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O breve ressurgimento de Concord não durou quase nada. Poucas horas depois de fãs celebrarem, os convites foram cancelados.
O breve ressurgimento de Concord não durou quase nada. Poucas horas depois de fãs celebrarem a improvável volta do hero shooter da Sony, o projeto responsável por reativar seus servidores foi atingido por notificações de DMCA e suspendeu novos convites — encerrando, pela segunda vez, a vida do jogo que foi descontinuado apenas duas semanas após chegar ao mercado no fim de 2024.
O caso ganhou repercussão após o The Game Post revelar que um pequeno grupo de entusiastas havia passado um ano inteiro trabalhando para reverter o código do título e restaurar parte de suas funcionalidades online. Eles chegaram a entrar em partidas do modo Clash Point, como se o jogo ainda estivesse oficialmente em operação, e planejavam iniciar testes fechados com a comunidade. Batizado de Concord Delta, o projeto ganhou até um servidor próprio no Discord, anunciado no mesmo dia em que o servidor oficial do jogo foi encerrado.
Mas o retorno foi instantaneamente interrompido. Assim que vídeos demonstrando o funcionamento das partidas começaram a circular, surgiram as derrubadas: dois clipes publicados no YouTube foram retirados do ar por reivindicação de direitos autorais feita pela MarkScan Enforcement, empresa já conhecida por agir em nome de propriedades da Sony — e também por bloquear material relacionado a Nintendo, Microsoft, mods e emulação.
A ação levou os responsáveis pelo projeto a suspenderem os convites. Em mensagem capturada pelo The Game Post, um dos desenvolvedores explicou que, diante de “ações legais preocupantes”, não seria seguro permitir novas entradas no grupo. O súbito recuo transformou a tentativa de ressuscitar Concord em um novo fracasso, ainda mais rápido que o original.
O episódio reacende o debate sobre a preservação de jogos, mas também expõe o terreno nebuloso em que esses projetos operam. Concord teve vida tão curta que todos os compradores receberam reembolso — o que, tecnicamente, extinguiu seus direitos de acesso ao jogo digital. Sem uma licença válida, qualquer tentativa de restaurar funções online por engenharia reversa se enquadra como modificação de algo que os usuários já não possuem legalmente. Cópias físicas do PS5 escapam desse cenário, mas não alteram o fato básico: o uso e distribuição de arquivos e servidores não oficiais continua juridicamente frágil.
Ainda assim, a devoção dos fãs não surpreende. Reviver jogos encerrados já é tradição em diversas comunidades, e a ideia de que uma empresa derruba um projeto apenas para lançar sua própria versão oficial mais tarde também não é inédita. No caso de Concord, porém, a dissolução do Firewalk Studios logo após o desligamento dos servidores indica que o retorno oficial é improvável. O colapso de outros projetos de live service da Sony naquele mesmo período reforça essa percepção.
Fonte: PC Games N
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