O que a PS Store ainda precisa melhorar? Recursos que a comunidade ainda pede
Listamos 10 recursos que a PS Store poderia implementar para melhorar ainda mais a experiência do usuário
Estúdio chinês aposta em um novo marco do gênero com combate fluido, construção de base e identidade visual distinta. E tem ambição de sobra.
Imagine um universo de ficção científica que combina combate tático em tempo real, construção de base automatizada e personagens carismáticos com estilo animado. Agora, adicione camadas de estratégia, sistemas interligados e um mundo vivo para explorar. É isso que Arknights: Endfield pretende entregar. E depois de passar horas testando o jogo em Los Angeles e interagir com os desenvolvedores, fica claro que eles sabem o que estão fazendo.
Não é uma tarefa fácil transformar um spin-off de um tower defense gacha em um action RPG completo, com ambições de ser referência no gênero. Mas o time da Hypergryph não está apenas adaptando Arknights ao 3D. Eles estão reimaginando o universo.
Uma das primeiras sensações ao jogar é a fluidez dos combates. As ações são mais responsivas, o tempo de reação foi ajustado e o sistema de habilidades em combo dá espaço para criatividade e sinergia. A escolha de remover a mira manual e adotar um modelo de recarga baseado em combate não foi por acaso.
“Nós pensamos em como adaptar o estilo de jogo moderno sem comprometer a diversão. As batalhas agora são mais suaves e dinâmicas, com um ritmo que os jogadores esperam hoje. Isso realça o impacto do combate”, explicou o time de desenvolvimento. “E com o sistema de habilidades em combo, adicionamos uma camada extra de estratégia. Composição e timing importam mais do que nunca”.
Durante os testes, ficou evidente que o ritmo das batalhas pode mudar dependendo do estilo do jogador. Para quem gosta de pensar taticamente, o game entrega. Para quem prefere ação frenética, também.
Além do combate, Endfield investe na gestão de base. Só que aqui, construir fábricas não é apenas sobre gerar recursos, mas também sobre participar do mundo.
O novo sistema regional introduz moedas locais e produção contextualizada. “Queríamos conectar a fábrica ao restante do mundo. Os jogadores agora se sentem motivados a desenvolver seus postos de produção para converter resultados em materiais de progressão”, disseram os devs. “Antes era só uma abstração. Agora é simulação de verdade”.

E o melhor: é possível automatizar todo o fluxo. Esteiras levam os materiais de um lado para outro, cada máquina cuida de uma etapa, e o jogador monta linhas completas de produção que funcionam sozinhas. Ainda assim, decisões estratégicas continuam essenciais.
Um dos destaques do jogo é sua identidade visual. Misturar estética anime com ficção científica técnica poderia ser arriscado, mas Endfield parece acertar no tom.
“O maior desafio foi traduzir um conceito sci-fi para 3D mantendo a alma anime. Tudo precisa ter lógica no mundo, mas também transmitir liberdade. Monstros, estruturas, equipamentos… tudo tem função”, explicou a equipe. “Na parte técnica, fazer isso funcionar no 3D exigiu refazer cenas inteiras, pois ajustes visuais em pós-produção pareciam artificiais demais”.
O nível de detalhes impressiona. Uma única personagem controlável pode ter entre 80 a 100 mil polígonos renderizados, o dobro de muitos jogos atuais. E como o sistema permite até quatro personagens jogáveis simultaneamente, a carga técnica é alta.

Para rodar bem no PS5, a equipe reescreveu partes do sistema de renderização da Unity:
“Refizemos o framework de render e adaptamos os layouts de controle. A cidade principal, Wuling City, tem entre 3 a 5 milhões de polígonos nos consoles. Foi um desafio brutal”.
Embora o jogo ainda esteja em testes, a estrutura de serviço já está definida. O estúdio quer manter o jogo vivo por muitos anos, com atualizações constantes e respeitando o feedback da comunidade.
“Temos experiência com jogos live-service. Para Endfield, vamos adicionar personagens, mapas, história e novos modos de forma periódica. Já temos várias versões em produção, algumas quase finalizadas”, revelaram.
É um plano ambicioso, mas alinhado com a base de fãs que já acompanha cada novo trailer com milhões de visualizações. A expectativa está no alto.
No fim, o que move o time de Arknights: Endfield é a vontade de entregar uma experiência que seja, ao mesmo tempo, técnica, divertida e estilizada. Um mundo onde o jogador tenha espaço para explorar, experimentar e se expressar, seja montando linhas de produção automáticas ou orquestrando um time perfeito de combate em tempo real.
E é isso que mais chama atenção. Não se trata apenas de um jogo bonito ou com sistemas profundos. Trata-se de um projeto onde cada decisão, do combate à narrativa, está conectada por um fio condutor: entregar liberdade com propósito.
Se essa promessa se cumprir, Endfield não será apenas mais um gacha futurista. Vai se tornar referência de um novo capítulo do gênero.
Mais em Especiais
Listamos 10 recursos que a PS Store poderia implementar para melhorar ainda mais a experiência do usuário
Wolverine, GTA VI, Phantom Blade Zero e mais lançamentos ainda em 2026
Diretor do game compartilhou mais detalhes sobre o lançamento da versão 1.0
Endless Ragnarök promete ainda mais horas de conteúdo para Relink
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Clive Barker's Hellraiser: Revival aposta em terror psicológico, gore e sobrevivência do início ao fim
O novo jogo da Arc System Works combina combates acessíveis com mecânicas cheias de profundidade
A proposta de tratar dinossauros como animais selvagens, e não como monstros, é o grande diferencial de The Lost Wild
Uma mistura promissora de velocidade, personalização, combate e aventura no universo criado por George Lucas
Nova era, mesma fórmula: Dragon Ball Xenoverse 3 aposta no que já funciona