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Como o Brasil está por trás da criação de Fortnite, com arte, cultura e muito talento nacional
É fácil olhar para Fortnite e ver apenas uma das maiores potências do entretenimento global. Mas para quem está no Brasil, o jogo também representa algo mais próximo, mais íntimo. Seja dançando ao som de Charlie Brown Jr., vencendo uma queda ao lado do Homer Simpson ou apenas experimentando um novo mapa com os amigos, a verdade é uma só: Fortnite é parte da cultura gamer brasileira. E, cada vez mais, o Brasil também é parte da história do Fortnite.
Na última semana, o MeuPlayStation participou de um encontro intimista com a Epic Games Brasil. Foi um papo leve, quase como um encontro entre pessoas que amam videogame e entendem que fazer jogos é muito mais do que escrever linhas de código ou analisar números em planilhas. É sobre criar mundos, conectar pessoas e trabalhar com arte.
Entre as falas mais legais do encontro, uma ideia ficou fixou: tudo o que envolve Fortnite passa por um compromisso com a criatividade. Guilherme Da Cas, Diretor de Arte da Epic Games Brasil, explicou que parcerias com outras marcas e franquias não são simples colagens. Antes de um personagem aparecer no jogo, há um processo cuidadoso de troca com os detentores da IP, respeitando o tom, o público e a essência de cada universo.

Ele usou Os Simpsons como exemplo. Para algo assim existir dentro de Fortnite, é necessário mais do que vontade. É preciso alinhamento artístico, jurídico e cultural. Cada detalhe importa. Porque quando o jogador vê o resultado final na tela, aquilo precisa parecer natural. Precisa funcionar dentro do ecossistema de Fortnite, mas também manter viva a identidade original.
Da Cas também destacou que as integrações são fruto de projetos globais e colaborativos. Equipes multidisciplinares analisam o que faz sentido, o que respeita as diretrizes e como criar experiências que vão além do esperado.
E nesse ponto, surge a pergunta inevitável: há espaço para IPs brasileiras entrarem no Fortnite? A resposta veio com um sorriso e um “isso já está acontecendo”. Sandro Manfredini, Diretor de Marketing, e Maurício Longoni, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Jogos, lembraram das músicas de artistas brasileiros que já fazem parte do jogo. Sabotage, Charlie Brown Jr., Ludmilla e até Bruno Mars (tá…o Bruninho pode ser considerado um brasileiro, não é!?) já marcaram presença nas ilhas digitais.

Outra parte da conversa foi entender melhor como a Epic Games Brasil nasceu da AQUIRIS, um estúdio nacional que já vinha fazendo bonito no cenário global com jogos de qualidade como Horizon Chase Turbo. Segundo Maurício, a transição foi natural. A equipe já estava acostumada a pensar em grande escala e entregar experiências de impacto. O casamento com a Epic foi uma ampliação de horizontes, sem perder a essência do que move quem desenvolve jogos por aqui.
Mais do que qualquer novidade, o que o encontro deixou foi uma sensação de pertencimento. O Brasil não está apenas jogando Fortnite. O Brasil está ajudando a criar Fortnite. E isso tem valor.
No fim das contas, criar jogos é trabalhar com emoção, cultura e arte. E quando esses elementos se encontram, nasce algo diferenciado. Algo que transforma uma simples partida online em uma memória entre amigos.
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