Aprenda a jogar Marvel Tokon: Fighting Souls com o guia oficial
Com o lançamento e o beta aberto chegando, Sony e Arc System Works dão dicas para iniciantes
Diretamente das florestas do interior da Suécia, Hela é mais do que um simples jogo de aventura. É uma carta de amor às memórias de infância, à cooperação e aos pequenos atos de gentileza que podem transformar o mundo. Com uma estética encantadora, física divertida e uma narrativa que mistura humor, magia e emoção, a aventura dos ratinhos vai muito além dos quebra-cabeças
Quando somos crianças, a imaginação não tem limites. Qualquer bosque se transforma em um reino, qualquer galho vira uma ponte e qualquer pedra é um obstáculo épico.
Foi exatamente assim, nas florestas do norte da Suécia, que nasceu a semente de Hela, um jogo sobre pequenos ratinhos, magia e, acima de tudo, cooperação.
Anos depois, essas memórias de infância se tornaram a base do trabalho de Martin Sahlin, líder criativo da Windup Games. Ao lado de uma equipe apaixonada, ele decidiu transformar essas lembranças em algo que pudesse ser vivido por pessoas no mundo inteiro.
“Queríamos capturar aquele sentimento de brincar no bosque quando éramos crianças”, conta Martin.
Mas Hela é mais do que um jogo fofo sobre ratinhos. É uma declaração sobre amizade, colaboração, empatia e sobre o porquê as pessoas escolhem criar videogames.
A cooperação não é um modo de jogo. É a alma de Hela.
Martin explica ao MeuPlayStation que muito da filosofia nasceu dos aprendizados com Unravel Two, mas agora foi levada a outro patamar. Aqui, o jogo é sempre cooperativo, jogando sozinho ou acompanhado.
Quando um quebra-cabeça exige mais ratinhos do que há jogadores, surgem as shades, cópias dos personagens. Elas continuam fazendo o que estavam fazendo, servem de plataformas, âncoras e podem ser alternadas a qualquer momento.
Não existem modos separados. Não existe o single e o multiplayer. Existe uma só experiência.

Outro ponto que chama atenção é a liberdade para resolver os desafios.
“Nossa filosofia é encorajar, não impor”
Se o jogador encontra uma solução diferente da que os desenvolvedores imaginaram e ela funciona, está tudo certo. A diversão está em experimentar, brincar e deixar a criatividade fluir.
Nem todos os quebra-cabeças são totalmente livres, claro. Alguns têm regras mais rígidas, porque isso faz bem para o ritmo do jogo. Mas sempre que possível, a resposta é simples. Se é divertido, vale.

Se existe um símbolo perfeito para descrever o espírito de Hela, é a mochila em forma de sapo.
Ela não surgiu como uma grande ideia de design. Na verdade, era só uma piada interna, uma arte criada para ilustrar um conceito bobo.
Mas quando a equipe viu, ficou claro. É isso.

O sapo se tornou parte central da jogabilidade. Ele infla para ajudar a planar, usa a língua para grudar em superfícies, balançar, subir, tudo de um jeito divertido, físico e inesperado.
No início, havia até planos de que os jogadores pudessem construir itens no mundo, seguindo essa lógica de artesanato mágico. Por questão de escopo, ficou de fora. Por enquanto.
“Talvez um dia a gente retome essa ideia”, comenta Martin, deixando uma porta aberta para o futuro.
No coração de Hela existe algo muito mais profundo do que coleta de itens ou resolução de enigmas. Existe uma missão. Espalhar gentileza.
A história gira em torno de uma bruxa bondosa que, por séculos, cuidou da floresta e de todos ao redor. Agora, adoecida, ela precisa que seus pequenos familiares, os ratinhos, cuidem do mundo por ela.
Mas não é sobre grandes feitos heroicos. São pequenas coisas. Ajudar alguém a encontrar coragem. Levar conforto a quem está triste. Resolver pequenos dilemas do dia a dia.
“Nos inspiramos na lenda do Welsh Tidy Mouse”, conta Martin. “Pequenos atos de cuidado fazem toda diferença.”
E esses gestos deixam marcas no mundo. O ambiente muda. As pessoas mudam. E o jogador percebe que não está apenas explorando, mas construindo algo melhor.

Entre as muitas histórias do jogo, uma das mais especiais é a de Holger, um luthier idoso.
Ele quer preservar as memórias de um verão que viveu com sua neta. Cabe ao jogador ajudá-lo a fazer isso.
“É uma missão sobre envelhecer, sim, mas não queremos focar na tristeza da perda. Queremos lembrar o porquê essas memórias valem tanto”, reflete Martin.
E é assim com todo o jogo. Tudo é embrulhado em leveza, humor e carinho. As emoções estão lá, mas sempre equilibradas pela diversão e pela aventura.

Nada disso seria possível sem entender quem são as pessoas por trás de Hela.
A Windup Games, como parte do grupo sueco Kinda Brave Entertainment, não existe apenas para lançar jogos. Existe para criar ambientes saudáveis, felizes e criativos, tanto para quem desenvolve quanto para quem joga.
“Nosso objetivo é simples. Maximizar o bem-estar”, diz Martin. Isso vale para o time, para os jogadores e até para a comunidade que o estúdio quer impactar.
Eles acreditam que, se você dá espaço para que as pessoas façam o que amam, no seu tempo, com suporte, respeito e colaboração, coisas incríveis acontecem.

Hela não é só sobre ratinhos, mochilas-sapo e florestas encantadas.
É um lembrete, doce, divertido e cheio de significado, de que a vida é feita de conexões, de cuidado, de ajudar o outro.
E que, talvez, dentro de cada um de nós, ainda exista aquele ratinho curioso, correndo livre pela floresta, transformando o mundo em um lugar melhor.
Mais em Especiais
Com o lançamento e o beta aberto chegando, Sony e Arc System Works dão dicas para iniciantes
Listamos 10 recursos que a PS Store poderia implementar para melhorar ainda mais a experiência do usuário
Wolverine, GTA VI, Phantom Blade Zero e mais lançamentos ainda em 2026
Diretor do game compartilhou mais detalhes sobre o lançamento da versão 1.0
Endless Ragnarök promete ainda mais horas de conteúdo para Relink
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Clive Barker's Hellraiser: Revival aposta em terror psicológico, gore e sobrevivência do início ao fim
O novo jogo da Arc System Works combina combates acessíveis com mecânicas cheias de profundidade
A proposta de tratar dinossauros como animais selvagens, e não como monstros, é o grande diferencial de The Lost Wild
Uma mistura promissora de velocidade, personalização, combate e aventura no universo criado por George Lucas