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Ratshaker
Ratshaker

Ratshaker: vale a pena?

Como simplesmente adoramos jogos criativos, sempre temos espaço para mais um. E quando ele vai muito além do seu conceito, mesmo diante de algumas limitações de desenvolvimento, é ainda mais satisfatório destrinchar tudo.

Dessa vez, estamos falando de Ratshaker, terror psicológico vendido como um “simulador de controle de pragas” na Steam, onde conta com avaliações “extremamente positivas” desde seu lançamento, em novembro de 2024.

Agora, com a disponibilidade no PS5, o título indie da Sunscorched Studios traz algumas novidades que prometem aumentar ainda mais a imersão, apesar de uma dela em específico ser pra lá de controversa e muito incômoda (no bom sentido).

Você está pronto para encarar seu destino?

Campos outonais, uma fazenda ao fundo e uma voz em sua cabeça. Vá em direção ao seu destino e descubra tudo que a casa abandonada esconde. Mas você não está só: algo em sua mão parece saber muito mais sobre fatos que até então estavam trancados.

Um rato fala e te acusa de algo inimaginável. Você o escutará ou deixará que sua mente te guie para uma verdade difícil de aceitar? Ou para uma mentira? Independente da sua escolha, o único caminho e espremer o animal e ouvir o que ele tem para dizer.

Ratshaker
Fonte: André Custodio

Ratshaker é uma curtíssima aventura narrativa que reúne elementos de sobrevivência e walking simulator, com foco na exploração. Você controla alguém sem nome e sem identidade e é levado para uma fazenda para chegar a uma resposta sobre isso.

A mecânica fundamental do game consiste em espremer um rato, com viés de tortura, para ativar diálogos. Às vezes eles dão pistas sobre como progredir, enquanto em outras eles apenas surgem como provocação para levar o protagonista ao limite.

Ratshaker
Fonte: André Custodio

Já a campanha de Ratshaker é o maior ponto negativo — se não o único. No clímax, o game encerra após apenas 45 minutos e deixa um gostinho de que há espaço para mais histórias serem contadas.

1h que te leva ao limite — físico e mental

Apesar de Ratshaker ter a duração de um episódio de série, ele deixa uma sensação bastante condizente com sua proposta. Longe de ser apenas um simulador, o game é um terror psicológico brutal e perturbador, especialmente se jogado com headsets.

Ao longo da jornada, os jogadores verão muita violência gráfica, escuridão e sons incômodos. Além disso, pode ir se preparando para alguns bons jumpscares, que chamam a atenção por serem pontuais e nem um pouco apelativos.

Ratshaker
Fonte: André Custodio

Tecnicamente falando, Ratshaker se revela como um projeto bem realizado. Efeitos de iluminação e sombras são muito bons, enquanto a colisão e física, principalmente após a segunda metade da história, se provam como elementos eficientes de horror.

Os ganchos do gênero são excelentes e mostram que os desenvolvedores entendem muito do terror psicológico. Assim, é possível esperar muitas luzes piscando, sombras falsas, becos sem saída e, óbvio, obstáculos que podem te levar à morte.

Um rato que brilha. Literalmente

É impossível falar sobre Ratshaker sem falar do grande nome do jogo: o rato. Sua participação no game funciona como uma espécie de divindade, por meio de uma voz imponente, de uma ótima oratória e de um conhecimento quase onisciente.

As interações com o animal são sempre muito boas e raramente se repetem. Ele também rivaliza com sua consciência, deixando brechas para interpretações sobre o que realmente seria a voz por trás dos pensamentos perturbadores.

Ratshaker
Fonte: André Custodio

Já a mecânica principal de Ratshaker consiste em espremer o rato. Usar o “R2” para apertá-lo permite “carregar munição”, enquanto pressionar o “L2” realiza ações gastando parte do medidor Sacudidômetro.

Isso quer dizer que não apenas é preciso apertar “R2”, mas sacudir sem parar seu controle DualSense enquanto a barra de ações é preenchida. Logicamente esse processo não é fácil: ele ocorre por meio de muita gritaria e de agonização por parte do animal.

Ratshaker
Fonte: André Custodio

E como se isso não bastasse, apertar o rato o faz brilhar. Assim, ele consegue se transformar em uma lanterna, com sua aura iluminando locais profundamente escuros. Mas cuidado: segurar os botões por muito tempo pode levá-lo à morte; aí é fim de jogo.

Ratshaker: vale a pena?

Ratshaker é um excelente jogo de terror psicológico. Tudo nele é construído de forma pontual, com a atmosfera rendendo um bom nível de tensão e os sustos te pegando despreparados.

A campanha é curtíssima, mas o suficiente para levá-lo à exaustão mental. E quanto à física, o controle faz isso em poucos instantes, pois a ação de sacudi-lo para interagir com o excêntrico rato é muito bem desenvolvida pela Sunscorched Studios.

Ratshaker
Fonte: André Custodio

Título indie curioso e bastante original, Ratshaker é um choque de realidade devido ao alto grau de gradação narrativa. Definitivamente é algo que em especial os fãs de terror devem testar, pois o game certamente deixará marcas profundas — e algumas boas referências.

Veredito

82

Ficha Técnica

Desenvolvedor

Sunscorched Studios

Consoles

PlayStation 5

Jogadores

1

Vantagens do jogo Ratshaker

Vantagens

  • Ótima integração com o DualSense
  • História perturbadora e muito intrigante
  • Atmosfera assustadora, com sustos pontuais
  • Ritmo de jogo com bom escalonamento dos eventos
  • Gameplay simples e acessível
  • Level design bastante funcional
Desvantagens do jogo Ratshaker

Desvantagens

  • Jogo bastante curto

Veredito

82

capa do jogo Ratshaker

Jogo

Ratshaker

Autor

foto do author do artigo André Custodio

André Custodio

Redator

Fã de jogos de terror e desbravador de soulslike vez ou outra. Consegui me livrar de FIFA por motivos pessoais (ruindade) e hoje me sinto uma pessoa melhor. Também curto platinas, mas não vou atrás de algo que me tira do sério.

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