Review

Death Stranding Director’s Cut: vale a pena?

Nova versão do jogo traz uma série de novidades e melhorias que tornam a experiência ainda melhor no PlayStation 5

por Thiago Barros
Death Stranding Director's Cut: vale a pena?

Novas missões, armas mais potentes, foco maior no combate, visual em 4K e jogabilidade com 60 FPS. Se Death Stranding já foi uma baita experiência no PlayStation 4, Death Stranding Director’s Cut eleva o nível no PlayStation 5. É bem verdade que seus conceitos visionários podem parecer loucos para algumas pessoas, mas não dá pra negar que cruzar o país com Sam Porter Bridges na nova geração é incrível.

Se por um lado o jogo não é para qualquer um, por outro é um dos melhores títulos recentes para quem se deixa envolver por sua história misteriosa, seu gameplay diferenciado e, principalmente, sua ambientação impecável. Dos cenários às trilhas sonoras, o primeiro título de Hideo Kojima na sua trajetória pós-Konami é uma ode à incrível carreira do lendário game designer.

Aqui é importante destacar que você pode adquirir o jogo de duas formas. É possível comprar Death Stranding Director’s Cut se o jogador ainda não tem o game, por R$ 249,50 (ou R$ 299,90 na edição deluxe), ou fazer a atualização, por US$ 10 (provavelmente R$ 60 na PS Store brasileira), caso já possua o título.

E a resposta à pergunta do título da análise depende muito de qual caminho você vai fazer – e do quão fã do jogo você é.

Mais cordas e mais bastões

Se você quiser saber mais sobre a história de Death Stranding e informações gerais do jogo, confira o review original do game neste link. Nós falamos bastante do enredo, da jogabilidade e de como Hideo Kojima conseguiu criar (mais) uma obra de arte em forma de jogo. Aqui, tentaremos falar um pouco mais do que diferencia Death Stranding Director’s Cut do original, e como ele potencializa o título.

Death Stranding Director's Cut tem muitas novidades bacanas (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Death Stranding Director’s Cut tem muitas novidades bacanas (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Vale lembrar, portanto, que um dos conceitos fundamentais de Death Stranding é a história da corda e do bastão. Está lá, na primeira citação do jogo. Um para fazer trazer o bem para si, o outro para manter o mal longe. É a base de tudo. E o resumo da aventura é bem simples: o jogador controla Sam Porter Bridges, um entregador que ganha a missão de reconectar um país destruído.

O modo multiplayer inovador, em que os vários Sam’s devem se ajudar, entregando cargas e criando estruturas, é a corda. Os combates, por sua vez, são o bastão. E Death Stranding Director’s Cut traz “mais cordas e bastões” do que nunca. Novas armas, missões, veículos, equipamentos, maneiras de fazer seus deslocamentos e entregas, golpes nos combates…

Aparentemente, a Kojima Productions se incomodou um pouco com a história de “Walking Simulator” e deu um “tchan” ao jogo em Death Stranding Director’s Cut. Agora, por exemplo, há um componente “PvP” no multiplayer. As corridas de carro (que são algo bem aleatório) e o estande de tiro (esse sim, uma adição que faz sentido) permitem comparar a sua performance com a de outros Sam’s.

Death Stranding Director's Cut tem estande de tiro (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Death Stranding Director’s Cut tem estande de tiro (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Além disso, as novas armas e golpes fazem com que as batalhas contra MULAS e EPs se tornem mais divertidas e intensas. Nas viagens para o Hades, então, nem se fala. E o que dizer das boss battles? Que inclusive, agora, são rejogáveis. É como se Kojima dissesse para o público: é ação que vocês querem? Então toma! Especialmente na nova dificuldade adicionada, a “Muito Difícil”.

Por falar em adições, obviamente, você pode trazer seu save do PlayStation 4 para o PlayStation 5 e continuar a jornada de onde parou. Porém, se você já jogou o game, a recomendação é de que comece a aventura do zero. Até porque há novas missões no começo, que vão liberar conteúdos diferentes. Nada que mude radicalmente o enredo, mas que vale a pena conferir.

Enredo esse que, claro, continua sendo um pilar fundamental em Death Stranding Director’s Cut. O mistério e a narrativa da jornada de Sam Porter Bridges para reunir a América fragmentada pelo Death Stranding atraem e geram uma imersão digna dos grandes títulos da Geração PS4. E o elenco estelar ajuda muito nisso.

Visual do jogo está mais bonito do que nunca (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Visual do jogo está mais bonito do que nunca (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Apenas Norman Reedus, Mads Mikkelsen, Lea Seydoux, Margaret Qualley, Guillermo Del Toro, Tommy Earl Jenkins, Troy Baker, Nicolas Winding Refn, Lindsay Wagner… É um jogo ou filme de Hollywood? Todos com atuações impecáveis, com destaque, para os personagens principais Sam, Cliff e Amelie, mas com o suporte de alto nível dos coadjuvantes.

E olha que quem mais brilha não é nenhum deles, e sim o bebê dentro da cápsula! Anota aí e me cobra depois se você ainda não jogou!

PlayStation 5? Like!

Mas o que importa aqui é que aquilo que já era bom no PS4, fica ainda melhor no PlayStation 5. Com os gráficos em 4K (e opção de jogar em ultrawide), o desempenho em 60fps, o ótimo uso do SSD do console para o carregamento extremamente rápido, o áudio 3D que deixa as trilhas (tem até músicas novas) e os efeitos sonoros ainda mais notórios e o impressionante feedback tátil do DualSense.

Momentos como esse definem Death Stranding (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Momentos como esse definem Death Stranding (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Esse “detalhe” do DualSense, por si só, já vale a experiência. A diferença de transitar em ambientes variados é incrível. É possível “sentir” como é mais complicado andar na neve do que na grama. Como um veículo leve é mais tranquilo de controlar do que um cheio de carga. Além da tensão na hora em que EPs conseguem te pegar… O controle fica “mais pesado”, você sente toda a dificuldade.

Visualmente, o título original já impressionava no PlayStation 4, especialmente no PS4 Pro. No PS5, então, está tudo estonteante. Das cutscenes com os modelos digitais dos atores até o gameplay “normal”, com Sam explorando os cenários. A chuva, a variação climática, ambientações diferentes… Tudo é muito bem construído e belo, com uma performance de dar inveja.

Conexões são fundamentais em Death Stranding Director's Cut (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Conexões são fundamentais em Death Stranding Director’s Cut (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Os cards de aventuras do PS5 também foram integrados ao game, em mais uma “corda” que Kojima disponibilizou para facilitar a vida dos jogadores – assim como as dicas in-game, que estão mais frequentes e com timing ainda melhor (desde que você escolha isso, claro). Mesmo caso dos efeitos de aparições de EPs e do feedback do DualSense. Tudo customizável para a sua experiência.

E esse é o grande diferencial de Death Stranding Director’s Cut. Tentar diminuir aquela sensação de que o jogo não é para você. Sim, ele ainda tem um estilo bem diferentão, que não agrada a todos. Mas as atualizações fazem com que ele possa ter uma variação maior dentro do seu próprio gênero. Mais lutas, mais componentes online, mais facilidades. E a mesma ótima localização em PT-BR, felizmente.

Death Stranding Director’s Cut: vale a pena?

Se vale a pena? Sim, desde que você curta a premissa do jogo – e aí não importa se já jogou ou não. Caso não tenha aproveitado ele no PS4, vale conferir essa versão “tunada” no PS5. E se jogou e gostou, vai ser bacana reviver a incessante jornada de Sam Porter Bridges com uma resolução 4K, 60fps e algumas novidades em termos de conteúdo e gameplay.

Joinha, Sam? (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Joinha, Sam? (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

O único ponto é que não chega a ser uma expansão como é a Ilha Iki em Ghost of Tsushima, que realmente vale a pena explorar. Aqui, é algo para os fãs do game e que não se importarão em pagar um valor “relativamente acessível” para ter só algumas melhorias. Para boa parte (talvez a maior) do público que já jogou Death Stranding, não vale tanto. Poderia, tranquilamente, ser uma atualização grátis.

Mas Death Stranding é uma obra ousada, que merece todo o reconhecimento, e Death Stranding Director’s Cut é a versão definitiva dela., que vai te gerar horas e horas de diversão, imersão e encantamento. A opinião ainda é a mesma: jogue Death Stranding! Pela história, os incríveis atores, o gameplay diferenciado, os lindos cenários, as músicas tocantes…

Precisamos, aliás, falar mais da combinação de lindos cenários com músicas incríveis. É impressionante como cada momento em que você “libera” alguma música chegando a um determinado local é calculado nos mínimos detalhes para fazer o jogador se arrepiar todinho com melodia e letra de cada canção. Na última missão, então, nem se fala.

Até a próxima, Sam! (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
Até a próxima, Sam! (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Death Stranding Director’s Cut é um game com a assinatura de Hideo Kojima. Desde o começo da divulgação, ainda em 2016, passando por todos os trailers (e a infinidade de teorias que eles geraram), até a sua edição final. É como um ciclo se fecha e… bang! Que venha a próxima explosão!

See the sunset, the day is ending…

Veredito

Death Stranding Director's Cut
Death Stranding Director's Cut

Sistema: PlayStation 5

Desenvolvedor: Kojima Productions

Jogadores: 1

Comprar na Amazon
90 Ranking geral de 100
Vantagens
  • Ambientação e trilha sonora impecáveis
  • História e personagens bem desenvolvidos
  • Localização completa para o português do Brasil
  • Visual e performance ficam ainda melhores no PS5
  • Gameplay diferenciada (e melhorada na Director's Cut)
Desvantagens
  • Upgrade não ser gratuito para quem tinha o jogo
  • Quantidade de novos conteúdos não é tão grande
Thiago Barros
Thiago Barros
Editor-Chefe
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Jogando agora: Far Cry 6
Jornalista, teve PS1, pulou o 2, voltou no 3 e agora tem o 4, o 5 e até o PSVR. Acha God of War III o melhor jogo da história do PlayStation.