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Os heróis estão com pernas maiores e troncos grandes, mas não pelo motivo que você pensa
A Blizzard afirmou que a tendência de heróis mais “bonitos” em Overwatch não é exatamente uma escolha criativa para deixar todo mundo mais atraente, mas sim uma consequência de limitações técnicas e da necessidade de facilitar a produção de cosméticos. Ainda assim, a justificativa não convenceu boa parte da comunidade, que segue criticando o que chamam de “same face syndrome”, a sensação de que muitos personagens novos têm rostos praticamente iguais.
Em entrevista ao GameSpot, o produtor sênior Kenny Hudson explicou que proporções mais convencionais, como corpos altos, membros longos e silhuetas mais padronizadas, tornam o trabalho dos artistas mais eficiente. Segundo ele, esse tipo de modelagem reduz obstáculos na hora de criar e adaptar skins futuras, garantindo que os personagens sejam mais fáceis de “equipar” com novas geometrias e itens cosméticos ao longo dos anos.

Hudson afirmou que, ao dar pernas mais longas e um tronco maior, o time consegue implementar novos conteúdos visuais com menos complicações técnicas. Ele também comentou que o pipeline de criação foi reformulado desde que Wrecking Ball, o hamster dentro de uma esfera mecânica, colocou o estúdio em “crise” de produção, sugerindo que será mais viável desenvolver heróis com designs menos padronizados daqui para frente.
Apesar disso, a discussão principal nas redes sociais não gira apenas em torno dos corpos, mas principalmente dos rostos. Jogadores têm apontado semelhanças entre a futura DPS Anran e personagens populares como Kiriko e Juno, dizendo que o jogo sofre cada vez mais de uma homogeneização facial evidente.
O termo “same face syndrome” ganhou força justamente por essa repetição de traços, com fãs argumentando que os novos heróis parecem versões levemente modificadas uns dos outros. Um exemplo citado é que Anran, quando apareceu em teasers no ano passado, tinha feições mais marcantes, como maxilar mais forte e olhos mais definidos, mas acabou suavizada e aproximada do visual de Kiriko, fenômeno que alguns apelidaram de “Kirikofication”.
No fim, a Blizzard tenta justificar parte dessa uniformização como uma necessidade de produção e escalabilidade, mas o debate mostra que os jogadores sentem falta da variedade visual que marcou o Overwatch original, com silhuetas únicas, tipos físicos distintos e personagens realmente memoráveis não apenas pelo kit de habilidades, mas também pela identidade estética.
O hero shooter está passando por uma grande reformulação, trazendo novos heróis, mudando a estrutura e abandonando a numeração. Saiba mais!
Fonte: GameSpot
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