Estudo prevê queda de 20% nas vendas de consoles em 2026
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Paul Tassi escancara problema com o jogo como serviço que sairá ainda em 2025
Um artigo publicado na Forbes pelo analista Paul Tassi afirma que Marathon, novo projeto da Bungie, já nasceu condenado. Segundo o analista, a proposta de um shooter de extração com elementos de herói nunca funcionou — e tudo o que veio depois só agravou a situação.
Tassi argumenta que o conceito do jogo foi mal concebido desde o início. A Bungie teria se inspirado em Escape from Tarkov, mas tentou agradar tanto jogadores casuais quanto veteranos do gênero. O resultado, segundo ele, foi um produto sem identidade clara. E além de tudo, pago e capaz de afastar quem joga sozinho:
O jogo ignora o modo Solo, isso significa que você precisa convencer dois amigos a comprá-lo, provavelmente pelo preço futuro de US$ 40. É tarde demais no desenvolvimento para mudar para o modelo gratuito para jogar (free-to-play), e nem é como se esse gênero fosse feito para isso de qualquer forma, mas dolorosamente poucas pessoas jogaram este jogo e acharam que valia esse preço.
Para piorar? Estão chamando o game de Concord 2.0. O engajamento, conforme comentado por Tassi em vídeo, não deve ser tão baixo. Porém, de acordo com o analista, nos bastidores, Marathon só será considerado um sucesso se estiver no top 5 de vendas do NPD Group — empresa que acompanha o mercado de games dos EUA.
Nos testes de Marathon realizados até agora, a recepção também não tem sido animadora. O autor relata que o gameplay é pouco inspirado, com tiroteios espaçados e heróis desequilibrados. Em paralelo, a concorrência se fortaleceu, com ARC Raiders se saindo melhor em engajamento e audiência.
Outro ponto destacado no texto é a polêmica envolvendo plágio. A Bungie admitiu que artes do jogo foram copiadas de ANTIREAL, artista seguido por membros da equipe. O escândalo comprometeu a credibilidade do projeto e gerou memes como “ART Raiders” e “Plagiarism Will Make Me God”.
Mesmo com um possível adiamento, o analista acredita que a situação é irreversível. “Não será cancelado, mas tampouco será um sucesso”, escreve Tassi. Para ele, a Bungie sofrerá as consequências e a Sony poderá intervir na gestão do estúdio, embora uma dissolução total pareça improvável.
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