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A Take-Two voltou a comentar sobre o uso de IA na indústria dos games, e o CEO da empresa falou sobre o tema.
A Take-Two voltou a comentar sobre o uso de IA na indústria dos games, e o CEO da empresa, Strauss Zelnick, criticou diretamente gigantes da tecnologia pelas justificativas usadas em demissões em massa nos últimos anos. Em entrevista ao site GamesIndustry, o executivo afirmou que muitas empresas atribuíram cortes de funcionários à inteligência artificial, mas, na visão dele, esse não é o verdadeiro motivo.
“Grandes empresas de tecnologia que demitiram milhares de pessoas e disseram que foi por causa da IA não estavam dizendo a verdade. Isso aconteceu porque contrataram demais durante a pandemia, foram descuidadas nesse processo e depois não conseguiram resolver seus problemas de estrutura”, comentou.
Durante a conversa, Zelnick também comentou sobre o impacto da IA no desenvolvimento de jogos. Segundo ele, a tecnologia pode ajudar equipes a trabalharem com mais eficiência, mas está longe de substituir o fator criativo humano. O executivo ainda revelou que prefere usar o termo “tecnologia” em vez de “IA”, já que, segundo ele, o conceito de inteligência artificial tem significados diferentes dependendo de quem fala sobre o assunto.
“O que algumas pessoas acreditam, de que você vai apertar um botão e criar um jogo competitivo, boa sorte. Tecnologia não faz isso. Tecnologia não cria. Ela permite que seres humanos criem”, explicou.
Mesmo com o crescimento das ferramentas generativas dentro da indústria, Zelnick demonstrou confiança de que elas não vão substituir profissionais criativos.
“A tecnologia não vai tirar o emprego das pessoas”, afirmou o executivo da Take-Two.
Para ele, parte do mercado está interpretando de forma equivocada o impacto da IA em diferentes setores. O CEO chegou a dizer que a previsão de que empresas de software serão destruídas pela inteligência artificial é “completamente incorreta”. As declarações chegam em um momento em que diversas publishers e empresas de tecnologia seguem investindo pesado em IA generativa, enquanto parte da indústria demonstra preocupação com possíveis impactos sobre empregos e processos criativos dentro do desenvolvimento de jogos.
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