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O retorno de Final Fantasy Tactics para os consoles modernos não foi fruto de um plano super elaborado da Square Enix. Na real, tudo começou quando o diretor Kazutoyo Maehiro bateu aquela saudade, decidiu rejogar o clássico e… levou um susto: os arquivos originais do jogo simplesmente não existiam mais.
“Fazia muitos anos que eu não jogava Final Fantasy Tactics, e rejogar me fez redescobrir o quanto ele é brilhante, com um design que ainda se sustenta até hoje e uma narrativa muito profunda”, contou Maehiro em entrevista à própria Square.
Só que a nostalgia virou missão. Ele percebeu que não existia nenhuma forma oficial de jogar o título na geração atual. “Eu queria muito que uma nova geração pudesse experimentar esse jogo incrível. Foi aí que decidimos começar o desenvolvimento dessa nova versão.”
Mas… plot twist. Assim que começaram, veio o choque: não existiam mais os dados mestres nem o código-fonte do jogo original. Simplesmente sumiram.
“Não é que eles foram mal gerenciados, é que, na época, isso não era prática comum”, explicou Maehiro. “Não existiam ferramentas robustas de preservação, e o fluxo de produção era diferente. Fazíamos a versão japonesa primeiro, depois sobrescrevíamos os dados pra criar as localizações, como o inglês.”
Pra piorar, não existia nem o conceito de atualizar jogos na época. “Se não tinha um motivo muito sério, uma vez que o jogo estava pronto… era isso. Acabou.”
O resultado? Um dos maiores desafios que a equipe já encarou. E como eles resolveram? Na marra.
“Resumindo… foi na força bruta”, brincou Maehiro. Sem atalhos, eles vasculharam todas as versões existentes, quebraram código, reconstruíram linha por linha, e até jogaram o original pra testar coisas “no feeling”.
“Teve hora que parecia que a gente tava portando um arcade antigo pro Nintendinho”, comparou.
Apesar da trabalheira insana, deu certo. E Maehiro fez questão de agradecer ao time: “O pessoal que trabalhou nisso foi incrível. Não tenho palavras pra agradecer.”
Via: Games Radar
Fonte: Square Enix
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