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Primeiro gameplay de Six Days in Fallujah mostra combates intensos na Guerra do Iraque

O jogo terá tecnologia de "Arquitetura Procedural", para garantir maior realidade de como funciona o campo de batalha de uma guerra

Primeiro gameplay de Six Days in Fallujah mostra combates intensos na Guerra do Iraque

Anunciado em 2009, Six Days in Fallujah teve o primeiro trailer de gameplay divulgado, nesta terça-feira (23), pela publisher Victura (via IGN). O shooter, que se passa na Guerra do Iraque, está planejado para algum momento de 2021 nos consoles e PC.

O vídeo conta com a participação do veterano soldado americano, o sargento Jason Kyle, que revela momentos tensos da “Segunda Batalha de Faluja”, esta ocorrida entre novembro e dezembro de 2004, no Iraque. Os jogadores poderão dar ordens específicas para o esquadrão, como pedir para abrir portas, dar cobertura e mais.

Além disso, a Highwire Games, desenvolvedora de Six Days in Fallujah, apresenta a tecnologia de “Arquitetura Procedural”. O objetivo dela é oferecer uma “experiência autêntica de guerra”, ao remodelar todo o cenário após cada batalha.

Em entrevista ao IGN, o sargento Adam Banotai, líder de um esquadrão de fuzileiros navais em Faluja, disse que a imprevisibilidade é a verdadeira realidade de uma guerra.

Memorizar mapas é falso. É simples assim. Limpar um prédio ou bairro desconhecido é assustador. Você não tem ideia do que está para acontecer, e esta é uma das razões pelas quais tivemos tantas baixas.

O diretor criativo de Six Days in Fallujah, Jaime Griesemer, revelou que a equipe teve esse retorno dos soldados e demorou um bom tempo para implementar a tecnologia de “Arquitetura Procedural”. Dessa forma, a Highwire pode tentar transmitir a sensação de como é estar em combate armado.

Então, quando ouvíamos falar continuamente desses caras, você nunca sabia o que esperar quando entrava em uma casa, sempre que abria uma porta, não dava para prever o que aconteceria do outro lado. E em um videogame tradicional, isso se aplica à primeira vez que você joga, certo? Você está jogando em uma missão de campanha, você abre a porta com um chute, é uma emboscada. E talvez eles te peguem, certo? Você volta para um ponto de controle, você volta para a mesma porta. Você já bateu no primeiro cara antes mesmo de abrir a porta. Essa não é a experiência que esses caras tiveram, certo? Eles tiveram uma chance. E como vamos recriar isso em um game? Então, passamos meses, beirando anos, desenvolvendo essa tecnologia que nos permite recriar seções inteiras da cidade dinamicamente.

Inicialmente, a produtora Atomic Games e a publisher Konami eram responsáveis pela versão original do jogo — anunciada em 2009. Entretanto, por reproduzir um evento muito recente na época, grupos antiguerra criticaram o game. A empresa japonesa deixou o projeto após o caso, e Six Days in Fallujah entrou em um “limbo”, até ser ressuscitado pela Victura e Highwire.

Six Days in Fallujah

Six Days in Fallujah “é inseparável de política”

O jogo será “inseparável de política”, confirma a publisher. A afirmação contradiz um comentário do diretor executivo Peter Tamte, em fevereiro, que disse que Six Days in Fallujah não levantaria questões políticas.

No entanto, a empresa esclareceu que há momentos no game com trechos de um documentário com militares e civis, onde eles opinam sobre a Guerra do Iraque. Como não poderia deixar de ser, essas pessoas discutirão tópicos sensíveis, decisões políticas e mais. Confira mais!

Fonte: IGN

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foto do author do artigo Vítor Amorim Heringer

Vítor Amorim Heringer

Jornalista

Jornalista, ex-integrante do MeuPS, faixa preta de Muay Thai apaixonado por RPGs e jogos japoneses. Estou sempre em busca de experiências incríveis e marcantes com os games.

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