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Cinco sindicatos da Ubisoft publicaram uma declaração conjunta nas redes sociais organizando greve para fevereiro.
Cinco sindicatos da Ubisoft publicaram uma declaração conjunta nas redes sociais convocando todos os funcionários da empresa para uma greve internacional massiva entre os dias 10 e 12 de fevereiro. Segundo os sindicatos, em 21 de janeiro de 2026 o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, anunciou o fim do trabalho remoto, o fechamento de vários estúdios, o cancelamento de projetos e um note plano de corte de custos de 200 milhões de euros.
De acordo com a nota, essas decisões foram comunicadas aos funcionários ao mesmo tempo que à imprensa e não foram discutidas durante as consultas obrigatórias com os conselhos de trabalhadores realizadas poucos dias antes. A situação se agravou no dia 26 de janeiro, quando a administração anunciou a implementação de um plano de desligamento voluntário que deve afetar 200 pessoas na sede da Ubisoft. Para os sindicatos, essas medidas os obrigam a agir para proteger quem mantém a empresa funcionando.
No comunicado, as entidades afirmam que a liderança da Ubisoft perdeu de vista o principal motor da indústria: seus trabalhadores. Elas criticam a falta de diálogo e de respeito, citando o cancelamento de jogos sem qualquer especificação, o futuro indefinido de estúdios destinados ao fechamento e carreiras interrompidas por demissões.
O texto também destaca o fim do trabalho remoto, apontado como um dos fatores que permitiram à empresa manter seu desempenho durante os períodos de lockdown, e acusa a gestão de insistir em um retorno ao modelo pré pandemia. Os sindicatos afirmam ainda que os funcionários estão sendo tratados como crianças ao serem obrigados a cumprir cinco dias de trabalho presencial por semana. Enquanto a empresa fala em autonomia para as Creative Houses, eles questionam onde está a autonomia dos próprios trabalhadores.
As negociações sobre políticas de trabalho remoto já duram mais de um ano e, segundo o comunicado, acordos firmados desde setembro em alguns estúdios estão sendo ignorados, enquanto outras equipes ficam sujeitas a decisões consideradas arbitrárias. A responsabilidade da liderança também é colocada em xeque. Para os sindicatos, a administração é vista como catastrófica, e estaria tornando as condições de trabalho insustentáveis para forçar saídas.
O texto ressalta que muitos funcionários continuam trabalhando por solidariedade, amor pela indústria e paixão pela Ubisoft, mas afirma que a situação chegou ao limite. Com a greve, as entidades querem enviar uma mensagem direta à liderança da Ubisoft. Elas dizem não à obsessão contra o trabalho remoto, aos planos de corte de custos feitos às custas dos funcionários, às decisões impostas de cima para baixo e ao controle coercitivo sobre as condições de trabalho.
Em contrapartida, exigem que os líderes assumam de fato suas responsabilidades, ajam com sinceridade diante de seus erros e respeitem o papel dos trabalhadores na história da empresa. A declaração termina afirmando que a administração da Ubisoft não pode fazer o que quiser, seja com dinheiro público ou com o trabalho de centenas de pessoas. Sem seus funcionários, concluem os sindicatos, a empresa jamais teria conquistado e transformado a indústria dos videogames: eles são a história, eles são a Ubisoft.
Fonte: VGChartz
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