Assassin’s Creed Black Flag Resynced: todas as novidades do jogo
Assassin's Creed Black Flag Resynced vem aí em 9 de julho e inclui diversas novidades em relação ao game original
Aclamado RPG da Bethesda já está disponível nos consoles modernos em versão totalmente reformulada
Lançado em março de 2006, The Elder Scrolls IV: Oblivion é considerado um marco na história dos jogos de RPG em mundo aberto. Desenvolvido pela Bethesda, o título conquistou incontáveis fãs com sua imensa liberdade, narrativa profunda e universo rico que, mesmo quase duas décadas após sua estreia, continua sendo referência no gênero.
Após o sucesso de The Elder Scrolls III: Morrowind, a Bethesda enfrentava o desafio de superar as expectativas com um RPG que aproveitasse os avanços tecnológicos da época.
Oblivion foi projetado para os consoles de sétima geração (Xbox 360 e PlayStation 3) e PC, com a promessa de apresentar gráficos revolucionários e uma experiência mais acessível que a proposta pelo jogo anterior.
A equipe, liderada por Todd Howard, queria criar um mundo que parecesse orgânico, com NPCs que tivessem rotinas diárias e interagissem de forma natural diante das escolhas do protagonista, independente de quais elas fossem.

Com isso, o estúdio investiu em tecnologias como o motor gráfico Gamebryo, que permitiu a construção de cenários detalhados, e o sistema Radiant AI, que dava aos personagens do mundo comportamentos dinâmicos e imprevisíveis.
E apesar de algumas limitações técnicas, como tempos de carregamento longos e uma grande quantidade de bugs, Oblivion foi um sucesso crítico e comercial, vendendo mais de 1,7 milhão de cópias até o final de 2006 e pavimentando o caminho para a franquia.
Oblivion se passa em Cyrodiil, a província central de Tamriel, continente fictício no universo de The Elder Scrolls. Diferente do exótico e alienígena Vvardenfell de Morrowind, Cyrodiil é uma terra de florestas verdejantes, montanhas majestosas e cidades medievais inspiradas na Europa clássica.
A Cidade Imperial, com sua arquitetura grandiosa e cheia de pontos de interesse, é o coração político e cultural do jogo, enquanto vilarejos como Chorrol e Bravil oferecem diversidade de cenários, atmosferas e novas dinâmicas de interações.
O mundo aberto de Oblivion foi revolucionário por sua escala e liberdade. Os jogadores podiam explorar masmorras, completar missões ou simplesmente vagar sem objetivo, descobrindo segredos escondidos e combates surpreendentes.
A mecânica de viagem rápida e o sistema de bússola tornaram a exploração mais acessível, embora alguns fãs de Morrowind criticassem a perda de um senso de descoberta mais autêntico. Ainda assim, a sensação de imersão em Cyrodiil, com ciclos de dia e noite e mudanças climáticas, permanece um dos pontos altos do jogo.

A história de Oblivion começa com o jogador como um prisioneiro anônimo, libertado após um encontro com o Imperador Uriel Septim VII, dublado pelo ator Patrick Stewart. O assassinato do imperador desencadeia uma crise: sem um herdeiro, o trono de Tamriel está vago, e portais para Oblivion, o reino demoníaco do príncipe daédrico Mehrunes Dagon, começam a se abrir.
É nesse contexto que o jogador assume o papel de um herói improvável, trabalhando com a ordem das Lâminas e Martin Septim, o herdeiro ilegítimo, para impedir a invasão e salvar o mundo de uma obliteração sem precedentes.
A campanha principal do game é grandiosa, com momentos memoráveis como a Batalha de Bruma e o confronto final na Cidade Imperial. No entanto, a narrativa foi criticada por sua linearidade em comparação com as histórias mais abertas de Morrowind.
O verdadeiro brilho de Oblivion está nas missões secundárias, como as da Guilda das Sombras e da Guilda dos Ladrões, que oferecem histórias bem aprofundadas, reviravoltas e escolhas morais complexas. A missão “Whodunit?”, onde o jogador deve desvendar um assassinato em uma mansão, é frequentemente citada como uma das melhores do gênero.
Oblivion oferece um sistema de progressão baseado em habilidades que evoluem com o uso, permitindo que os jogadores moldem seus personagens sem classes rígidas. Quer ser um mago que usa espadas ou um ladrão com poderes de ilusão? O jogo dá essa liberdade.
As habilidades, divididas em categorias como Combate, Magia e Furtividade, são niveladas conforme o protagonista as utiliza, o que incentiva experimentação e, consequentemente, o aprimoramento natural por meio do simples uso.
O título também possui um sistema de nivelamento onde os inimigos escalam com o nível do jogador, o que pode tornar o jogo desbalanceado se habilidades de combate não forem priorizadas. Enquanto isso, o combate, com ataques corpo a corpo, arcos e magias, é intuitivo e satisfatório, especialmente tendo em mente as limitações da época.

A alquimia, a criação de itens e o sistema de feitiços oferecem profundidade adicional. Os jogadores podem combinar ingredientes para criar poções ou lançar feitiços personalizados, algo semelhante ao que The Witcher 3 fez muitos anos depois.
A trilha sonora de Oblivion, composta por Jeremy Soule, é uma das mais icônicas da história dos videogames. Faixas como “Reign of the Septims” e “Wings of Kynareth” capturam a grandiosidade e a melancolia de Cyrodiil, enquanto a música dinâmica, que muda conforme a exploração ou o combate, eleva a imersão a outro nível.
A dublagem, embora limitada pela repetição de vozes (um elenco pequeno para centenas de NPCs), tem momentos brilhantes. Além de Patrick Stewart, atores como Sean Bean (Martin Septim) e Terence Stamp (Mankar Camoran) entregam performances memoráveis. Já as falas dos NPCs, como “I saw a mudcrab the other day”, tornaram-se memes adorados pela comunidade.
Quase 20 anos após o lançamento original, a Bethesda anunciou e lançou a versão remasterizada de The Elder Scrolls IV: Oblivion. Apresentado em uma longa transmissão, o game se destaca pelo grande salto técnico e por inúmeras melhorias de qualidade.
De acordo com o estúdio, a versão atualizada do game, desenvolvida em parceria com a Virtuos, conta com nova tecnologia de sincronização labial, modelos e ambientes refeitos, todas as expansões de história (Shivering Isles e Knights of the Nine) e interface e sistema de áudio aprimorados.
Além disso, The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered é um projeto criado inteiramente na Unreal Engine 5, permitindo atualizar o sistema de nivelamento implementado no game original e em Skyrim, melhorar animações de combate (efeitos visuais, reações de acerto e movimentos) e ajustar a visão em terceira pessoa.
A remasterização do aclamado RPG de mundo aberto já está disponível para PS5, Xbox Series e PC, saindo por preços a partir de R$ 264,90 via PS Store.
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