Rise of the Ronin chega hoje (15) PS Plus Extra e Deluxe, mas não no Brasil
Rise of the Ronin vai chegar sem custo para os assinantes do PS Plus. Ainda hoje. Só que não no Brasil.
O lendário compositor Nobuo Uematsu, responsável por Final Fantasy, preza pela autenticidade nas suas músicas
O lendário compositor Nobuo Uematsu, responsável por algumas das trilhas mais marcantes da história de Final Fantasy, afirmou que nunca utilizou ferramentas de inteligência artificial para criar música — e que dificilmente fará isso no futuro. Para ele, o valor da arte está justamente no esforço humano e nas imperfeições que tornam cada obra única.
Em entrevista à JASRAC Magazine, Uematsu comentou sobre a evolução tecnológica na indústria dos games e reforçou que, ao contrário do que acontece com os gráficos, a música nos videogames já atingiu maturidade quando as trilhas passaram a ser gravadas em estúdio com instrumentistas reais. O compositor reconhece avanços como o áudio binaural, já usado pela Square Enix em jogos como Final Fantasy X, mas questiona até que ponto o público realmente exige esse tipo de inovação.
Ao falar sobre o uso de IA no processo criativo, Uematsu foi direto. Segundo ele, mesmo que a tecnologia possa, no futuro, auxiliar em tarefas específicas — como transições sonoras mais naturais — isso não substituiria o componente mais importante: a história por trás de quem compõe. “É muito mais gratificante enfrentar a dificuldade e criar algo do zero”, refletiu, destacando que o prazer da experiência musical está também em perceber a identidade de quem a produziu.
O maestro aponta que a música feita por pessoas é instável e imprevisível, e justamente por isso soa viva. Essas variações, erros sutis e nuances individuais, argumenta ele, são elementos que a IA não consegue reproduzir com autenticidade. “O que torna a música tão satisfatória são as flutuações e imperfeições”, concluiu.
Enquanto parte da indústria discute como a inteligência artificial pode transformar o desenvolvimento de jogos, Uematsu mantém firme a defesa do fator humano — especialmente na arte que o consagrou.
Via: Automaton
Fonte: JASRAC Magazine
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