Project Gridiron: EA anuncia mundo aberto de futebol americano
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A editora sul-coreana Krafton, responsável por jogos como PUBG, Subnautica e inZOI, avançou mais um passo em sua transição
A editora sul-coreana Krafton, responsável por jogos como PUBG, Subnautica e inZOI, avançou mais um passo em sua transição para se tornar uma empresa “AI first”. Após anunciar em outubro que começaria a automatizar grande parte de seus processos internos por meio de inteligência artificial, a companhia passou a oferecer um programa de demissão voluntária a seus funcionários — uma medida que, embora não seja oficialmente tratada como corte de pessoal, reduz a presença humana na operação.
A iniciativa surge num momento em que a Krafton vive seus maiores resultados financeiros, tendo registrado um trimestre recorde e confirmado investimentos superiores a 100 bilhões de won tanto no mercado indiano quanto no setor de IA. Segundo representantes da empresa, o programa não é um plano de demissões, mas uma forma de permitir que funcionários “reavaliem seus caminhos de crescimento” em um cenário de transformação acelerada pela automação.
No discurso corporativo, a Krafton afirma que a adoção de IA permitirá que seus times se concentrem em tarefas criativas e na solução de problemas complexos, enquanto atividades rotineiras passam a ser automatizadas. O CEO Kim Chang-han reforçou que o novo modelo de gestão é centrado na IA, e que a empresa está congelando novas contratações — exceto para equipes que trabalham com propriedade intelectual inédita ou funções diretamente relacionadas à tecnologia de inteligência artificial.
A mudança acompanha um movimento mais amplo da indústria asiática. Nexon, outra gigante sul-coreana, já declarou que considera inevitável que todas as empresas do setor utilizem IA extensivamente, e jogos como Arc Raiders já fazem uso de vozes geradas por IA. No Japão, mais da metade das desenvolvedoras também incorporam tecnologias similares, segundo dados da Tokyo Game Show. Até a Square Enix planeja automatizar 70% de seu trabalho de QA até 2027, preparando o terreno para ajustes no seu quadro de funcionários.
O cenário reforça a rapidez com que a IA está remodelando processos, prioridades e estruturas dentro da indústria de games — e como grandes empresas, apesar de lucros robustos, estão recorrendo à automação para redesenhar seu futuro organizacional.
Fonte: Eurogamer
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