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Bruce Straley, que trabalhou com Neil Druckmann na Naughty Dog, pediu criação de sindicato para "proteger criadores"
Todo mundo sabe que Neil Druckmann é o grande nome por trás de The Last of Us. Seja nos games, seja na produção executiva da série de HBO. Porém, durante o desenvolvimento da primeira aventura de Joel e Ellie para o PlayStation 3, Neil teve um co-diretor na Naughty Dog, o experiente Bruce Straley. E ele não está nem um pouco satisfeito por não ter recebido créditos no programa que estreou no último domingo.
Em entrevista ao LA Times, Straley lamentou não ter sido sequer mencionado por sua contribuição na criação deste universo. Ele levantou até um tema que vem sendo bastante discutido nos Estados Unidos recentemente: a criação de uma união de trabalhadores da indústria dos games.
É um argumento a favor da sindicalização quando alguém que foi parte da co-criação daquele mundo e daqueles personagens não está recebendo crédito ou um centavo sequer pelo trabalho que fez. Talvez precisemos de sindicatos na indústria de games para podermos proteger os criadores.
Segundo a reportagem, Straley foi uma peça fundamental na criação de The Last of Us, inclusive tendo sido o responsável por Bill. Em 2014, inclusive, ele subiu ao palco com Neil Druckmann para receber o prêmio de Melhor Narrativa da GDC. Três anos depois, porém ele deixou a Naughty Dog – sem sequer trabalhar em The Last of Us Part II – e ficou até 2022 longe da indústria dos games. Agora, retornou com o seu próprio estúdio.
Em setembro, conforme relatou o PlayStation Lifestyle, Straley já havia demonstrado uma certa rusga com Druckmann por conta de uma alteração na exibição dos créditos de The Last of Us Part I – a versão melhorada do jogo para PS5. À época, ele usou apenas emojis para reagir a um tweet criticando a postura de Neil. Agora, no artigo do LA Times, ele reforça que a relação com o ex-colega de trabalho não é das melhores.
Adaptar um videogame para as telas de cinema ou TV, como é o caso da série de The Last of Us, não é uma tarefa tão simples, mesmo quando a obra original é calcada em elementos narrativos e uma estrutura que, superficialmente, parecem favorecer uma releitura em outros caminhos do audiovisual. Leia mais sobre clicando aqui.
Via: PSLS
Fonte: Los Angeles Times
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