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Criador da franquia acredita que Mortal Kombat 1 marcará uma nova era de sucesso para o jogo de luta
Mortal Kombat 1, definitivamente, não tem esse nome à toa. O jogo é um recomeço para a série. Tanto em história como também em gameplay. No enredo, Liu Kang é o novo todo-poderoso, enquanto na hora da porrada, a novidade fica por conta do sistema Kameo, trazendo um elemento de “tag” para as batalhas.
E o criador do jogo, Ed Boon, falou sobre tudo isso em entrevista ao GameSpot durante o Summer Game Fest 2023. Segundo ele, esta será uma ótima oportunidade para os fãs serem “reapresentados” aos seus kombatentes preferidos.
“Não queríamos ter personagens novos, porque todo mundo quer ver Sub-Zero, Scorpion, Liu Kang… Por isso, achamos que a melhor forma era criar uma nova história. Todos eles serão apresentados novamente, com novas características, relacionamentos e tudo mais. Serão os personagens que você conhece, e ama, mas de uma maneira completamente diferente”, disse.
Liu Kang, basicamente, recriou o universo depois dos eventos de Mortal Kombat 11. Agora como Deus do Fogo e detentor de um poder enorme, ele também está bem modificado no gameplay. Assim como outros kombatentes, que Boon resumiu assim:
Outro ponto bastante questionado pelos jogadores a cada edição de MK é a questão dos personagens convidados. Só que não é simples assim trazer gente diferente para o elenco.
“Não é só achar um personagem legal e botar no jogo. Tem vários requisitos que precisamos preencher para ter essas colaborações. Nós estamos sempre explorando essas possibilidades. Algumas dão certo, outras não, mas é um processo, e sempre estamos de olho”, disse.
Obviamente, há uma parcela da comunidade questionando o novo sistema de Kameo – que consiste, basicamente, em ter outro lutador “ajudando” você na batalha. Para o produtor, isso é normal. E ele acredita que, no fim das contas, vai ser positivo para Mortal Kombat 1.
“Sempre que você adiciona uma mecânica nova, há muita desconfiança. O Kameo começou bem diferente, com recursos individuais de cada lutador, como um drone pra Sonya, por exemplo. Mas eu queria ter mais uma relação com nossos jogos antigos, e isso acabou se transformando em lutadores vindo te ajudar. Mortal Kombat tem cerca de 100 lutadores dos quais podemos nos alimentar, e por isso fizemos dois elencos, de kombatentes e kameo”, destacou Boon, que frisou ainda a importância de ser uma mecânica simples.
“Não queríamos ser totalmente tag, porque estava em MK9, mas não rendeu tanto, por fazer com que os lutadores tenham que aprender totalmente dois personagens. Deixamos o jogo mais acessível possível, para que o player possa combinar as habilidades de quem ele sabe jogar mais com outros kombatentes que ele também ame. Tudo ao alcance de um botão. Qualquer um pode fazer isso sem ser desafiado, sem ter que saber jogar muito”, completou.
Mortal Kombat 1 terá versões para PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC, e ainda não tem data de lançamento konfirmada.
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