Quanto tempo nossos jogos físicos ainda vão durar?
Estudo do Instituto Canadense de Conservação (CCI) diz que blu-rays "BD-ROM" duram entre 10 e 20 anos
Falta apenas um mês para o lançamento de Death Stranding 2, e o jogo já se desenha como um dos maiores de 2025
Falta apenas um mês para o lançamento de Death Stranding 2: On the Beach, e o jogo já se desenha como um dos maiores eventos do mundo dos games em 2025. Hideo Kojima, conhecido por sua visão autoral, genial e experimental, promete entregar não apenas uma sequência, mas a sua obra mais ambiciosa até agora — um título que pode consolidar de vez seu legado como um dos criadores mais importantes da indústria.
Mais do que um novo capítulo, Death Stranding 2 representa a evolução natural das ideias que Kojima apresentou no primeiro jogo: a importância das conexões humanas, o peso das escolhas e a travessia por um mundo ao mesmo tempo hostil e fascinante. Mas, desta vez, o tom é mais sombrio, mais político e — como não poderia deixar de ser — ainda mais enigmático.
Na nova aventura, Sam Porter Bridges deixa a América para trás e parte rumo à Austrália. O cenário, que já foi descrito como tão desafiador quanto belo, promete trazer elementos inéditos à jogabilidade, como terremotos, tempestades de areia e deslizamentos de terra que afetam diretamente a forma como o jogador atravessa o mundo.

É a típica abordagem de Kojima: transformar a própria paisagem em personagem, em obstáculo e em metáfora. Mais do que um pano de fundo, o ambiente em Death Stranding é parte essencial da experiência.
Se no primeiro jogo a temática das conexões se expressava pela reconstrução e colaboração, agora o foco parece estar nas consequências dessa conectividade. Kojima fez uma analogia direta entre a Rota da Seda e a Companhia das Índias Orientais para explicar a mudança de tom: a passagem das trocas pacíficas para o domínio militar e a exploração.
Essa virada filosófica se traduz diretamente na jogabilidade, com maior ênfase no combate e na proliferação de armas, o que aproxima Death Stranding 2 de elementos vistos em outros clássicos do criador, como Metal Gear Solid.
Um dos pontos mais celebrados até agora é a evolução do sistema de combate. O primeiro jogo foi criticado por oferecer poucas opções nesse aspecto, mas agora a promessa é de um sistema muito mais robusto, permitindo abordagens diversas: confrontos diretos, estratégias furtivas ou, como sempre, a tentativa de simplesmente evitar o conflito.

Tudo isso sem perder o DNA original da franquia, que segue centrada na entrega de cargas e na travessia de territórios inóspitos.
Outro destaque é o elenco, que reúne nomes como Norman Reedus, Léa Seydoux, Troy Baker e Elle Fanning, além de participações curiosas de figuras do cinema como George Miller e Fatih Akin. Kojima reafirma, assim, sua obsessão em borrar as fronteiras entre videogames e cinema — uma marca que sempre esteve presente em sua obra, mas que agora atinge novos níveis.
O personagem Neil, interpretado por Luca Marinelli, inclusive, já chamou atenção por lembrar Solid Snake, com direito a bandana e tudo — uma piscadela nada discreta à franquia que projetou Kojima ao estrelato.
A música sempre teve papel fundamental em Death Stranding, e não será diferente na sequência. Com a perda de membros da banda Low Roar, responsável por algumas das músicas mais marcantes do primeiro jogo, a trilha agora ganha novos contornos com a participação de Woodkid, cuja canção “To the Wilder” já aparece no trailer de pré-venda.

Como parte da celebração, um tour musical intitulado “Stranding Harmony” está previsto para novembro deste ano, levando ainda mais longe a atmosfera melancólica e contemplativa da franquia.
O jogo será lançado em três edições: Padrão, Digital Deluxe e Colecionador. Esta última inclui itens como uma estátua do Magellan Man, um boneco do Dollman e uma carta assinada pelo próprio Kojima. A ausência de uma mídia física na edição de colecionador causou certo burburinho entre os fãs, mas não parece ter diminuído o interesse pela peça.
Com todos esses elementos, Death Stranding 2: On the Beach se posiciona como forte candidato a jogo do ano e, talvez, o projeto mais completo e pessoal de Hideo Kojima até agora. A combinação de narrativa autoral, inovação técnica e ambição artística parece destinada a oferecer aos jogadores uma experiência singular — daquelas que só Kojima é capaz de criar.
Resta agora aguardar o dia 26 de junho para saber se todas as promessas se confirmam. Mas, a um mês do lançamento, o hype já é digno de uma travessia solitária pelos ermos de um mundo pós-apocalíptico: cheio de riscos, mas irresistível.
Mais em Notícias
Estudo do Instituto Canadense de Conservação (CCI) diz que blu-rays "BD-ROM" duram entre 10 e 20 anos
Canal da PlayStation no YouTube está recheado de protestos da comunidade com o fim da mídia física
Jogos como Avatar: Frontiers of Pandora e A Ascensão do Ronin já estão disponíveis
Kylian Mbappé é a estrela da versão Ultimate de EA Sports FC 27, que começa a ter novidades reveladas oficialmente.
Relatos dizem que o jogo vem sendo testado e agradou
Opening Night Live promete trazer o primeiro trailer do novo DLC do bruxão
Apesar da revolta do público com o fim da mídia física de PlayStation, as vendas nos EUA são baixas
Fã de filmes de kung-fu e amante de carne, Chie Satonaka é destaque em novo trailer do JRPG
Nove jogos, no total, deixarão o PS Plus Extra e Deluxe em 18 de agosto
Essa é a primeira atualização do jogo em mais de um ano