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Johanna Faries, presidente da Blizzard, diz ter time dedicado à IA, mas só a usará se for de "forma responsável"
O uso da inteligência artificial é um tópico polêmico quando o assunto é desenvolvimento de games, seja para criações de artes ou afins. No entanto, a Blizzard Entertaiment está aberta a se aproveitar da tecnologia, desde que seus funcionários se sintam confortáveis.
Em uma coletiva de imprensa de Overwatch na sede da Blizzard, a presidente da empresa, Johanna Faries, abordou o assunto. De acordo com ela, a companhia busca “utilizar os explorar qualquer tecnologia nova disponível”, desde que “de forma responsável”.
Gosto quando adotamos uma abordagem liderada pelos desenvolvedores. Queremos que nossas equipes possam utilizar ou explorar qualquer nova tecnologia disponível, na medida em que se sintam confortáveis e façam isso de forma que consideremos responsável. Muitos dos princípios que comunicamos giram em torno de decisões responsáveis.
Faries declara que a empresa americana já possui uma equipe focada em IA e em como esta tecnologia pode afetar ciclos de desenvolvimento. Segundo a executiva, há uma série de perguntas a serem respondidas antes de darem um passo rumo à utilização da IA generativa.
Essa equipe é bastante multifuncional, então há vozes de várias áreas pensando não apenas no que é tendência agora, mas onde queremos estar daqui a cinco ou dez anos. Qual é o impacto nas equipes? Qual é o impacto nos nossos valores? Como garantimos que não vamos bloquear a oportunidade de desenvolvedores, artistas ou qualquer outro profissional de experimentar novas ferramentas, brincar nesse ‘laboratório criativo’, se isso liberar criatividade ou eliminar tarefas repetitivas? Queremos desenvolvedores felizes, certo?
Mas, se a IA puder acelerar nosso processo criativo, também queremos garantir que seja uma ferramenta responsável e alinhada com a forma como queremos nos posicionar como empresa. Sinto-me confiante quanto ao processo que temos para avaliar: é seguro? É confiável? Está alinhado aos nossos valores? Mas sempre volto ao mesmo ponto: quero que as equipes se sintam seguras para explorar, na medida em que isso traga alegria ao trabalho. Acho que temos um bom processo geral para garantir que estamos agindo de forma responsável.

As declarações de Faries surgem meses depois de Gabriel González, artista líder em World of Warcraft, afirmar que a IA “ajuda bastante” ao remover “tarefas chatas” na produção de games. Mesmo assim, ele reforçou a importância da criação humana na arte e nas histórias: “Isso é, e sempre será, uma parte essencial”.
Na mesma entrevista, Aaron Keller, diretor de Overwatch, compartilhou do mesmo sentimento. Ele disse “não usar IA para criar personagens ou gameplay”, pois a Blizzard “é conhecida por games e mundos feitos à mão”.
Fonte: Eurogamer
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