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Preços de jogos são determinados pelas publishers, diz ex-chefe da PS Store

Gordon Thornton diz que não há como existir monopólio da Sony sobre vendas de jogos, uma vez que os preços na PS Store são fixados pelas publishers

Preços de jogos são determinados pelas publishers, diz ex-chefe da PS Store

Polêmicas cercaram a Sony nas últimas semanas, especialmente após o anúncio do fim da mídia física de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A notícia deixou consumidores desconfiados de que os preços dos jogos na PS Store possam ficar ainda mais caros, justamente por não haver uma segunda opção para adquiri-los. No entanto, de acordo com um ex-funcionário, não é a empresa japonesa quem determina quanto um game custa na loja virtual.

Gordon Thornton trabalhou por quase 18 anos na Sony até deixar a companhia, em 2022. Durante esse período, ocupou diversos cargos, incluindo o de vice-presidente sênior e chefe global da PlayStation Store e de serviços. Em seu perfil no LinkedIn, ele afirma ter “criado e expandido o negócio global de vendas diretas ao consumidor da PlayStation desde o início até alcançar US$ 13 bilhões em receita, transformando a PS Store na maior varejista digital de jogos e plataforma de assinaturas do mundo”.

Em entrevista ao Insider Gaming, Thornton explicou como o preço final de cada game é determinado na loja virtual. Segundo ele, não há como existir monopólio, uma vez que os preços não são fixados pela empresa japonesa.

Sobre as alegações de monopólio e manipulação de preços, a PlayStation opera em um modelo de compra e venda no qual a publisher atua como fornecedora. Como o preço sugerido de venda é definido diretamente pela publisher, a Sony não controla essa estrutura de preços, o que contradiz as alegações de que a empresa fixa os valores de forma unilateral.

Apesar da declaração do ex-executivo, ela parece contradizer argumentos apresentados pela própria Sony durante um processo coletivo movido contra a empresa por supostas violações das leis antitruste e de concorrência desleal.

Em 2021, o autor da ação, Agustin Caccuri, alegou que “a Sony também exige que as publishers que vendem jogos digitais na PS Store abram mão do controle total sobre o preço de venda”, pois, ao contrário do que ocorreria nas lojas digitais do Xbox e da Nintendo, “os desenvolvedores são obrigados a ceder à Sony o controle integral sobre o preço final dos jogos”.

Para tentar encerrar o processo em 2022, a Sony reconheceu que teria “forçado as publishers a ceder o controle sobre o preço final dos jogos digitais”, mas argumentou que esse é justamente o funcionamento de um modelo de venda.

É assim que um modelo de atacado funciona: o atacadista e o varejista concordam com um preço de atacado e, em seguida, o varejista define o preço do produto que será vendido aos consumidores. No modelo de atacado, a Sony e a publisher/desenvolvedora concordam com um preço de atacado e, então, a Sony define o preço de varejo que cobrará dos consumidores na PS Store.

A empresa também explicou que, nesse modelo, “o varejista (Sony) e o atacadista (publisher) chegam a um acordo sobre o preço de atacado que o varejista pagará pelo produto (videogames); […] o varejista define o preço de venda ao consumidor, normalmente adicionando uma margem sobre o valor de atacado; e […] o varejista vende o produto aos consumidores.”

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Vinícius Paráboa

Vinícius Paráboa é redator no MeuPlayStation, com experiência na cobertura do universo PlayStation e da indústria de games. Acompanha a evolução da marca desde o PS1, com foco em notícias e tendências do mercado. Tem afinidade com clássicos como Crash Bandicoot, Sonic e Spyro, além de franquias como Persona, Assassin’s Creed e God of War.

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