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A Konami e a Screen Burn Interactive divulgaram novos detalhes sobre Silent Hill: Townfall nesta quarta (29).
A Konami e a Screen Burn Interactive divulgaram novos detalhes sobre Silent Hill: Townfall, revelando por que o jogo será o primeiro título principal da franquia desenvolvido inteiramente em primeira pessoa. Segundo a equipe, a decisão foi tomada desde o início do projeto para criar uma experiência de terror mais imersiva e intimista.
Ambientado na cidade portuária escocesa de St. Amelia, em meados dos anos 1990, o jogo coloca os jogadores no papel de Simon Ordell, um protagonista que sofre de amnésia e precisa desvendar seu passado enquanto enfrenta criaturas assustadoras e resolve enigmas. Durante uma mesa-redonda realizada em Los Angeles, o diretor e roteirista Jon McKellan explicou que a perspectiva em primeira pessoa fazia parte da identidade do projeto desde sua concepção.
“A perspectiva em primeira pessoa sempre esteve nos nossos planos. Era o tipo de experiência que já conhecíamos e que desenvolvemos em nossos jogos anteriores.”
O produtor da série, Motoi Okamoto, acrescentou que a Konami acreditou no histórico da Screen Burn em combinar narrativa e quebra-cabeças, dando liberdade ao estúdio para trabalhar no formato em que se sentia mais confortável. Um dos principais elementos da jogabilidade será uma pequena televisão portátil de tubo (CRTV), que substitui o tradicional rádio da franquia. O equipamento servirá para detectar a presença de inimigos, revelar pistas dos cenários e exibir fragmentos do passado de Simon, auxiliando tanto na narrativa quanto na resolução dos enigmas.
Segundo McKellan, implementar esse recurso em terceira pessoa comprometeria a imersão, já que exigiria elementos de interface artificiais na tela. A equipe também explicou que o foco em furtividade e evasão tornou a visão em primeira pessoa a escolha ideal. Em vez de transformar o jogador em alguém poderoso, o objetivo é transmitir vulnerabilidade constante diante dos perigos.
Outro aspecto importante é a ambientação nos anos 1990. O jogo faz uso de tecnologias analógicas da época, como modems discados, telefones públicos, medidores elétricos com cartões pré-pagos e equipamentos eletrônicos antigos. De acordo com os desenvolvedores, esses dispositivos não foram incluídos apenas por nostalgia, mas porque fazem parte da narrativa e ajudam a criar desafios mais interessantes.
Para reforçar a autenticidade, a equipe chegou a gravar as imagens exibidas na CRTV utilizando um monitor de tubo real, capturando o ruído e as imperfeições características da tecnologia analógica antes de inseri-las novamente no jogo. Os desenvolvedores também destacaram que ambientar a história nos anos 1990 permite criar limitações naturais para a investigação, já que os personagens não contam com smartphones ou internet moderna para encontrar respostas rapidamente, tornando a exploração e a descoberta muito mais relevantes para a experiência de terror psicológico.
Fonte: Polygon
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