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Adam Badowski afirma que existem diferenças entre a demo e o produto final, mas nega a "falsidade"
Recentemente, o jornalista Jason Schreier escreveu um artigo no Bloomberg para relatar que a demo de Cyberpunk 2077 apresentada na E3 2018 era falsa. Entretanto, o chefe da CD Projekt RED, Adam Badowski, nega estas informações.
Na reportagem, Schreier afirma que na época da E3, a CDPR sequer havia codificado os sistemas de gameplay — uma das razões pelas quais a companhia polonesa cortou conteúdo do produto final. Em nota publicada no Twitter, Badowski admitiu a diferença da versão de 2018 para o game atual, mas lembra: o processo de produção não é algo “linear”.
É difícil para uma demo não ser um teste de uma visão ou um simples corte dois anos antes do lançamento, mas não significa que é falsa. Compare a demo com o jogo. Veja a cena do Dumdum ou a perseguição de carro ou outras coisas. O que os leitores do seu artigo podem não saber é que jogos não são feitos de forma linear e começam a se parecer com o produto final poucos meses antes do lançamento. Se você olhar pra demo agora, sim, é diferente, mas é por isso que a marca d’água ‘trabalho em progresso’ se encontra nela. Nosso jogo final se parece e roda muito melhor do que a demo.
O chefe do estúdio também rebateu às alegações dos funcionários entrevistados no artigo de Schreier. De acordo com ele, o jornalista só conversou com 20 pessoas, em uma empresa com mais de 500 integrantes. Isto, na visão do dev, não representa a equipe como um todo.
Vale também citar que o próprio Schreier respondeu à nota de Badowski. O repórter diz ter entrado em contato com Badowski para conseguir uma entrevista, mas não foi atendido. A CDPR não explicou o porquê de comentar sobre o assunto apenas depois do artigo ser publicado.
A reportagem de Jason Schreier também relata parte do processo de desenvolvimento de Cyberpunk 2077. Adrian Jakubiak, ex-programador de áudio da CD Projekt RED, disse que os devs acreditavam em um game pronto apenas para 2022. Entretanto, para conseguir o prazo estabelecido pela diretoria foi preciso diminuir o tamanho do mundo e retirar algumas mecânicas. Coisas que “não dariam certo”, nas palavras do ex-funcionário.
Fonte: Adam Badowski (Twitter)
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