Sem o Brasil, Sony confirma preço e data do novo Pulse
A Sony confirmou nesta quarta-feira (21) o preço e a data de lançamento do novo PlayStation Pulse Wireless Headset.
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As vendas do PlayStation VR estão superando as expectativas da própria Sony. Em entrevista ao jornal The New York Times, Andrew House, o grande chefe da divisão PlayStation, pela primeira vez revelou números consistentes de vendas. Segundo o executivo, até o momento foram comercializadas 915 mil unidades do headset.
Os números estão acima do que a Sony havia previsto. Inicialmente, a companhia japonesa esperava atingir o primeiro milhão de unidades até abril de 2017. Algo que deve ocorrer antes do planejado.
Se por um lado a companhia comemora a boa colheita, por outro ela lamenta sua excessiva cautela. Inicialmente, os executivos não acreditavam que o capacete pudesse cair no gosto do consumidor tão cedo. Tanto é que a empresa fabricou menos unidades que a demanda.
Falando sobre isso, House explicou que ele era um dos mais céticos quanto a adesão do gadget. No momento de decidir pela fabricação, ele foi um daqueles que sugeriram a produção de uma quantidade menor de unidades.
É o caso clássico em qualquer organização. As pessoas que estão no front-end de vendas (vendedores de lojas) ficam muito animados, em exagero. Com isso, você tem que dosar com outras vozes dentro da empresa. Eu mesmo, estava entre eles, dizendo para sermos mais cuidadosos. Disse Andrew House.
Tanta prudência acabou por gerar um evento curioso. O PlayStation VR se esgotou na maior parte do mundo. No Japão por exemplo, os consumidores formam filas para comprar o produto assim que uma loja os recebe.
Nos Estados Unidos e Europa os casos se repetem. Na maioria das varejistas o aparelho está em falta.
Na mesma conversa, Andrew esclareceu que a reposição dos estoques será normalizada a partir de abril e deu uma notícia não tão agradável para nós. O PSVR só será comercializado na América Latina na primavera de 2017 (final do ano).
A adesão da realidade virtual ainda está engatinhando. Empresas como Rift e HTC ainda estão encontrando dificuldades em emplacar seus produtos, muito em virtude dos preços, muito acima dos US$ 400 do PlayStation VR.
Entre os problemas enfrentados pela tecnologia, estão: preços elevados, conteúdos que ainda fazem pouco uso dos recursos e efeitos colaterais como enjôos.
A Sony ainda tem uma grande vantagem. Seu capacete de realidade virtual é um complemento ao PlayStation 4 e já conta com um caminho pavimentado: grande base instalada de consoles e muitos estúdios interessados em desenvolver experiências em realidade virtual.
Se você está interessado no PSVR, recomendamos que leia nossa análise do produto. Está bem legal :)
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