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Após anúncio de Halo no PS5, executivos da Microsoft reforçam que o foco da companhia está além da guerra dos consoles
A estreia de Halo: Campaign Evolved no PS5 já é um marco histórico para a indústria, mas o contexto por trás da decisão da Microsoft revela um cenário ainda mais interessante. Em entrevista ao The New York Times, Matt Booty, presidente de conteúdo e estúdios de jogos da divisão Xbox, explicou que o objetivo da empresa é “encontrar as pessoas onde elas estão” e que o maior concorrente hoje nem é outro console. Segundo ele, o verdadeiro rival do Xbox em 2025 é o TikTok.
Isso mesmo. Em vez de mirar diretamente no PlayStation ou na Nintendo, a Microsoft está preocupada com o tempo que as pessoas dedicam a outras formas de entretenimento. Redes sociais, plataformas de vídeos curtos e até filmes são vistos como desafios maiores para a atenção do público gamer do que um hardware concorrente.
A fala faz parte de uma explicação mais ampla sobre a nova estratégia da empresa, que agora busca ampliar o alcance de suas franquias além dos limites do seu próprio ecossistema. Halo no PlayStation é só o começo: Gears of War e Forza já chegaram por lá, e o Microsoft Flight Simulator também está a caminho.
O movimento é reflexo de mudanças profundas no mercado. O Xbox Series X|S vendeu bem menos que o PS5 até agora, e o Game Pass — principal serviço da empresa — teve aumento de preço recentemente, além de testes internos para oferecer jogos na nuvem com anúncios. E tudo isso em meio a demissões em massa nos estúdios internos.
Levar Halo ao PS5, com campanha renovada na Unreal Engine 5 e multiplayer cooperativo para até quatro jogadores, é parte de uma tentativa de dar nova vida à franquia e reengajar jogadores que há anos se afastaram da saga. É também um jeito de gerar receita em novas plataformas, principalmente agora que a Microsoft precisa recuperar investimentos gigantes, como a compra da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões.
A ideia é clara: os mascotes não garantem mais exclusividade e os consoles não definem mais o jogador. O campo de batalha agora é a atenção das pessoas. E nesse sentido, TikTok, YouTube e outras distrações digitais são adversários colossais.
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