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Pais e filhos, pilares e escolha difícil: lendário diretor fala tudo sobre Sonic

Takashi Iizuka, famoso produtor de jogos da Sega e Diretor Criativo de Sonic na Sega of America, falou com o MeuPS na BGS

por Thiago Barros
Pais e filhos, pilares e escolha difícil: lendário diretor fala tudo sobre Sonic

Não é só fazer grandes jogos agora, como também dar suporte aos negócios. A frase de Takashi Iizuka, lendário produtor de jogos da Sega e Diretor Criativo de Sonic na Sega of America, resume bem o seu papel à frente da divisão especial do ouriço mais famoso do mundo. Trabalhando com o personagem desde 1994 e promovido no começo do ano para uma posição de executivo, ele veio ao Brasil para a BGS 2023 e conversou com o MeuPS sobre assuntos bem interessantes.

O foco, claro, foi o recém-lançado Sonic Superstars, que agradou em nossa prévia no evento. Mas, para entender tudo o que a empresa quis fazer neste novo game, é preciso dar um passo atrás e olhar como a franquia é tratada no geral. A explicação é do próprio Iizuka:

Quando falamos de Sonic, temos três pilares. O Sonic clássico, o Sonic moderno e o Sonic do filme. Então falamos onde cada coisa se encaixa. Frontiers é o moderno, Superstars é clássico, por exemplo. Quando falamos do moderno, sempre teremos as interpretações mais novas de gameplay da indústria, como foi com Adventure e agora com Frontiers. As reações dos fãs foram positivas, então queremos pensar nisso para frente, para os próximos jogos neste estilo.

Portanto, neste aspecto, Superstars encaixa-se no pilar de Sonic clássico. Mesmo tendo algumas novidades bem diferentonas em relação aos jogos da década de 90. Ah, e pode ficar ligado, porque tem surpresa vindo aí no game…

Superstars é um jogo do Sonic clássico, então criamos ele com isso em mente: manter o formato tradicional. Você pode jogar sozinho do começo ao final e zerar, sem fazer nada além disso. Ele foi construído para isso. Mas se quiser adicionar algumas coisas a mais, para dar suporte, como os poderes de esmeraldas e o coop para quatro pessoas, isso vai estar ali e pode te ajudar.

Você pode jogar mais hardcore, mas também pode ter amigos com você na sua casa ou então tiver dificuldade em algum momento e aproveitar o que oferecemos de novas features. A ideia é fazer com que todos possam aproveitar, independente do estilo que quiserem. Temos Sonic, Tails, Knuckles e Amy, queríamos dar essas opções para todo mundo poder escolher e ter variações de gameplay, e não é porque se você zerou o jogo, vai ter tudo terminado. Esperamos que vocês tenham novidades no fim do jogo, surpresas, e gostem do que está por vir.

O motivo para isso é simples: Iizuka-san entende muito bem o que o personagem significa para tanta gente. Uma rápida passada no estande da SEGA na Brasil Game Show já indicava exatamente o quanto fãs de todas as idades estavam empolgados com o novo jogo.

Lendário produtor de Sonic

Pais e filhos motivam equipe de Sonic Superstars

E o executivo não quer mesmo que ninguém fique de fora. Especialmente jogadores mais novos, que são inspirados pelos pais a vivenciarem um pouco da magia do ouriço. O modo cooperativo nasceu justamente deste conceito.

Nossos fãs que cresceram jogando na primeira geração de Sonic e amaram aquela experiência agora têm seus próprios filhos, e queríamos com Sonic Superstars ter essa função multiplayer permitindo essa experiência multigeracional. Se você não tiver filhos, pode também jogar com seus amigos. Sabemos que temos uma grande audiência de diferentes gerações e isso é muito importante para nós.

Por falar em filhos, e se o lendário produtor tivesse que escolher apenas um dos jogos de Sonic em que trabalhou para jogar a vida inteira, qual seria?

Olha, essa é uma pergunta extremamente difícil. Mas se voltarmos todos e só pudesse escolher um, como criador e com minhas memórias, ter trabalhado em Adventure 2 foi uma experiência divertida e incrível para a minha carreira. Seria um jogo que eu jogaria e lembraria de tudo isso, tudo o que fiz. Foi demais!

Aos 53 anos, Takashi Iizuma participou do seu primeiro título da franquia em 1994, com Sonic 3. Desde então, teve sua carreira totalmente ligada ao personagem, dando suas contribuições para incríveis 32 jogos com ele – desde os mais tradicionais até os inovadores e aqueles que envolvem os Jogos Olímpicos. Incrível, não é mesmo?

* Em colaboração com Raphael Batista.