Rise of the Ronin chega hoje (15) ao PS Plus Extra e Deluxe, mas não no Brasil
Rise of the Ronin vai chegar sem custo para os assinantes do PS Plus. Ainda hoje. Só que não no Brasil.
Didier Genevois, diretor técnico de blockchain, disse que considerará a opinião dos players, mas seguirá com o sistema ativo
No dia 7 de dezembro, a Ubisoft anunciou sua entrada no mercado de NFTs a partir do sistema “Quartz”. Chamados “Digits” pela publisher, os itens estrearam em Ghost Recon: Breakpoint (PC). Os jogadores e os próprios devs da editora criticaram a ação da empresa. Apesar da má recepção, a companhia não desistirá dos ativos digitais.
Em entrevista ao site Decrypt, Didier Genevois, diretor técnico de blockchain da Ubisoft, disse entender a preocupação dos fãs e considerará todas as opiniões para o seguimento do modelo. Além disso, destacou ser uma “grande mudança que levará tempo” e seguirá os princípios estabelecidos.
Os princípios citados por eles são: “usar a tecnologia com responsabilidade e construir um ambiente seguro”, “aproveitar apenas itens com eficiência energética” e “focar em propostas de valor significativas para jogadores que beneficiam sua experiência de jogo”.
Seguindo com as etapas para adentrar o mercado de ativos digitais, Genevois também anunciou uma parceria entre a Ubisoft e a Aleph.im para fornecer armazenamento para os seus NFTs.

O NFTs são ativos digitais chamados de “tokens não fungíveis”, ou seja, são itens únicos que não são equivalentes a nenhum objeto. Além de conteúdos em jogos, quadros digitais, músicas, memes, fotos, vídeos e posts em redes sociais podem virar NFTs.
Uma pessoa que adquire um token não fungível recebe um certificado digital como o detentor de um determinado item. O código faz parte do blockchain, banco de dados público e imutável. O ativo, por ser único, é valorizado e pode ser vendido por altas quantias.
A principal crítica em relação aos jogos é tornar a “arte” dos games como um mercado de criptomoedas, onde a diversão não é mais o centro, mas, sim, a comercialização de NFTs — algo que até estimularia a prática de fraudes e tornar o ambiente dos títulos não receptível, principalmente para menores de idade.
Além disso, como o próprio diretor técnico de blockchain da Ubisoft afirmou, existe uma preocupação com o meio ambiente em relação ao uso de NFTs, por conta da quantidade elevada de tecnologia para sua utilização. Por exemplo, segundo estimativa da Universidade de Cambridge, os Bitcoins — outro ativo digital — utiliza, anualmente, a mesma quantidade de energia fóssil que a Argentina.
Apesar disso, muitos veem os tokens não fungíveis como o futuro do investimento ao lado de Bitcoins.
Em cenário chamado de “O Grande Êxodo”, a publisher francesa tem visto uma saída em massa de seus devs recentemente. Os motivos seriam as polêmicas da empresa e os baixos salários, principalmente no Canadá. Saiba mais aqui!
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