MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation

Crise na Bungie? Demissões e reestruturação profunda marcam nova fase

Demissões nos últimos anos, projetos cancelados e más decisões executivas teriam acionado sinal vermelho

Crise na Bungie? Demissões e reestruturação profunda marcam nova fase

Uma extensa reportagem da Bloomberg sugeriu que a Bungie vem enfrentando uma grande crise desde a pandemia. Com mudanças na estrutura, decisões duvidosas e ambição incompatível, o estúdio pode ter sofrido o que já estava praticamente premeditado.

+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal de Ofertas do MeuPlayStation

A desenvolvedora anunciou cortes significativos em sua equipe, reduzindo de 1.300 para cerca de 850 funcionários. A decisão, que impacta profundamente a natureza da empresa, incluiu a demissão de 220 colaboradores, entre eles executivos de longa data.

As áreas mais afetadas foram áudio, narrativa e suporte ao jogador. Com isso, ex-funcionários compartilharam suas histórias nas redes sociais e chegaram a mencionar um evento relacionado a uma colaboradora que estava prestes a entrar em licença maternidade.

Além disso, o estúdio de Destiny 2 planeja transferir 155 funcionários para a Sony Interactive Entertainment e criar uma nova empresa de jogos dentro da Sony, focada no projeto ainda em fases iniciais, Gummybears. As informações foram divulgadas por Jason Schreier.

Anos problemáticos para a Bungie

Fundada em 1991, a Bungie é conhecida por franquias como Halo e Destiny. No entanto, nos últimos dois anos, a empresa enfrentou dificuldades financeiras, levando a cortes de custos, congelamento de salários e demissões.

Segundo funcionários não identificados, esse crescimento teria sido rápido demais e levou os devs a trabalharem em muitos projetos simultaneamente, negligenciando seu principal gerador de receita, Destiny 2.

Destiny 2
Fonte: Bungie

O CEO Pete Parsons foi criticado por não assumir responsabilidade por decisões equivocadas e por ser excessivamente otimista em suas comunicações. A “magia da Bungie”, um mantra de confiança, foi mencionada como um fator que contribuiu para a situação atual.

Enquanto isso, a parceria com a Activision, que exigia lançamentos anuais, mostrou-se insustentável, levando à separação em 2019. Desde então, Destiny 2 foi transformado em um jogo de “serviço ao vivo”, com atualizações regulares.

Compra pela Sony não ocorreu como esperado

Em 2022, a Sony adquiriu a Bungie por US$ 3,6 bilhões, visando expandir suas ambições em jogos de serviço ao vivo. No entanto, os desafios começaram cedo, enquanto trabalhava com a expansão Queda da Luz e com o desenvolvimento de Marathon.

O DLC mais recente do game, A Forma Final, também enfrentou dificuldades e precisou de mais tempo para ser concluída. Em uma reunião no final de 2023, Parsons informou que a empresa não atingiu suas metas de receita, resultando em mais demissões.

A Bungie cancelou o projeto Payback para focar em jogos mais iminentes, como Marathon, previsto para 2025. Além disso, o estúdio continuará atualizando Destiny 2, mas com conteúdos menores e sem expansões pagas regulares.

Marathon
Fonte: Bungie

O novo diretor, Tyson Green, planeja atrair jogadores com lançamentos de conteúdo em menor escala e gratuitos. Já os funcionários demitidos receberão pacotes de indenização e benefícios de saúde.

No momento, a Bungie enfrenta um futuro incerto, com uma equipe menor e desafios significativos pela frente. Essas informações teriam sido corroboradas por fontes internas, mas a desenvolvedora não se pronunciou oficialmente sobre algumas delas.

Fonte: Bloomberg

Mais em Notícias

Tags

Autor

foto do author do artigo André Custodio

André Custodio

Redator

Fã de jogos de terror e desbravador de soulslike vez ou outra. Consegui me livrar de FIFA por motivos pessoais (ruindade) e hoje me sinto uma pessoa melhor. Também curto platinas, mas não vou atrás de algo que me tira do sério.

Mais artigos de André Custodio

icone representando um redirecionamento para outra pagina
Comunicar erro no artigo

Notícias