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Cinco motivos para Marvel’s Wolverine ser “obrigatório” no PS5

Marvel's Wolverine mostra que simplicidade não precisa ser sinônimo de falta de ambição. Confira os pontos positivos!

Cinco motivos para Marvel's Wolverine ser

Quem é do MeuPlayStation das antigas, quando ainda era MeuPS4, sabe que o selo “Obrigatório” nas nossas análises era apenas para os grandes jogos, que na nossa opinião, qualquer pessoa que tinha o console precisava jogar. Marvel’s Wolverine, hoje, é uma dessas raras produções. O mais novo exclusivo do PS5 realmente aproveita o potencial do console e, mais do que isso, oferece uma jornada memorável dentro do que se propõe.

Marvel’s Wolverine não quer revolucionar os videogames. E talvez seja justamente por isso que funcione tão bem. A Insomniac Games entende perfeitamente qual é sua proposta: colocar um dos personagens mais populares da Marvel no centro de uma experiência cinematográfica, brutal, divertida e sem complicações desnecessárias. Em uma geração na qual muitos jogos parecem disputar para ver quem oferece o maior mapa, a maior árvore de habilidades ou a campanha mais longa, Wolverine vai pelo caminho contrário.

Ele aposta em ação direta, uma história original e combates extremamente satisfatórios. E há bons motivos para considerar essa uma das experiências obrigatórias do PS5.

Fatiou, passou

Se existe uma razão para jogar Marvel’s Wolverine, ela está nas garras de Logan. O combate é rápido, visceral e extremamente satisfatório. Quadrado e triângulo comandam boa parte dos ataques básicos, enquanto habilidades especiais, bloqueios, esquivas e diferentes combinações tornam as batalhas cada vez mais intensas conforme novas possibilidades são desbloqueadas.

É possível perceber elementos que lembram Marvel’s Spider-Man na fluidez, Ghost of Tsushima em alguns momentos de defesa e reação e God of War no peso e no frenesi dos golpes. Porém, tudo ganha uma identidade própria, bastante única, quando Wolverine começa a cortar, arremessar e literalmente destroçar os inimigos. Não é um sistema absurdamente complexo. Nem precisa ser. O mérito está justamente em fazer cada combate ser gostoso de jogar.

Algo bacana é que finalmente temos um Wolverine realmente brutal nos videogames. A Insomniac não tentou suavizar Logan. Marvel’s Wolverine abraça completamente a violência que acompanha o personagem. Há muito sangue, desmembramentos, golpes brutais e finalizações que deixam bastante claro que este não é apenas Marvel’s Spider-Man com outro protagonista.

A Fúria potencializa ainda mais essa sensação. Quanto mais agressivo Logan fica, mais perigoso ele se torna, enquanto seu fator de cura ajuda a vender constantemente a fantasia de controlar alguém capaz de sobreviver a confrontos impossíveis. E isso é importante porque Wolverine, no fim das contas, precisava de um jogo disposto a mostrar esse lado. Logan continua sendo um herói, mas definitivamente não resolve seus problemas como Peter Parker.

Nova história, velhos conhecidos

Em vez de adaptar diretamente alguma HQ ou filme conhecido, a Insomniac criou sua própria história. Bolivar Trask persegue mutantes, Logan precisa confrontar acontecimentos esquecidos de seu passado e os personagens como Jean Grey, Sabretooth, Mystique, Omega Red, Deathstrike e Essex aparecem ao longo da aventura.

Naturalmente, existem clichês. A relação complicada entre humanos e mutantes está novamente no centro da narrativa, por exemplo. Mas o jogo consegue usar temas conhecidos para contar uma história envolvente e, principalmente, explorar relações interessantes. A conexão entre Logan e Jean Grey ganha bastante espaço, assim como sua rivalidade com Sabretooth e os mistérios envolvendo a Equipe X e Essex. Jean, inclusive, rouba a cena em diversos momentos e chega a parecer quase tão protagonista quanto Wolverine.

Não é uma trama revolucionária, mas é cativante o suficiente para fazer você querer descobrir o que acontece na próxima missão. Ele sabe ser linear sem parecer vazio.

Papo reto

Canadá, Japão, Madripoor e outras regiões funcionam como grandes ambientes construídos em torno das missões e da narrativa. Isso permite que a Insomniac entregue cenários variados e grandes sequências cinematográficas sem transformar tudo em uma enorme lista de tarefas espalhadas por um mapa.

Ainda assim, existe espaço para exploração. Garrafas de whisky escondidas pelos ambientes, materiais utilizados para desbloquear trajes e garras e as missões relacionadas às memórias de Logan ajudam a recompensar quem decide sair um pouco do caminho principal. E são nada menos que 32 trajes disponíveis, passando por visuais clássicos até opções bem mais diferentes, incluindo uma aparência inspirada na animação de X-Men.

É conteúdo suficiente para dar variedade à experiência sem fazer o jogo esquecer o motivo pelo qual você está ali. Nada de ficar adicionando um monte de colecionáveis ou sidequests só para fazer o jogo parecer ser grande. Aqui, o papo é reto, não faz curva.

Padrão PS5

Marvel’s Wolverine não é o jogo mais impressionante visualmente da geração, mas tecnicamente faz um trabalho muito competente e, principalmente, usa os recursos do PS5 para reforçar aquilo que acontece na tela. Os cenários são detalhados e bastante variados, com identidades próprias para lugares como Canadá, Japão e Madripoor. A ambientação ganha força não apenas pelo visual, mas também pelo ótimo trabalho de áudio e trilha sonora, que ajudam a dar personalidade a cada região.

O DualSense também participa diretamente da experiência. Feedback háptico e gatilhos adaptáveis ajudam a transmitir impactos, golpes e o uso das garras de adamantium, enquanto o Tempest 3D Audio melhora a percepção dos inimigos e do espaço durante os combates. O SSD mantém os carregamentos rápidos e ajuda a sustentar o ritmo cinematográfico da campanha.

Hollywood

Como dissemos na análise, Marvel’s Wolverine é um jogo “Tela Quente”, que se encaixa perfeitamente na geração gamer atual. Talvez esse seja o ponto mais importante. Ele não exige que você estude dezenas de sistemas antes de começar a se divertir. Não precisa pesquisar a melhor build, administrar um inventário gigantesco ou passar horas limpando ícones de um mapa.

Você liga o PS5, acompanha uma boa história, encontra personagens conhecidos e começa a destruir inimigos com garras de adamantium. Existem quick time events? Muitos. Algumas situações são previsíveis? Também. Visualmente, talvez não seja aquele jogo capaz de redefinir a geração. Mas praticamente tudo funciona em favor daquela experiência cinematográfica que a Insomniac quis construir.

É como um bom filme de ação da Sessão da Tarde ou da Tela Quente. Talvez não seja Laranja Mecânica ou Pulp Fiction. Às vezes, você só quer Van Damme descendo a porrada em todo mundo. Aqui, quem faz isso é Wolverine. E faz muito bem.

Marvel’s Wolverine é obrigatório

Marvel’s Wolverine mostra que simplicidade não precisa ser sinônimo de falta de ambição. A Insomniac escolheu investir naquilo que realmente importa para esse personagem: combate brutal, ação cinematográfica, personagens marcantes e uma história capaz de explorar tanto o lado monstruoso quanto o humano de Logan.

Pode não ser o jogo mais complexo, profundo ou revolucionário disponível no PS5. Mas poucos conseguem ser tão eficientes em simplesmente colocar o controle na sua mão e fazer você se divertir. E videogame também é isso.

Marvel’s Wolverine chega em 15 de setembro exclusivamente ao PlayStation 5 e está em pré-venda.

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Autor

foto do author do artigo Thiago Barros

Thiago Barros

Editor-Chefe

Dez anos de MeuPlayStation, 18 de jornalismo e produção de conteúdo. Muitas histórias para contar e muitos jogos para jogar!

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