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Ex-diretor de Dying Light relembra como Techland virou o jogo na franquia
A Techland enfrentou desafios significativos durante o desenvolvimento e o lançamento de Dying Light: The Beast, especialmente após a recepção dividida de Dying Light 2: Stay Human. Agora, os desenvolvedores revelaram como as lições aprendidas com a sequência ajudaram a moldar o novo capítulo da franquia.
Durante uma palestra na conferência Digital Dragons, o ex-diretor da série, Tymon Smektala, explicou que a equipe percebeu que os detalhes têm um papel tão importante quanto os grandes pilares de design na construção de uma experiência memorável.
São os detalhes que fazem o seu jogo, porque uma franquia não é apenas sua grande visão ou seus pilares principais, mas também as pequenas coisas que criam a sensação única da experiência.
Segundo Smektala, muitos desses elementos acabaram ficando de fora de Dying Light 2, algo que a comunidade identificou rapidamente após o lançamento.
Foi uma lição difícil. O jogo estava cercado de expectativa, com milhões de jogadores aguardando seu lançamento. Quando ele chegou ao mercado, percebemos rapidamente que, embora na superfície parecesse muito semelhante ao primeiro jogo, havíamos deixado de lado muitos detalhes importantes para os jogadores. E eles foram bastante vocais sobre isso.
O desenvolvedor atribui parte desse cenário aos desafios enfrentados durante a produção da sequência, que exigiu a criação de novas tecnologias e a implementação de sistemas inéditos. No entanto, ao tentar responder ao feedback da comunidade por meio de atualizações, a Techland encontrou outro obstáculo: a tentativa de agradar todos os perfis de jogadores ao mesmo tempo.
Alguns queriam mais tensão, outros mais elementos de RPG ou parkour. Havia quem desejasse um combate menos sangrento, enquanto outros queriam ainda mais violência. Alguns buscavam realismo, outros fantasia de poder. Alguns queriam o primeiro jogo novamente, outros algo totalmente novo. Quando você tenta entregar tudo para todos ao mesmo tempo, isso se torna uma armadilha.
A mudança de estratégia aconteceu quando a Techland decidiu concentrar seus esforços nos elementos que tornaram o primeiro Dying Light popular: exploração em mundo aberto, combate intenso, parkour e uma atmosfera constante de tensão. Essa filosofia acabou servindo como base para o desenvolvimento de Dying Light: The Beast.
Aprendemos que qualidade é mais importante do que quantidade. Diminuímos o ritmo, focamos mais no que realmente importava e aplicamos essa mentalidade tanto às atualizações de Dying Light 2 quanto ao desenvolvimento de Dying Light: The Beast. Entendemos que a qualidade dos elementos centrais é mais importante do que tentar satisfazer todas as expectativas possíveis.
Os resultados parecem refletir essa abordagem. Dying Light: The Beast acumula mais de 90% de avaliações positivas no Steam e rapidamente formou uma comunidade ativa de jogadores, reforçando a percepção de que a Techland conseguiu reconquistar parte da confiança da base de fãs ao voltar sua atenção para os elementos que definiram a identidade da franquia.
Fonte: GamesRadar+
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