Sombras! Persona celebra 30º aniversário com novo vídeo especial
Vídeo mostra as "Versões Sombra" dos protagonistas da franquia
MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation
Bruce Straley, co-diretor de The Last of Us, afirmou que o termo "inteligência artificial generativa" vem sendo interpretado errado.
E vamos para mais um capítulo sobre a polêmica utilização da inteligência artificial no desenvolvimento de games. Bruce Straley, co-diretor de The Last of Us, descreveu a IA generativa como “uma cobra comendo o próprio rabo” e afirmou que o termo vem sendo mal interpretado na indústria de games.
Fora da Naughty Dog desde 2017, Straley atualmente lidera o estúdio independente Wildflower Interactive e falou sobre o tema em entrevista ao Polygon, durante a divulgação do primeiro projeto da equipe, Coven of the Chicken Foot. Segundo ele, a tecnologia de IA generativa não foi utilizada no desenvolvimento do jogo e está longe de ser algo que o interesse criativamente.
“É uma cobra comendo o próprio rabo. Ela não cresce nem pensa por conta própria, apenas consome e tenta imitar o que consumiu. Isso é o máximo que ela consegue fazer no momento”, afirmou.
Straley também destacou como o uso do termo “IA” nos games se tornou confuso nos últimos anos. Para ele, inteligência artificial sempre fez parte do vocabulário da indústria, especialmente no design de NPCs e sistemas de comportamento, mas hoje o conceito acabou sendo misturado com machine learning e modelos de linguagem.
“No meu mundo, NPCs são IA. Programadores de IA sempre existiram nos estúdios. Agora você não pode mais usar esse termo livremente. Se eu disser que um personagem é o companheiro de IA mais avançado do jogo, as pessoas vão achar que usamos machine learning ou LLMs. Não usamos nada disso. É trabalho duro, resolução de problemas e pensamento criativo. E isso deixa tudo mais charmoso”, explicou.
O diretor também comentou sua preferência por obras imperfeitas, feitas à mão, comparando a arte a peças de cerâmica com falhas naturais. Para ele, essas imperfeições fazem parte do valor artístico do processo.
Apesar da crítica dura, Straley reconhece que a IA generativa pode ter usos pontuais, mas deixou claro que não tem interesse pessoal em adotá-la. “Sem um ser humano por trás da criação, eu não tenho nenhum interesse em assistir a uma série feita por um robô. Não tenho interesse nenhum em olhar para uma arte gerada por um computador. Eu não acho que escrever prompts seja arte.”
As declarações surgem em um momento sensível para o debate sobre IA na indústria. Recentemente, Swen Vincke, CEO da Larian Studios, revelou que o estúdio utiliza ferramentas de IA generativa no desenvolvimento. Após a reação negativa de parte do público, Vincke esclareceu que os artistas não seriam substituídos e que a tecnologia é usada apenas para explorar referências e facilitar processos internos.
Mais em Notícias
Vídeo mostra as "Versões Sombra" dos protagonistas da franquia
Tufão 25 pode trazer rajadas de ventos de até 180 km/h no Japão, obrigando TGS a cancelar o último dia do evento
Update também reduz o sentido de áudio do herói na exploração
Competição com classificatórias online vai levar oito jogadores à grande final presencial em São Paulo
Número contabiliza todas as plataformas para as quais o jogo chegará
Chegada de GTA VI não deve jogar GTA Online para escanteio
Título estreia com 84 pontos de média no Metacritic
Título promete qualidade de AAA, mas não virá a preço cheio
Control Resonant não tenta viver apenas da força do primeiro jogo. A sequência amplia praticamente tudo que brilhou em 2019!
Informação vem do diretor de Revelation, Naoki Hamaguchi