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Se pagou: elenco estrelado de Death Stranding 2 dá show de atuação

Estrelas que retornam do primeiro jogo e novidades de Death Stranding 2 são extremamente marcantes

Se pagou: elenco estrelado de Death Stranding 2 dá show de atuação

Absolute cinema? Absolute videogames.

Norman Reedus, Léa Seydoux, Elle Fanning, Troy Baker, Lindsay Wagner, George Wagner, Alastair Duncan, Luca Marinelli, Shioli Kutsuna, Tommy Earl Jenkins, Alissa Jung, Guillermo del Toro, Lindsey Wagner, Debra Wilson, Alastair Duncan, Nicolas Winding Refn. Não, esse não é um casting de filme, é um elenco de um jogo de videogame: Death Stranding 2: On The Beach.

Se você não terminou Death Stranding 2 ou não quer spoilers do jogo por algum motivo, este artigo não é para você.

O primeiro jogo já teve vários destes nomes com grandes atuações como alguns dos principais destaques positivos do game. Em Death Stranding 2, novamente o trabalho do elenco estrelado contratado por Hideo Kojima é muito impressionante. A começar, principalmente, por mais um show do vilão Higgs, interpretado por Troy Baker.

Com um visual totalmente diferente, mas os trejeitos marcantes do primeiro game, e em uma busca não só por vingança contra Sam e Fragile, como também sua incansável jornada de extinção, Troy tem diálogos impecáveis e faz algumas cenas impressionantes. O grand finale está na batalha final, mas mesmo antes disso, seu bom humor e jeito único fazem com que ele seja um antagonista daqueles que você até passa a gostar.

Léa Seydoux, por sua vez, se torna ainda mais presente e impactante em Death Stranding 2 do que no primeiro jogo. Seu relacionamento com Sam dá um passo adiante e sua nova empreitada com a DHV Magalhães a coloca como protagonista de muitos momentos emocionantes. O reencontro com Sam, a fuga com Lou, o comando da nave, até a revelação de sua real condição… Um espetáculo.

Death Stranding 2 Death Stranding 3

Os retornos do Heartman e do Deadman também são marcantes – com rostos de Nicolas Winding e Guillermo del Toro, e atuações de Darren Jacobs e Jesse Corti. Eles têm os seus grandes momentos de brilhantismo, principalmente quando revelam seus maiores segredos, com participação fundamental na trama da história.

Mas estes já eram velhos conhecidos, assim como Norman Reedus, que novamente é um protagonista de altíssimo nível. Death Stranding 2 não é um jogo sobre entregas, nem necessariamente sobre as conexões que ainda temos que fazer, e sim sobre o quanto as conexões que fizemos são importantes.

Todos os personagens têm traumas absurdos, e claro que Sam tem alguns bastante únicos – principalmente pela maldição disfarçada de bênção que é ser imortal. Mesmo que tente “a saída mais fácil”, como diz a música do Low Roar que é parte da trilha do primeiro jogo, ele não consegue morrer. Tem que repatriar, voltar e por aí vai.

O “Why Me?”, ou seja, “Por Que Eu?”, que estampa um de seus bonés é uma pergunta que ele deve se fazer a todo momento. E Norman Reedus deixa isso bem claro na sua atuação. Ele parece realmente sofrer com os eventos do jogo. E, claro, em Death Stranding 2, ele simplesmente tem que lidar com a morte de sua filha – e fazer toda uma jornada passando por vários estados do luto.

Death Stranding 2

Podemos ver Norman atuando da forma que o consagrou em Hollywood. Seja nos primeiros momentos mais felizes, que são de aquecer o coração, seja na tristeza e no suspense que vêm depois, até completarmos um ciclo que tem um final feliz, na medida do possível. Ainda não sabemos se ele repetirá o papel no filme de Death Stranding, mas vai ser difícil ver alguém sendo Sam que não seja ele.

Tomorrow, Rainy, Tarman, Dollman…

Agora, temos adições fundamentais ao time. E aqui precisamos destacar.

Primeiro, a grande estrela: Elle Fanning brilha como Tomorrow. Ela tem grandes cenas, desde o momento do seu resgate até o grand finale na DHV Magalhães. É incrível ver como ela “cresce” dentro do jogo. Aparece super assustada, depois como dona de um poder incontrolável, e por fim vai se adaptando a ser fundamental na tripulação comandada por Fragile. Kojima falou várias vezes que criou a personagem com a atriz na cabeça, e dá para perceber isso.

Rainy, que depois se torna uma grande amiga de Tomorrow, é outra que se destaca muito. A sua introdução, inclusive, é um espetáculo. Shioli Kutsuna aparece dançando, ao som de Raindrops Keep Falling On My Head, e encanta. No entanto, sua história não é tão feliz assim. Pelo menos, não até ela encontrar Fragile. Seu DOOM, obviamente relacionado à chuva, também é incrível.

Mas o mais legal é quando elas duas se juntam com Fragile e fazem um grupinho de amigas, com interações importantes, diálogos bem humorados e, claro, as sessões de fotos das três, com cliques feitos por Sam que ficam marcados – e voltam a aparecer em um momento chave e bem emocionante de Death Stranding 2.

Death Stranding 2

Mas as histórias de Tarman e Dollman, que são grandes personagens adicionados no novo jogo, são ainda mais trágicas. Envolvem perder os filhos, algo que naturalmente mexe bastante. E os dois são coadjuvantes com funções muito importantes. O primeiro é simplesmente o piloto da Magalhães, enquanto o segundo é um companheiro de Sam na jornada.

Goerge Miller e Jonathan Roumie (que dá vida ao boneco com visual inspirado em Fatih Akin) brilham em suas atuações. Principalmente Roumie, que tem diálogos maravilhosos com Sam. Inclusive, o momento em que ele revela sua história é um diálogo opcional e um dos mais emocionantes e de partir o coração do game (e olha que são muitos).

E o que falar de Charile? Um boneco para esconder o verdadeiro benfeitor da APAC – que quando aparece, também é um show. Sim, ele mesmo, Die-Hardman, Tommy Earl Jenkins. Aclamado pelos fãs, que já estavam preocupados de não vê-lo nas confirmações do elenco. Sim, ele voltou, e junto com o Presidente, Alastair Duncan, tem bons momentos na gestão da missão de conectar a Austrália à Rede Quiral.

Triângulo amoroso

Mas este não é o único núcleo de personagens de Death Stranding 2. Um triângulo amoroso, com o protagonista Sam, sua ex-mulher Lucy e outro paciente dela, com quem ela teve uma relação próxima em uma situação muito, porém muito peculiar, é uma parte fundamental dos eventos do jogo – ou melhor, do que aconteceu no passado e acabou gerando tudo o que vamos agora.

Este personagem é Neil, que tem a difícil missão de ser o equivalente ao Cliff do primeiro jogo – eternizado com Mads Mikkelsen. Mas Luca Marinelli não deixa passar batido. Pelo contrário. Claramente, o personagem e a atuação são inspirados no que vimos com Mads. Porque Neil também precisa proteger um bebê das garras da UCA. Antes, era Sam. Agora, é Lou. Antes, era o pai biológico. Agora, um disfarce.

Death Stranding 2

Aqui, estamos falando de mais dois destinos trágicos de Death Stranding – mas, desta vez, eles não sobreviveram para contá-los. Lucy morre com o bebê na barriga, e ele acaba realmente virando um BB, algo que ela queria evitar, e Neil tenta fazer o máximo para proteger os dois, mas confia na pessoa errada e acaba também sendo assassinado. E os flashbacks dessa história, assim como os de Cliff no primeiro, são impressionantes.

Death Stranding 2: vale a pena?

Aqui no MeuPlayStation, Death Stranding 2: On The Beach ganhou a nota máxima. Abaixo, você confere a introdução da análise e, claro, o link para conferir o texto na íntegra.

Dizem que, de gênio e louco, todo mundo tem um pouco. Bom, talvez Hideo Kojima tenha mais do que “um pouco”. E Death Stranding 2: On The Beach não poderia ser fruto de uma mente que não fosse a dele. “Maluca”, sim, mas também excepcional e única na história dos videogames.

O jogo, assim como o seu antecessor, “não é para todo mundo”, tanto pelo gameplay quanto pela história, entretanto entrega exatamente o que se espera de um “Hideo Kojima game”. Louco e genial. Furtivo e visceral. Empolgante, também emocionante. Divertido, também instigador. O pacote completo. Abordando temas importantes e polêmicos, com personagens marcantes e inovações em cima de inovações.

Leia o review completo aqui.

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foto do author do artigo Thiago Barros

Thiago Barros

Editor-Chefe

Dez anos de MeuPlayStation, 18 de jornalismo e produção de conteúdo. Muitas histórias para contar e muitos jogos para jogar!

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