a relação de pai e filha. Tornou-se inquebrável a conexão entre os dois protagonistas do título.
The Last of Us não é sobre ser herói ou salvar o dia. O jogo fala de confiança. Laços. Sua destruição e reconstrução. E a tentativa de apagar pecados que nunca foram cometidos.
Se há algo no qual o enredo de The Last of Us é muito bom, talvez o melhor até agora, é em mostrar o quanto a realidade é dura e implacável. Muitos são os jogos que colocam o jogador dentro de cenários apocalípticos. Entretanto, nenhum retratou tão bem a dor da quebra forçada desses laços como a aventura de Joel e Ellie.

A “maneira de contar história” de The Last of Us, definitivamente, não é aquela com a qual estamos acostumados. Especialmente pela forma como ele mostra como relacionamentos são instáveis. A ligação entre pessoas, e a quebra forçada delas, são os destaques. E como alguém reage a isso.
A reação de Joel foi a mais humana possível. Ele construiu pontes, ergueu muros, cavou fossos e tornou-se uma pessoa “sem qualquer sentimento”. Conexões são dolorosas. E o protagonista aprendeu isso da pior maneira possível.
Tudo ficou ainda pior após conhecer Tess, com quem ele ainda tinha algo em comum – a vontade de sobreviver, não importa o preço. Talvez por isso tenha sido tão averso à ideia de aceitar a missão de levar Ellie para fora da zona de quarentena. Aproximar-se de outra pessoa, ter sob seus cuidados outra criança, não era a melhor ideia de passar o dia.

É durante essa jornada que aprendemos como é ser humano de fato. Negar-se a acreditar. Afastar quem se gosta. Deixar responsabilidades com outra pessoa. Quem nunca? “Por que meu irmão não pode cuidar da pirralha, que nem era problema meu a princípio?”
Era como o desconhecido, que traz medo a quem não está acostumado a lidar com ele. A conversa ríspida que Joel tem com Ellie na casinha no rancho é o ponto mais baixo de toda a sua trajetória.
“Você não é minha filha, e com certeza eu não sou seu pai”. Uma frase que, em qualquer outro momento, colocaria um fim a qualquer relacionamento existente.
Mas não foi o que ocorreu. Dali em diante, as coisas começam a se alinhar entre os dois. Joel passa a olhar para Ellie como alguém em quem pode confiar. E a garota tem no velho homem um lugar seguro, onde pode se apoiar.
Antes turrão e solitário, Joel começa a aprender a viver novamente. Deixar “o sol” de Ellie brilhar em sua vida foi uma de suas mais difíceis tarefas. Mais do que enfrentar caçadores, vaga-lumes e infectados.

Não que ele estivesse errado. Quando relações são quebradas, torna-se mais complicado construir outras. Talvez por isso Joel tenha demorado a aceitar que Ellie fizesse parte de sua vida. Ao vê-la como alguém querida, tinha medo de perde-la. Entretanto, a partir do instante em que ele abraçou essa “verdade”, percebemos o quanto o personagem muda.
Ele acolhe a menina como alguém com quem deseja construir uma ligação verdadeira. E passou a protege-la de tudo e todos, sem hesitar em colocar sua vida em risco para isso. Nem a eliminar quem se pusesse em seu caminho.
Entretanto, somente a cena final, a escapada do hospital dos vaga-lumes, nos dá a noção exata desse laço, que é consolidada com a “mentira” contada por ele no fim de The Last of Us. Pois alguém tão amargurado e machucado somente mentiria para proteger quem ama. Ali Ellie era a filha de Joel. E Joel era o pai de Ellie.

É interessante pensar em Ellie como alguém simples, com uma visão básica do mundo. E mais legal ainda é ver como ela sai do casulo, tornando-se alguém bem adaptada. Que já entende a sua responsabilidade perante a grandeza das coisas.
De conversas leves e descontraídas (“As meninas só pensavam em garotos e como combinar roupas”, “Por que estas páginas estão todas coladas?”) a situações de pura tensão, é notório o crescimento da pequena garota.

A necessidade de evolução num contexto tão complicado é sua marca mais característica, e aquilo que envolve Ellie desde o início. Porém, o crescimento vem a duras penas. É preciso “matar a garota, para deixar a mulher nascer”. Uma morte como as tantas outras que ela experienciou. Brutal, porém essencial.
E nós acompanhamos cada etapa dessa transformação. Com seu ápice na necessidade de escolher entre se entregar e morrer, ou matar e continuar viva. Como a sobrevivência é a do mais adaptável sempre, não existe o bom e o mau. Só os que conseguem seguir vivos. Custe o que custar.
Ali, a inocência morreu. A criança passou pela metamorfose, forçada por tantas condições extremas. Talvez por isso a cena da girafa seja tão emblemática. Porque, nesse momento, percebemos que a inocência ainda pode existir. A até então alheia Ellie torna-se a garota cheia de vida e desejos.
Após mais de seis anos, ainda há de aparecer um jogo que conte uma história de forma tão poderosa quanto The Last of Us. Ele é um dos poucos títulos que nos mostram a verdadeira essência do ser humano. De forma bastante real, nos ensina muito sobre limites, conexões, e sentimentos.
Agora, apenas nos resta esperar para saber qual destino levou pai e filha. Contudo, de uma coisa temos certeza: a relação entre os dois está bastante abalada. Resta-nos esperar que a Naughty Dog, com seu toque de Midas narrativo, nos explique o porquê disso.
Mais em Especiais
Diversos detalhes de gameplay, da exploração e do mundo de Leonida foram revelados pela Rockstar
Em um gameplay de 27 minutos, pudemos ver diversas novidades do jogo mais aguardado da história
The Witcher 3, Final Fantasy VII Revelation, Metro 2039 e muito mais
Brutal, ágil e bem mais linear que os jogos do Homem-Aranha, novo título da Insomniac acerta na pancadaria, mas ainda deixa algumas dúvidas sobre Logan
Descobrimos como cavaleiros, combate, exploração e lendas arturianas dão identidade a Tides of Annihilation
Tudo sobre história, combate, Gwendolyn, cavaleiros, exploração, localização em PT-BR e o que descobrimos após jogar Tides of Annihilation
Em entrevista ao MeuPlayStation, desenvolvedores da Eclipse Glow Games revelam as inspirações, os desafios e a visão que moldam Tides of Annihilation
Combate dinâmico, Cavaleiros estratégicos e chefes desafiadores
Ecos de Sekigahara, modo Mais Procurados, cosméticos, troféus e mais
Confira 13 detalhes de Marvel's Wolverine, que foram revelados na San Diego Comic-Con