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Death Stranding 2: Kojima cita evolução de Rota da Seda para Companhia das Índias

Para o lendário criador japonês, as conexões feitas no primeiro jogo terão consequências pesadas

Death Stranding 2: Kojima cita evolução de Rota da Seda para Companhia das Índias

Hideo Kojima comparou Death Stranding 2 ao período da Companhia das Índias Orientais, marcando uma virada temática em relação ao primeiro jogo. Para o criador, a nova fase destaca os perigos da conexão excessiva entre as pessoas e nações.

Em entrevista à revista Edge, Kojima explicou que o jogo original remetia à Rota da Seda, por onde circulavam bens e culturas com o intuito de unir civilizações. Já a sequência, segundo ele, traz um olhar mais sombrio sobre esse tipo de conexão.

“O primeiro jogo era como a Rota da Seda”, disse Kojima. “A ideia era estender conexões e permitir que recursos úteis circulassem. Mas o lado negativo é que coisas ruins também viajam: violência, drogas, baratas.”

Segundo ele, Death Stranding 2 assume uma abordagem mais combativa, refletindo o impacto de uma conectividade descontrolada. “É representado pela presença de armas”, comentou. “Estou evocando a era da Companhia das Índias, quando corporações tinham mais poder que governos.”

É importante entender o que Kojima está dizendo. Aqui vai um contexto sobre a Rota da Seda e sobre a Companhia das Índias Orientais:

  • A Rota da Seda foi uma rede de caminhos comerciais que ligava o oriente ao ocidente, usada principalmente entre os séculos II a.C. e XV. Por ela circulavam especiarias, tecidos, ideias, religiões e culturas, promovendo trocas entre civilizações distantes como a China, a Índia, o Oriente Médio e a Europa. Mais do que comércio, ela simbolizava a união entre povos por meio da colaboração e do compartilhamento.
  • Já a Companhia das Índias Orientais foi uma entidade comercial criada por países europeus, como Inglaterra e Holanda, nos séculos XVI e XVII, para explorar o comércio com a Ásia. Diferente da Rota da Seda, esse período foi marcado pela busca de lucro, colonização e dominação política. Essas companhias acumulavam tanto poder que controlavam exércitos, territórios e até políticas externas, tornando-se símbolos de uma conexão forçada, exploratória e violenta.
Death Stranding 2 (14)
Fonte: Kojima Productions

Death Stranding 2 propõe um alerta

A nova narrativa propõe um alerta: ao mesmo tempo em que une, a tecnologia também pode facilitar a propagação do caos. Kojima usa esse contraste histórico como pano de fundo para explorar os efeitos colaterais do mundo hiperconectado. E falando em conexão, que tal ler nosso mais recente especial sobre Death Stranding 2? Clique aqui!

Fonte: GamesRadar+

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Jean Azevedo

Redator

Campeão mundial de FIFA Pro Clubs, defensor de Sonic e fã do Kratos. Gosto mais de Marvel's Spider-Man do que deveria!

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