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Site diz que Dying Light 2 passa por produção conturbada e liderança tóxica

Segundo fontes de um site, a Techland "é mascarada por uma gestão que impacta negativamente o fluxo de trabalho de seus funcionários"

por Valdecir Emboava
Site diz que Dying Light 2 passa por produção conturbada e liderança tóxica

Dying Light 2 passa por um momento conturbado em seu desenvolvimento, de acordo com reportagem do TheGamer. O portal revelou problemas internos na Techland incluindo liderança tóxica, péssima comunicação da equipe, perda de profissionais e mais.

Os testemunhos incluem trechos de dez entrevistas com ex e atuais funcionários do estúdio. Segundo a maioria dos relatos, a produtora é mascarada por uma gestão que impacta negativamente o fluxo de trabalho de seus empregados. Tais acontecimentos estariam influenciando negativamente o andamento do jogo.

Personagem do jogo Dying Light 2 em cima de uma construção, segurando uma machete e olhando para a cidade.
(FONTE: Reprodução/Techland)

Supostamente, muitos dos problemas são responsabilidade do alto escalão, incluindo o diretor-executivo, Pawel Marchewka. Fontes do portal disseram que ele e outros executivos rejeitaram várias ideias de especialistas da desenvolvedora:

Sempre que um especialista começava a aconselhar coisas que não estão alinhadas com a agenda do conselho, ele ia lentamente se isolando do projeto e das responsabilidades.

Isso faz com que eles saiam ou, eventualmente, sejam demitidos. Para fazer carreira na Techland, você precisa ser submisso.

Só nos últimos dois meses, pelo menos 20 funcionários deixaram a Techland, de acordo com o relatório. Com a alta taxa de rotatividade, um dos entrevistados afirmou que a narrativa de Dying Light 2 foi reescrita “seis vezes ou mais” e diz não ter ideia de como será a versão final do game.

Segundo os relatos, o feedback do trabalho que os executivos não gostavam eram com frases de baixo calão, como “fo**-se” e “está uma mer**”. Outro exemplo veio de uma reunião onde se discutiu o cenário da “idade das trevas moderna” do jogo e alguém falou: “pelo menos eles sabiam como lidar com as mulheres naquela época!”.

Vários soldados armados com facas e machetes nas ruas do jogo Dying Light 2.
(FONTE: Reprodução/Techland)

Também entrevistado pelo site, Marchewka teve seu direito à tréplica:

A Techland leva o bem-estar de nossa equipe a sério e estamos sempre avaliando maneiras de aprender e melhorar — essa é a chave para o sucesso a longo prazo. Esperamos que todos os nossos funcionários deem um bom exemplo e tratem os outros da maneira que eles esperariam ser tratados. Para apoiar isso, estamos iniciando uma série de diferentes treinamentos [este ano], inclusive com especialistas de fora da nossa organização.

É importante que todos os nossos funcionários saibam que não discriminamos ninguém com base no sexo, cor ou orientação sexual.

Vale ainda lembrar: Dying Light 2 foi adiado para uma data indefinida no ano passado.

Produção de Dying Light 2 estaria “uma bagunça”; Techland nega

Não é a primeira vez que a Techland é alvejada por denúncias anônimas de seus empregados. O site polonês “Polski Gamedev“, que conversou com funcionários da companhia, também revelou diversos problemas internos da empresa e consequentemente, em Dying Light 2.

Desentendimentos, confusão na direção e trocas de elementos in-game vêm afetando o título e corroboram ainda mais com o relato das fontes do TheGamer. Confira os detalhes!