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Conversamos com os devs sobre escolhas criativas, mecânicas de buddy e muito mais
Los Angeles pode ser conhecida por suas celebridades, Hollywood e palmeiras, mas no coração do centro histórico, um lugar diferente de tudo isso serviu como palco para o nosso primeiro contato com Code Vein 2. A antiga Catedral de St. Vibiana, construída em 1876 e hoje transformada em espaço de eventos, foi o cenário perfeito para mergulhar no universo sombrio e elegante do novo RPG da Bandai Namco. Um local com história, cicatrizes e renascimento, assim como o próprio jogo.
E por falar em renascimento, Code Vein 2 não é apenas uma sequência direta. Segundo os desenvolvedores com quem conversamos durante o evento, a proposta foi reconstruir tudo do zero. Novo mundo, novos personagens e uma abordagem ousada: a introdução da viagem no tempo como mecânica narrativa central.

Diferente do primeiro jogo, que apresentava um protagonista silencioso em um universo pós-apocalíptico, Code Vein 2 te coloca no papel de alguém que pode alterar o destino de outros personagens ao voltar no tempo. Mas há uma pegada emocional por trás disso. A ideia, segundo os devs, é reforçar a sensação de conexão entre jogador e companion, um aspecto que os fãs mais valorizaram no título original.

“O feedback mais poderoso veio dos jogadores que se emocionaram com os vínculos criados com seus buddies”, contou um dos desenvolvedores. “Por isso, tornamos esses laços ainda mais centrais e flexíveis”.
Agora é possível invocar seu parceiro de combate quando quiser ou usar esse vínculo para fortalecer seu próprio personagem. Isso resolve uma crítica comum ao primeiro jogo, onde o buddy acompanhava o jogador o tempo todo, mesmo quando não era desejado.
É verdade que Code Vein sempre foi conhecido pela complexidade de sistemas, algo que pode assustar jogadores casuais. Porém, em Code Vein 2, há um esforço claro para tornar tudo mais acessível.
“Comece jogando com seu buddy e se deixe levar pela história”, recomendaram. “A partir daí, quem quiser mergulhar nas customizações e na otimização do gameplay pode ir mais fundo aos poucos”.
A base do sistema ainda gira em torno de três pilares: estamina, Íchor (a energia usada para habilidades) e os pontos de vida. Entendendo isso, você já tem uma base sólida para aproveitar o jogo. Todo o restante, como buffs, builds alternativas, variações de parceiro e habilidades, funciona como camada adicional.
Uma das novidades mais interessantes da demo foi a presença de uma moto. Sim, o herói agora pode se locomover por algumas áreas em uma motocicleta, o que melhora bastante o ritmo de exploração.
Mas ela não serve apenas para isso. A moto pode causar dano ao atingir inimigos e até receber upgrades. E se o jogador estiver acompanhado de um buddy, ele sobe na garupa e interage com o mundo de maneira contextual, criando momentos bem únicos. A má notícia, no entanto, é que não conseguimos testar a novidade. Mas ficamos curiosos.
Os desenvolvedores também comentaram sobre o sucesso inesperado do sistema de criação de personagem do primeiro jogo. Jogadores criavam avatares altamente personalizados, com combinações criativas de acessórios e visuais.
Para Code Vein 2, esse sistema foi amplamente expandido. Agora há mais slots para acessórios, remoção de limitações de custo, e ajustes muito mais detalhados de corpo e proporções. Tudo isso para deixar você criar exatamente o herói ou heroína que imaginar.
Estar dentro da catedral onde tudo aconteceu ajudou a entender melhor o que Code Vein 2 quer transmitir. A antiga St. Vibiana, hoje conhecida como Vibiana, é um símbolo de reconstrução: uma estrutura que sobreviveu a terremotos, batalhas legais e décadas de abandono. Assim como o novo jogo, ela carrega marcas, mas renasce em algo ainda mais impactante.

A luz filtrando pelos vitrais, o mármore restaurado e os arcos imponentes do local combinavam com perfeição com os ambientes góticos e devastados da demo. E por mais que o jogo se passe em outro universo, a sensação de estar cercado por histórias antigas e memórias esquecidas trouxe um peso emocional à experiência.
Mesmo com uma nova linha do tempo e personagens inéditos, Code Vein 2 não nega suas raízes. A equipe deixou claro que essa é uma continuação espiritual que respeita a jornada dos fãs, mas também abre portas para uma audiência nova.
“Queríamos manter o espírito da série: a relação profunda entre personagem e buddy, o combate tático, a exploração. Mas também sentimos que era hora de ousar mais”, explicaram.
O resultado é um jogo que equilibra intensidade, emoção e liberdade de criação como poucos.
Se você curtiu o primeiro Code Vein ou nunca jogou e busca um RPG de ação com drama, complexidade e estilo, vale a pena ficar de olho em Code Vein 2. A jornada promete ser difícil, mas, como o cenário da antiga catedral nos lembrou, é nos lugares quebrados que renascem as histórias mais bonitas.
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