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"São temas próximos o suficiente para gerar identificação, mas ainda mais perturbadores quando inseridos no horror do jogo", resume produtor de Silent Hill f
Às vésperas do lançamento de Silent Hill f, o produtor da série Motoi Okamoto (Konami) e o diretor Al Yang (Neobards) falaram com o Push Square sobre os bastidores do jogo e o que torna esta nova entrada tão especial. Em entrevista recente, a dupla destacou dois pontos centrais: a busca pela autenticidade do cenário japonês dos anos 1960 e a importância de construir horrores que se conectam a experiências humanas reais.
Okamoto explicou que o ponto de partida foi recriar fielmente o Japão da década de 1960, mais precisamente a cidade de Kanayama, em Gifu. “O principal motivo de o cenário parecer tão real é porque ele é baseado em um local que de fato existe”, contou. Para alcançar esse nível de detalhe, as equipes de Konami e Neobards viajaram até a cidade para coletar referências e gravar sons ambientes. Yang acrescentou: “Silent Hill sempre gira em torno dessa sensação de algo ser ao mesmo tempo familiar e estranho. Você olha uma escola, uma loja de conveniência ou um telefone e sabe o que são, mas, no contexto do jogo, eles parecem diferentes. É esse estranhamento que nos deixa desconfortáveis”.
A busca pela autenticidade foi tão minuciosa que, segundo Yang, até detalhes arquitetônicos precisaram ser corrigidos. “Em certo momento, criamos janelas que pareciam muito legais visualmente, mas descobrimos que, na época, elas só poderiam estar em um lado específico do prédio. Esse tipo de ajuste mostra o quanto levamos a sério a ambientação”, revelou.
Já sobre a protagonista, a equipe fez questão de que seus conflitos fossem humanos e reconhecíveis. Hinako, que carrega uma relação conturbada com os pais, representa dores que não ficam presas a uma cultura ou país. “Silent Hill precisa estar enraizado em lutas que qualquer pessoa pode compreender”, disse Yang. “Essas questões são universais. Pode não ser algo que você tenha vivido, mas são experiências que você entende. Hinako é infeliz, guarda ressentimentos e enfrenta violência doméstica. São temas próximos o suficiente para gerar identificação, mas ainda mais perturbadores quando inseridos no horror do jogo”.
Esse equilíbrio entre realismo histórico, estranhamento visual e dramas pessoais promete tornar Silent Hill f uma das experiências mais intensas da franquia. Como resumiu Okamoto: “Nosso objetivo sempre foi provocar aquele sentimento de estar em um lugar que você reconhece… mas que não deveria existir da forma como você o está vivenciando”.
Combinando autenticidade histórica e questões pessoais intensas, Silent Hill f promete expandir o legado da franquia de terror psicológico ao mesmo tempo em que se conecta a uma nova geração de jogadores. O título chega oficialmente em 25 de setembro para PlayStation 5 e outras plataformas.
Fonte: Push Square
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