MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation

ARC Raiders
ARC Raiders

ARC Raiders: vale a pena?

A adrenalina da imprevisibilidade é o que define o gameplay de ARC Raiders. O shooter extraction da Embark Studio chegou sem muito alarde, mas conquistou uma forte comunidade graças à jogabilidade cheia de ação, tensão e alegrias quando a extração dá certo.

O título equilibra muito bem os elementos PvPvE, oferecendo diversão e desafio na mesma medida em cada partida. Os jogadores são encorajados a arriscar seus equipamentos para realizar uma extração bem-sucedida e, ao mesmo tempo, são constantemente lembrados do perigo que está em cada árvore, casa escura ou instalação.

ARC Raiders é aquele tipo de jogo que pode até parecer simples à primeira vista, mas rapidamente conquista quem gosta de partidas dinâmicas e cheias de momentos diferentes. Dependendo da abordagem, o jogador pode ter excursões tranquilas ou extremamente difíceis. No fim, é isso que dá graça ao título.

Combatentes vs. ARC

Os jogadores controlam os Combatentes, soldados que vão à superfície para extrair todo tipo de material e sustentar a base. Sobreviver, porém, é difícil por dois motivos: as máquinas ARC, que patrulham a Terra em busca de Combatentes, e os próprios jogadores, que fazem de tudo para sobreviver.

Como acontece em outros jogos do gênero, existe uma história que avança a cada missão principal concluída. Mas, sinceramente, há pouco apelo para acompanhar a narrativa ou tentar descobrir os segredos das máquinas ARC e das catástrofes que devastaram a Terra.

1
A “história” se desenvolve pelas missões – algo que poderia ser melhor adaptado. Fonte: tela de captura.

Os jogadores embarcam em uma jornada focada na sobrevivência, e isso já é suficiente para seguir. Se a missão pede sucata de ferro, eles vão coletar. Se a exigência é uma semente rara, os Raiders vão atrás. Sem grandes questionamentos sobre o motivo, os Combatentes sobem à superfície mais pela adrenalina de voltar vivos do que por qualquer motivação narrativa.

Há um certo potencial desperdiçado aqui, porque, assim como em Destiny, ARC Raiders poderia desenvolver melhor seu universo e sua história. As missões servem apenas como justificativas para explorar áreas com recompensas especiais, enquanto elementos interessantes ficam de lado e poderiam gerar muito mais engajamento.

2
Tinha muito potencial para explorar esse universo. Fonte: tela de captura.

A dopamina da adrenalina

Mesmo que a história não seja o maior incentivo, isso não se aplica ao gameplay. É muito satisfatório começar uma expedição em busca de recursos e conseguir voltar à base com tudo em segurança. Seja em uma partida longa de 30 minutos, com extração nos momentos finais, ou em uma missão curta e tranquila, cada partida gera aquela sensação gostosa de sucesso.

Antes de começar, os jogadores escolhem o que levar na mochila. Isso inclui equipamentos de combate e itens de uso rápido. É preciso pensar bem, porque cada acessório tem vantagens e desvantagens. Ter muito armamento aumenta as chances de sobreviver aos inimigos mais fortes, mas também aumenta o risco de perder itens valiosos.

3
Voltar com a mochila cheia é bom demais. Fonte: tela de captura.

Se a extração falha, tudo o que estava na mochila fica para trás. Existem alguns recursos que permitem salvar um item ou outro, mas perder equipamentos especiais sempre dói e exige novas expedições para repor o estoque.

O sistema de produção é bem amplo. Com sucata, é possível criar bancadas, armeiros, refinadores e outras estações para fabricar armas, itens de cura, utilidades rápidas e até materiais raros necessários para equipamentos especiais. Nada em ARC Raiders é colocado ali à toa, então quanto mais extrair, melhor.

4
Há uma série de melhorias para liberar para o Combatente e também para a base. Fonte: tela de captura.

Há apenas uma crítica: a gestão do armazenamento poderia ser mais intuitiva. Em vários momentos, os jogadores precisam descobrir botões sem muita indicação para otimizar o uso dos recursos. A experiência parece ter sido pensada para jogadores de PC, que têm atalhos rápidos no teclado e no mouse, enquanto nos consoles o processo é mais lento.

Pode parecer um detalhe pequeno, mas isso faz diferença durante o combate. Para descartar um item, por exemplo, é preciso abrir um menu e escolher a última opção, algo que poderia ser feito com um comando simples. Em um mundo onde máquinas querem te derrubar e outros jogadores podem te saquear, cada segundo importa.

5
Cada segundo importa para a vitória ou derrota. Fonte: tela de captura.

Um é bom, dois é melhor, três é demais

Um dos pontos fortes de ARC Raiders é a flexibilidade de jogar em diferentes modos e todos serem divertidos. No lançamento, o jogo tinha apenas Solo e Trio, mas a Embark Studio já adicionou o Duo. Em todos eles, os elementos PvPvE funcionam bem e criam experiências variadas que agradam a diferentes perfis de jogadores.

O Modo Solo costuma deixar o jogador mais cauteloso, já que os combates nem sempre são um contra um. Já os Modos Duo e Trio permitem agir com mais confiança e assumir riscos em conflitos diretos. O sucesso, claro, depende da comunicação e do entrosamento do esquadrão.

6
Não dá para enfrentar qualquer inimigo sem estar devidamente preparado. Fonte: tela de captura.

Outro ponto muito legal é a possibilidade de formar alianças durante a partida. A comunicação rápida permite interagir com outros jogadores, e é comum ouvir alguém dizendo “Don’t shoot” como sinal de paz. Alguns podem usar isso para enganar, mas esse é o espírito do jogo: confiar em ninguém e sobreviver.

Os servidores estão bem estáveis e, caso o jogador não tenha parceiros, é possível preencher o time e ativar ou desativar o crossplay com facilidade.

7
Este universo hostil, tudo vira inimigo. Fonte: tela de captura.

Coisa linda

ARC Raiders também manda muito bem na direção de arte e na trilha sonora, que ajudam a criar a tensão da experiência. Mesmo sendo totalmente focado no multiplayer, o jogo não se limita a cenários genéricos. Sempre há segredos para descobrir e detalhes técnicos impressionantes pelos mapas.

A trilha sonora reforça o clima de ficção científica misturado com terror, como se cada música mostrasse a beleza desse mundo cheio de sucata para fabricar equipamentos, mas também avisasse sobre os perigos à espreita.

8
Cada mapa é um show à parte de ambientação. Fonte: tela de captura.

Vale destacar esses aspectos técnicos, porque dá para perceber que a Embark Studio teve um cuidado especial com eles.

ARC Raiders: vale a pena?

ARC Raiders é facilmente um dos melhores multiplayers do ano. A mistura de PvPvE funciona muito bem e garante partidas cheias de dinamismo e situações únicas.

Com muitos equipamentos disponíveis e recursos para coletar, os jogadores podem se dedicar às missões ou simplesmente entrar no mapa para causar caos ou ajudar outros Combatentes.

De qualquer forma, ARC Raiders entrega um jogo de qualidade, com muita vida útil e bastante conteúdo planejado para o futuro.

Veredito

90

Ficha Técnica

Desenvolvedor

Embark Studio

Consoles

PlayStation 5

Jogadores

1-3

Vantagens do jogo ARC Raiders

Vantagens

  • Todas as partidas são emocionantes
  • Suporte contínuo e com atenção aos feedbacks
  • Variedade de dispositivos, peças e equipamentos
  • Cenários completamente diferentes com dinâmicas únicas
  • Elementos PvPvE muito bem equilibrados
  • Opções de personalização variadas para o gameplay
Desvantagens do jogo ARC Raiders

Desvantagens

  • Potencial desperdiçada na lore e história
  • Mecânicas "complicadas" de gerenciamento

Veredito

90

capa do jogo ARC Raiders

Jogo

ARC Raiders

Autor

foto do author do artigo Raphael Batista

Raphael Batista

Produtor de conteúdo em vídeo no MeuPlayStation, com atuação voltada à cobertura de jogos e tendências da indústria. Tem preferência por experiências narrativas e franquias marcantes, como The Witcher 3, Metal Gear Solid, God of War e Marvel’s Spider-Man, trazendo uma visão próxima da comunidade e do dia a dia dos jogadores.

Mais artigos de Raphael Batista

icone representando um redirecionamento para outra pagina
Comunicar erro no artigo