Tides of Annihilation: tudo o que sabemos sobre o game
Tudo sobre história, combate, Gwendolyn, cavaleiros, exploração, localização em PT-BR e o que descobrimos após jogar Tides of Annihilation
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Tudo sobre história, combate, Gwendolyn, cavaleiros, exploração, localização em PT-BR e o que descobrimos após jogar Tides of Annihilation
Tides of Annihilation causou boas impressões em seus primeiros trailers. Uma Londres destruída, criaturas gigantescas, combates rápidos e uma protagonista capaz de lutar ao lado de cavaleiros inspirados nas lendas arturianas. Era informação demais acontecendo ao mesmo tempo, e os primeiros vídeos naturalmente levantaram comparações com jogos como Devil May Cry e Final Fantasy XVI.
O MeuPlayStation viajou até Chengdu, na China, visitou a Eclipse Glow Games, conversou com os desenvolvedore e ainda passou cerca de duas horas jogando Tides of Annihilation em seu primeiro hands-on. E foi com o controle nas mãos que algumas peças finalmente começaram a se encaixar.
Afinal, o que é Tides of Annihilation? Como funciona o sistema de cavaleiros? É um soulslike? Tem elementos de RPG? E, principalmente, o que a Eclipse Glow Games está tentando fazer de diferente?
Reunimos tudo o que sabemos até agora.
Tides of Annihilation é um jogo de ação desenvolvido pela chinesa Eclipse Glow Games.
O jogo acompanha Gwendolyn em uma Londres devastada após a chegada de forças sobrenaturais. A partir desse evento, elementos do mundo moderno começam a se misturar com uma releitura das lendas arturianas.
A Eclipse Glow Games não está tentando simplesmente contar novamente a história do Rei Arthur.
O estúdio utiliza personagens, conceitos e símbolos desse universo como base para construir uma mitologia própria, colocando elementos conhecidos das histórias em situações diferentes.
O resultado é um mundo em que ruas e prédios de Londres convivem com cavaleiros espectrais, criaturas gigantescas e lugares ligados a Avalon.
Gwendolyn é uma das sobreviventes de uma invasão sobrenatural que transforma Londres.
O evento muda completamente a cidade e coloca a heroína no centro de um conflito muito maior do que ela inicialmente compreende.
A partir daí, Tides of Annihilation começa a conectar dois mundos. De um lado está uma Londres contemporânea parcialmente destruída. Do outro, Avalon e toda a mitologia ligada às lendas.
Durante nossa conversa com os desenvolvedores, ficou claro que essa mistura não é apenas uma desculpa para colocar cavaleiros medievais em uma cidade moderna.
Existe um mistério por trás da ligação entre esses mundos, e descobrir exatamente o que aconteceu faz parte da jornada de Gwen.
O estúdio, naturalmente, ainda guarda muitos detalhes da trama.
Gwendolyn é a protagonista de Tides of Annihilation.
Ela não começa a aventura como uma grande guerreira conhecedora daquele universo. Pelo contrário, boa parte de sua jornada passa justamente por compreender o que aconteceu com Londres e qual é sua ligação com os acontecimentos sobrenaturais.
Isso cria uma conexão interessante com o jogador. Enquanto Gwendolyn descobre mais sobre aquele mundo, nós fazemos o mesmo.
Mas ela está longe de ser uma personagem indefesa. No combate, Gwen é ágil e consegue utilizar ataques rápidos, esquivas e diferentes sequências para pressionar seus adversários.
Ainda assim, talvez a característica mais importante da protagonista seja justamente aquilo que acontece ao redor dela.

Se existe um sistema capaz de definir Tides of Annihilation, provavelmente é este.
Gwendolyn consegue convocar diferentes cavaleiros durante os combates. Só que chamar esses personagens de simples invocações não explica muito bem como eles funcionam. Eles fazem parte do próprio kit de combate.
Durante nosso hands-on, era possível utilizar os cavaleiros no meio de sequências de golpes, criar novas oportunidades de ataque, manter inimigos pressionados e continuar combos iniciados pela própria Gwendolyn.
É justamente quando jogador e cavaleiros começam a funcionar juntos que o sistema mostra seu potencial.
Em vez de controlar uma personagem e ocasionalmente utilizar uma habilidade especial, a proposta é montar uma espécie de formação ao redor dela.

Os cavaleiros não possuem apenas aparências e animações diferentes. Cada um pode desempenhar funções específicas dentro das batalhas.
Isso permite criar formações de acordo com a maneira como cada pessoa prefere jogar. Há espaço para combinações mais agressivas, focadas em manter pressão sobre os inimigos, enquanto outras podem favorecer controle ou oferecer alternativas para situações específicas.
Naturalmente, duas horas de demonstração não são suficientes para descobrir até onde essa profundidade realmente vai.
Mas o sistema apresenta uma base interessante.
Quanto maior for a diferença entre os cavaleiros disponíveis na versão final, maior também será a liberdade para experimentar.

As comparações são compreensíveis.
Tides of Annihilation possui combates rápidos, uma protagonista extremamente ágil e uma apresentação bastante cinematográfica.
Olhando apenas alguns segundos de gameplay, é fácil encontrar características que lembram Devil May Cry e Final Fantasy XVI
Mas jogar revela algumas diferenças importantes. O sistema de cavaleiros muda bastante a dinâmica das batalhas e impede que o combate dependa exclusivamente dos movimentos da protagonista.
Gwendolyn é apenas uma parte da equação. A outra está na escolha dos cavaleiros e na maneira como eles são incorporados às suas sequências.
É justamente esse sistema que parece representar a principal tentativa da Eclipse Glow Games de criar uma própria.
Não foi essa a impressão que tivemos.
Embora determinadas criaturas, chefes e até a direção artística possam fazer algumas pessoas pensarem em elementos soulslike, o combate de Tides of Annihilation segue outro caminho.
O foco está muito mais na velocidade, na construção de combos e na utilização constante dos cavaleiros. Isso não significa que o jogo seja simplesmente fácil ou baseado em apertar botões loucamente.
Esquivar no momento certo, entender os ataques dos inimigos e saber quando utilizar determinadas habilidades continua sendo importante.
Mas a filosofia de combate se aproxima muito mais de um jogo de ação do que de uma experiência baseada na estrutura tradicional dos jogos da FromSoftware.
Um pouco.
Apesar de o combate ocupar boa parte dos holofotes, Tides of Annihilation também conta com sistemas de progressão.
Gwendolyn pode evoluir, adquirir habilidades e utilizar diferentes equipamentos ao longo da aventura.
Talismãs também fazem parte dessa estrutura. Esses sistemas ampliam as possibilidades de personalização, mas não parecem transformar o jogo em um RPG baseado em dezenas de atributos e menus extremamente complexos.
Pelo menos no trecho que jogamos, a ação continua sendo o centro da experiência. A progressão existe para complementar esse combate.
Os criadores também quer que o jogador tenha motivos para observar o que existe além do caminho principal.
Durante nossa experiência, foi possível perceber que os cenários não servem apenas como corredores entre uma batalha e outra.
Existem áreas para explorar, caminhos alternativos, baús e elementos que incentivam o jogador a procurar recompensas.
Ainda não tivemos contato suficiente com o jogo para determinar exatamente qual será a liberdade oferecida durante toda a campanha.
Também é cedo para dizer se Tides of Annihilation terá grandes regiões exploráveis ou seguirá uma estrutura mais linear.
O que está claro é que a exploração faz parte da experiência e poderá oferecer novas possibilidades de progressão, história e desenvolvimento da protagonista.

Talvez uma das ideias mais curiosas de Tides of Annihilation seja colocar as lendas arturianas em contato com uma cidade contemporânea.
Poderia facilmente virar uma mistura sem identidade. Mas não foi essa a sensação que tivemos.
A Londres apresentada no jogo continua reconhecível, mas está transformada pela presença de elementos sobrenaturais. Ruas, construções e estruturas modernas convivem com criaturas e elementos fantasiosos.
Avalon, por outro lado, permite que o jogo abrace de maneira muito mais direta sua inspiração.
Essa diferença entre os ambientes ajuda a criar variedade visual e também reforça a sensação de que Gwendolyn está transitando entre realidades que não deveriam coexistir.
Os trailers de Tides of Annihilation fizeram questão de destacar algumas criaturas grandes. São os Cavaleiros Colossais.
E a escala impressiona. Mas eles não existem apenas para render batalhas cinematográficas.
Os desenvolvedores deixaram claro que essas figuras também possuem importância dentro do universo e da própria construção dos cenários.
Alguns deles podem se transformar praticamente em partes do ambiente. Isso muda a percepção de escala.
Uma coisa é assistir a uma criatura gigantesca em um trailer. Outra é controlar Gwendolyn enquanto aquela estrutura ocupa boa parte da paisagem à sua frente.
É provavelmente um dos elementos visualmente mais interessantes do projeto.

Pelo que jogamos, sim.
A demonstração apresentou cenários muito detalhados, modelos de personagens elaborados e uma enorme quantidade de efeitos durante os combates. E isso traz um desafio.
Quando Gwendolyn, inimigos e vários cavaleiros estão atacando simultaneamente, muita coisa acontece na tela.
Mesmo assim, na maior parte do tempo ainda era possível acompanhar a ação.
Ainda estamos falando de uma versão em desenvolvimento, então otimização e desempenho deverão continuar passando por ajustes até o lançamento.
Sim.
Durante nossa visita à Eclipse Glow Games, o MeuPlayStation confirmou que Tides of Annihilation terá menus e legendas em português do Brasil.
A localização deve tornar a história e os sistemas do jogo acessíveis para o público brasileiro.
Até o momento, porém, não há confirmação de dublagem em português brasileiro.
Tides of Annihilation está sendo desenvolvido pela Eclipse Glow Games, estúdio localizado em Chengdu, na China. São mais de 150 pessoas envolvidas no processo de criação, com desenvolvedores experientes, que já trabalharam em jogos como Yakuza, For Honor, Assassin’s Creed, Persona e Prince of Persia.
Tides of Annihilation ainda não possui uma data definitiva de lançamento.
Como o projeto segue em desenvolvimento, diferentes partes do jogo ainda podem passar por alterações até sua chegada às lojas.
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