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Fadiga de mundo aberto? Jogos como serviço enjoativos? Nada disso importa se os jogos forem bons!
No meio da confusão do mundo dos games, uns já estão gritando que jogos como serviço estão saturados e que a fadiga dos mundos abertos é inevitável. Mas, peraí: será que o problema está no modelo ou na execução?
A verdade é que não existe jogo “de modelo” ruim – só há jogos que funcionam ou não funcionam, independentemente de serem open world, live service ou que quer que seja. Você, com certeza, já ouviu algumas frases do tipo: “jogo de zumbi é tudo igual”, “não sei pra que comprar jogo de esporte todo ano se não muda nada”, “o grind do RPG é muito cansativo”, “soulslike tem que ser mais acessível”…
É claro que todo mundo tem o direito de ter a opinião que quiser, mas será que o problema é mesmo dos modelos ou gêneros?
Por exemplo: muitos afirmam que jogos como serviço estariam “comendo” a cena ou que mapas gigantescos acabaram se tornando cansativos. Contudo, ao analisarmos o mercado atual, vemos que a qualidade do produto é o que realmente faz a diferença. Se o jogo é bem feito, ele transcende a categoria a que pertence.
Vejamos Assassin’s Creed Shadows, lançado agorinha e fazendo um baita sucesso. Apesar do extenso mundo aberto, e de ser de uma franquia repleta de altos e baixos nos últimos anos, ele foi aclamado justamente por ter o universo bem construído e pela forma inteligente com que distribuiu missões e atividades, provando que não é o tamanho do mapa que importa, mas a maneira como ele é explorado.
Da mesma forma, Like a Dragon: Pirates Yakuza in Hawaii mostrou que um universo vasto pode ser recheado de personalidade, humor e desafios únicos. Dois jogos recentes que demonstram que, mesmo com um cenário aparentemente “infinitamente aberto”, o que realmente cativa os jogadores é a qualidade e a coerência do design.
Enquanto alguns criticam os jogos como serviço, é inegável que títulos como Fortnite continuam sendo fenômenos globais há anos, evoluindo e se adaptando ao gosto dos jogadores. E também não podemos esquecer dos novos queridinhos, como Marvel Rivals, que chegam com propostas frescas e dinâmicas, provando que o modelo de serviço pode ser inovador e divertido, se bem executado.
No fim das contas, não se trata de escolher entre mundos abertos gigantescos ou jogos como serviço. O que realmente determina o sucesso de um game é a qualidade de sua execução. Seja através de um design arrojado, narrativas cativantes ou mecânicas que realmente engajam – o segredo está em entregar uma experiência memorável.
Por exemplo: o game mais vendido dos últimos anos é GTA 5, e ele combina os elementos destes dois grandes conceitos: o mundo aberto na parte single-player e as microtransações no GTA Online. E a grande maioria dos jogadores ama as duas coisas. Tanto que GTA 6, seu sucessor, é certamente o game mais esperado de todos os tempos – seu trailer já teve quase 250 milhões de views no YouTube.
Então, da próxima vez que ouvir alguém reclamando da “fadiga” de determinado modelo, lembre-se: não existem jogos bons ou ruins por categoria, mas sim jogos bem ou mal feitos. E, no fim das contas, a experiência do jogador é o que sempre prevalecerá.
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