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Six Days in Fallujah não será uma crítica política, diz Victura

Apesar de tratar diretamente sobre um tema político, a empresa não opinará se a Guerra do Iraque foi "boa ou ruim"

por Vinícius Paráboa
Six Days in Fallujah não será uma crítica política, diz Victura

Six Days in Fallujah contará a história da “Segunda Batalha de Faluja”, que ocorreu entre novembro e dezembro de 2004, na Guerra do Iraque. Naturalmente, o tema levanta questões políticas, mas a Victura garante que não é essa a intenção.

Em entrevista ao Polygon, o diretor-executivo da empresa, Peter Tamte, afirmou que embora o título aborde a guerra, não pretende opinar se ela foi “boa ou ruim”. O objetivo é apresentar os fatos do ponto de vista dos militares e civis.

Para nós, como um time, é sobre ajudar os jogadores a entenderem a complexidade do combate urbano. É sobre as experiências daquele indivíduo que está lá por razões políticas. Queremos mostrar como as escolhas afetam (um marinheiro) que precisa chegar ao campo de batalha. Assim como ele não pode questionar as escolhas dos políticos, não tentaremos fazer um comentário político sobre se a guerra em si foi uma boa ou má ideia.

Mais de 100 marinheiros, soldados e civis iraquianos que estavam na “Segunda Batalha de Faluja” compartilharam suas histórias, fotos e vídeos com os produtores, para estes reproduzirem com autenticidade o evento. Entretanto, a Victura não mostrará fósforo branco e urânio, controversas armas químicas supostamente usadas pelos soldados norte-americanos no combate.

Existem coisas que nos dividem e incluindo elas, eu acho que distrairia as pessoas das histórias humanas das quais podemos nos identificar. Tenho duas preocupações com a inclusão de fósforo como arma. Primeiro: não é parte das histórias que essas pessoas nos contaram, então não temos uma base factual e autêntica para relatá-las. Segundo: não quero que essas coisas sensacionalistas nos distraiam da experiência.

Sobre Six Days in Fallujah

A versão original de Six Days in Fallujah foi anunciada em 2009, pela produtora Atomic Games e publisher Konami. Entretanto, veteranos de guerra e grupos antiguerra criticaram o game por reproduzir um evento muito recente na época. Por isso, a empresa japonesa deixou o projeto e o fez cair no esquecimento.

Eventualmente, Tamte, ex-diretor-executivo da Atomic, fundou a Victura, que trabalha como distribuidora na nova edição do título desde 2016. O desenvolvimento é responsabilidade da Highwire Games. Ainda não há data de lançamento prevista para Six Days, mas ele chegará a consoles não especificados e PC.

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