Jogamos: Exodus dá propósito e emoção à exploração espacial
A história de Exodus acontece 40 mil anos no futuro, com uma abordagem rejuvenescida para temas que já conhecemos muito bem.
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Hoje celebramos mais um aniversário do PS5 no Brasil, e é hora de relembrar alguns momentos marcantes do console!
O dia era 19 de novembro de 2020. Oito meses depois de o Brasil, seguindo o mundo, parar por conta da pandemia do coronavírus, outro assunto dominava a mente e o noticiário dos gamers: o lançamento do PS5 no país. Um preço alto, disponibilidade muito baixa, expectativa enorme. Sete anos após a chegada do PS4, um novo PlayStation desembarcava, mas em um cenário bastante diferente.
Hoje, cinco anos e 84 milhões de unidades depois, olhando para trás é possível relembrar muitas coisas importantes que aconteceram neste período. Desde o começo conturbado, devido à falta de estoque em todo o mundo por conta das limitações impostas pela pandemia, passando pelo sucesso do formato digital também impulsionado pelo fato de todo mundo estar em casa, até o recente “fim da guerra contra o Xbox” e a espera por GTA VI.
Nesta data tão marcante, vamos dar um passeio por estes 1826 dias?
O lançamento do PlayStation 5 acabou marcado por uma combinação inédita de euforia e frustração, profundamente influenciada pelo contexto da pandemia. A estreia do console, no fim de 2020, coincidiu com a crise global na cadeia de suprimentos, especialmente a escassez de semicondutores. Essa falta de componentes afetou diretamente a capacidade de produção da Sony, que não conseguiu atender à demanda inicial nem manter um fluxo regular para as lojas.
Com poucos consoles chegando ao varejo, o PS5 tornou-se difícil de encontrar nos primeiros meses e, em algumas regiões, durante mais de um ano. Estoques evaporavam em minutos, os revendedores inflacionavam preços e o mercado paralelo prosperou. Mesmo com a procura muito acima do esperado, a Sony enfrentou limitações que comprometeram metas de vendas e atrasaram a estabilização da oferta.

Ao mesmo tempo, o cenário doméstico imposto pela pandemia impulsionou um comportamento diferente do público. Com as pessoas mais tempo em casa, o consumo digital ganhou força. Jogos vendidos digitalmente superaram com boa folga a mídia física, e a adesão ao PS Plus e às compras na PlayStation Store cresceu de forma expressiva, fazendo com que o modelo digital do console ganhasse tração além do previsto.
Apesar das dificuldades logísticas e da lentidão na normalização do estoque, o PS5 encerrou seus primeiros anos com números robustos, impulsionado por demanda reprimida, forte presença digital e biblioteca de jogos que, apesar de um pouco criticada, manteve o console em alta mesmo durante as restrições da pandemia. O período foi turbulento, porém consolidou o aparelho como um dos lançamentos mais desejados da história da marca.
Desde a chegada do PS5 ao mercado, a trajetória dos exclusivos da plataforma ajudou a definir o perfil da nova geração e consolidar a identidade do console entre mídia e jogadores. Em 2020, o destaque ficou para o remake de Demon’s Souls, lançado junto com o aparelho e imediatamente visto como um cartão de visitas técnico. A crítica recebeu o jogo com entusiasmo, elogiando o salto visual e a fidelidade ao original, enquanto os jogadores celebraram o retorno do clássico e o impacto gráfico que demonstrava o potencial do novo hardware.

O ano seguinte foi decisivo para que o PS5 começasse a construir sua própria personalidade. Returnal surgiu como uma experiência ousada, explorando de forma intensa o SSD, o áudio 3D e o DualSense. Embora aclamado pela imprensa por sua inovação, narrativa fragmentada e ambientação, dividiu o público por causa da dificuldade elevada e do formato roguelike, ganhando uma comunidade menor, porém extremamente fiel. Em contraste, Ratchet & Clank: Rift Apart entregou exatamente o que muitos esperavam: uma aventura acessível, tecnicamente exuberante e leve, que utilizava a troca instantânea de dimensões como demonstração clara do salto de hardware do PS5. Um símbolo da nova geração.
Em 2022, retornos de protagonistas famosos. God of War Ragnarök e Horizon Forbidden West chegaram para reforçar a força narrativa das produções da PlayStation Studios. A crítica os recebeu com aclamação, destacando o refinamento da jogabilidade e o impacto emocional da história, enquanto os jogadores elogiaram tanto o desempenho no PS5 quanto a variedade de modos gráficos, que ampliou a sensação de controle sobre a experiência. Os jogos consolidam bastante o período como um dos mais fortes do console em termos de qualidade autoral.
O ritmo continuou em 2023 com Marvel’s Spider-Man 2, que expandiu Nova York, aprofundou a parceria entre Peter e Miles e apresentou um combate mais fluido. O game foi amplamente elogiado por crítica e público, tornando-se um dos exclusivos de maior apelo popular da geração, equilibrando espetáculo visual, narrativa envolvente e acessibilidade, uma marca da Insomniac. E no ano seguinte, a Sony diversificou. Astro Bot ganhou um título completo que rapidamente se tornou querido por sua criatividade, pelo uso inteligente do DualSense e pela celebração da história da própria marca. Tanto que virou GOTY.

A virada para 2025 marcou a chegada de sequências marcantes. Death Stranding 2: On the Beach, que melhora em tudo o que vimos no primeiro e consagra-se como o jogo definitivo de Hideo Kojima, e Ghost of Yōtei, sucessor espiritual de Ghost of Tsushima, que também rapidamente se firmou entre os grandes lançamentos do console. Ambos com narrativas emocionantes e mundos visualmente impressionantes, reforçando que, não importa a geração, os single-player de altíssimo nível seguem como uma das grandes forças da Sony.
No conjunto, o ciclo inicial de exclusivos do PS5, entre 2020 e 2025, mostrou uma geração marcada por diversidade de estilos, evolução técnica evidente e consolidação narrativa. Houve deslizes, especialmente em lançamentos que enfrentaram problemas de performance, mas o saldo geral foi de força criativa e impacto comercial. Com blockbusters que definiram tendências e experimentações que ampliaram o repertório do console, o PS5 conseguiu construir um catálogo que ajudou a identidade da plataforma a amadurecer mesmo após um lançamento turbulento.
E já que estamos falando de exclusivos, a era do PS5 acabou simbolizando um ponto de virada definitivo no velho conceito de “console wars”. Logo nos primeiros anos da geração, a diferença de desempenho comercial entre PlayStation e Xbox deixou de ser uma disputa anual de mercado e passou a representar uma mudança estrutural no próprio modelo de negócios das duas gigantes. O PS5, mesmo enfrentando os problemas de estoque no início, rapidamente disparou em vendas e consolidou uma vantagem difícil de ser revertida. Essa distância crescente forçou a Microsoft a repensar seu papel no setor, abandonando gradualmente a ideia de exclusividade rígida como pilar estratégico.

Com o Xbox vendendo muito abaixo das projeções e com o Game Pass assumindo o posto de principal produto da marca, a Microsoft iniciou um movimento que antes seria impensável: levar suas franquias históricas para o PS5. Títulos como Forza, Gears e Halo, por décadas símbolos da identidade Xbox, começaram a aparecer no console rival, marcando uma ruptura clara com a filosofia tradicional da empresa. A lógica deixou de ser “vender hardware” e passou a ser “ampliar o alcance do ecossistema”, utilizando outras plataformas para fortalecer receitas, presença cultural e ciclo de vida das séries.
Esse gesto não apenas reduziu a tensão entre as comunidades, como também dissolveu boa parte da narrativa que alimentava a rivalidade entre as duas marcas.
Do outro lado, a Sony adotou seu próprio caminho de expansão. Apesar de manter o PS5 como destino principal de seus grandes exclusivos, a empresa passou a lançar progressivamente os seus títulos também nos computadores, abrindo uma nova frente comercial sem comprometer o peso do console. Jogos antes isolados no PlayStation (como God of War, Horizon, Spider-Man e outros) foram para o PC, permitindo que o público expandisse e fortalecendo a percepção de que a marca não precisava mais travar batalhas diretas com concorrentes para ser dominante.

A estratégia funcionou como complemento: o PS5 continuou sendo o eixo premium da Sony, e o PC se tornou uma vitrine adicional para prolongar a relevância e a rentabilidade dos exclusivos. Ao longo da geração, as empresas acabaram caminhando para modelos que se cruzam sem colidir. A Microsoft passou a priorizar serviços e presença multiplataforma, enquanto a Sony reforçou sua liderança em hardware ao mesmo tempo em que abraçou um público maior através do PC. O conjunto dessas mudanças fez com que o discurso de guerra de consoles perdesse força, não por falta de competição, mas porque a competição deixou de depender da exclusividade absoluta.
A geração do PS5 acabou marcada por uma presença constante de remakes e remasters, que se tornaram parte central da estratégia das grandes produtoras. O movimento começou logo no lançamento com Demon’s Souls, que serviu como demonstração técnica do console e estabeleceu o tom para os anos seguintes: revisitar clássicos com ambição gráfica e modernização completa.

A Capcom foi uma das grandes responsáveis por impulsionar essa tendência. Resident Evil 4 ganhou um remake aclamado que redefiniu o clássico original para os padrões atuais, seguindo o caminho de Resident Evil 2 e 3, que receberam versões de PS4 e aprimoradas para o PS5, mantendo a franquia em evidência durante a geração. Neste caminho, Dead Space voltou totalmente refeito, mostrando que o terror também tinha espaço nessa onda de reconstruções completas.
A Konami, por sua vez, reativou Silent Hill com o remake de Silent Hill 2, um dos projetos mais aguardados e também mais cobrados pelos fãs nos últimos anos, por carregar o peso de um dos maiores jogos de horror psicológico já feitos. Entre as produtoras japonesas, também houve espaço para Persona 3 Reload, Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion e Metal Gear Solid Delta: Snake Eater, que devolveram grandes clássicos a um público contemporâneo.
A própria Sony contribuiu com relançamentos de alto impacto, como The Last of Us Part I, que reacendeu discussões sobre a necessidade de refazer jogos recentes, porém reforçou a estratégia de manter as grandes franquias atualizadas e alinhadas ao salto técnico da geração. Além disso, coleções e edições definitivas, como Uncharted: Legacy of Thieves Collection e Ghost of Tsushima Director’s Cut, consolidaram versões mais completas e polidas de títulos recentes.

No fim, os remakes e remasters se tornaram uma característica definidora da era PS5. Eles serviram tanto para reativar séries adormecidas quanto para prolongar o ciclo de vida de franquias populares, preenchendo lacunas entre grandes lançamentos inéditos. Foi uma geração que equilibrou nostalgia e modernização, mostrando que revisitar o passado se tornou tão importante quanto criar o futuro.
Agora, cinco anos depois, e com direito até a PS5 Pro, vivemos a maior espera da história da indústria dos videogames. De 2020 a 2025, vimos GTA V receber melhorias e o GTA Online crescendo cada vez mais, fazendo com que o jogo de 2013 continuasse um dos mais falados e vendidos de todos os tempos. E no ano que vem, finalmente e caso não haja um novo adiamento, teremos GTA VI.

E a expectativa é de que ele ajude a impulsionar ainda mais o PlayStation 5, que já bateu as 84 milhões de unidades vendidas, com um desempenho até melhor do que o do PlayStation 4 no mesmo período de mercado em alguns países, e segundo a própria Sony, ainda está na metade do seu ciclo. Caso GTA VI seja realmente o sucesso estrondoso que se espera, é bem provável que o PS5 se beneficie muito disso.
Um jogo desse tamanho costuma provocar picos de venda de hardware, impulsionar a visibilidade do console e atrair consumidores que ainda estavam adiando a compra. Como ele chegará em um momento de maturidade da plataforma, ele pode funcionar como motor de uma “segunda onda” de vendas, reacendendo o interesse pelo aparelho e impulsionando a compra de edições especiais, bundles e acessórios.
Ao mesmo tempo, GTA VI ajuda a reforçar a imagem do PS5 como plataforma de referência para grandes produções. Mesmo sem exclusividade, a associação natural entre PlayStation e grandes blockbusters, construída ao longo de décadas, tende a se intensificar com a campanha de marketing, com a presença nas lojas e com a preferência orgânica de parte do público por jogar títulos dessa escala no console da Sony. Cada nova demonstração técnica de GTA VI também funciona, indiretamente, como propaganda do hardware: gráficos, escala e fluidez reforçam o argumento de que o PS5 ainda tem fôlego para títulos de altíssimo orçamento.

Do outro lado, o PS5 também pode fortalecer GTA VI. A enorme base instalada do console garante ao jogo uma audiência massiva de cara, facilitando recordes de vendas e sustentando a comunidade em longo prazo. A infraestrutura do PlayStation, desde ferramentas sociais até o ecossistema de microtransações e conteúdos adicionais, favorece o engajamento contínuo, especialmente no modo online. Além disso, os recursos como o DualSense e o áudio 3D permitem à Rockstar explorar detalhes de imersão que destacam o jogo na plataforma, criando experiências sensoriais que ampliam o impacto do lançamento.
Em resumo, GTA VI pode impulsionar vendas, relevância e longevidade do PlayStation 5, enquanto o PS5 oferece ao jogo a plataforma mais estável, mais popular e culturalmente mais associada aos grandes momentos da indústria. É a famosa relação de mão dupla em que ambas as marcas saem fortalecidas e a geração como um todo ganha um marco capaz de definir seus melhores anos.
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