PS6 portátil por menos de US$ 600 é “impossível”, diz vazador
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Daniel Ahmad explica como Sony pretende maximizar receitas do PS6 mesmo com alto preço do console
Daniel Ahmad, analista da indústria de games e diretor da Niko Partners, publicou um profundo texto nas redes sociais para comentar os possíveis motivos que levaram a Sony a encerrar a fabricação de jogos físicos. Segundo ele, o provável alto preço do PS6, que pode passar de US$ 1 mil, estaria ligado à decisão da empresa japonesa.
Por meio do X, Ahmad explica a lógica por trás da medida e até compara a situação com algo semelhante que ocorreu com a Apple em 2008. Na época, a empresa da maçã removeu o leitor de CDs dos seus notebooks, gerando altas reclamações a princípio, mas sendo algo rapidamente esquecido pelo público.
Houve muitas reclamações na época, mas hoje ninguém mais fala sobre isso. Na verdade, já no início da década de 2010 praticamente não havia mais críticas.
O analista explica que, apesar dos protestos dos fãs, a transição para um mundo 100% digital era inevitável. Ele até admite surpresa com o fato de que a Sony tomou a decisão cedo, mas destaca que “as vendas digitais completas de jogos no PlayStation passaram de menos de 10% antes do lançamento do PS4 para cerca de 80% atualmente”. No caso do Xbox, esse percentual já estaria próximo de 90%.
It's more like Apple removing the CD Drive from its laptops starting in 2008.
There were definitely a high number of complaints at the time, but not a single person is complaining about it today. You couldn't find many people complaining in the early 2010s either.
The first… https://t.co/BahlYTUABe
— Daniel Ahmad (@ZhugeEX) July 9, 2026
Ahmad também rebateu dados vazados da Insomniac Games em 2023, que vêm sendo compartilhados nas redes sociais, para defender que a mídia física ainda representa uma parcela maior das vendas de títulos exclusivos da Sony. Ele diz o seguinte:
Além de estarem desatualizados, as pessoas estão analisando números de sell-in [venda de produtos do fabricante para o varejista], e não de sell-through [vendas da varejista para o cliente final]. Um dos motivos pelos quais o varejo aparece tão forte em determinados jogos é porque a Sony contabiliza os jogos dentro de bundles do PlayStation como vendas físicas, mesmo quando o console acompanha apenas um código digital.
Por outro lado, o diretor da Niko Partners afirma que aproximadamente 70 milhões de discos de jogos para PS5 foram vendidos no último ano, número que considera expressivo. Apesar disso, a margem é significativamente menor em relação a 2020, ano de lançamento do console, quando 120 milhões de títulos físicos foram comercializados.
Ahmad prossegue sua análise dizendo que o fim da mídia física vem da busca da Sony por maior rentabilidade. Segundo ele, a empresa japonesa obtém uma margem significativamente menor nas vendas físicas devido à divisão da receita entre publishers e varejistas.
Na avaliação do analista, a estratégia faz parte do plano da companhia para aumentar a receita por usuário em um cenário econômico cada vez mais desafiador, no qual o PS6 pode chegar ao mercado custando mais de US$ 1 mil e “não venderá muito”.
A Sony sabe que o PS6 chegará a um mercado em que consoles custarão mais de US$ 1.000, e que o consumidor médio pensará duas vezes antes de fazer o upgrade no lançamento. Parte dessa decisão envolve redução de custos, mas também reflete a percepção de que consoles deixaram de ser produtos de massa vendidos por US$ 199. A empresa precisará focar nos jogadores mais dedicados, que estão dispostos a gastar mais do que nunca.
Então, sim, a Sony sabe que um console de US$ 1.000 não venderá muito. Sabe que pode perder parte dos consumidores que compram apenas mídias físicas, assim como um público mais amplo que depende de conexões de internet instáveis ou vive em mercados em desenvolvimento, onde os discos ainda fazem mais sentido. Mas, para atualizar a famosa frase de Don Mattrick, a Sony está basicamente dizendo: ‘Nós já temos um aparelho que roda discos, e ele se chama PS5.’
Embora considere improvável que a Sony volte atrás em sua decisão (e que ela foi um erro), Ahmad acredita que a empresa precisa esclarecer alguns pontos importantes. Um exemplo é a falta de informações sobre como os discos físicos atuais serão suportados nas futuras gerações do PlayStation.
E aí, caro leitor? O que achou dessa análise? Vai adquirir um PS6 no lançamento? Comente!
Fonte: Push Square
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