O verdadeiro charme de Phantom Blade Zero são as boss fights
Desafios equilibrados, mas totalmente memoráveis, batalhas especiais colocam a experiência da S-Game em uma prateleira acima
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Desafios equilibrados, mas totalmente memoráveis, batalhas especiais colocam a experiência da S-Game em uma prateleira acima
Phantom Blade Zero faz questão de repetir que não é um soulslike, mas a S-Game não deixou de lado um dos elementos mais marcantes do gênero: as lutas contra chefões. Trilha sonora, ambientação, moveset e desafios se combinam para transformar as boss fights no ápice da experiência no controle do samurai Soul.
Durante testes realizados a convite da S-Game, fomos até a China para jogar uma DEMO de seis horas de Phantom Blade Zero e tivemos a oportunidade de enfrentar uma boa seleção de chefões. De inimigos secundários a adversários que encerram determinadas áreas, os confrontos apresentam propostas diferentes e exigem que o jogador domine os recursos disponíveis.
Brutamontes agressivos, seres esguios e criaturas sobrenaturais fazem parte dos encontros, com comportamentos e padrões próprios. A S-Game demonstra preocupação em dar identidade a cada batalha, seja pelo moveset, pelo cenário ou pela maneira como o adversário reage aos ataques.
Mais do que obstáculos no caminho, os chefões também participam da progressão. As vitórias podem resultar em novas armas, habilidades e possibilidades de build, fazendo com que explorar esses confrontos tenha impacto direto na evolução de Soul.
Durante uma das fases, enfrentamos cerca de cinco inimigos especiais. Um deles era opcional e apresentava um nível de dificuldade elevado, deixando claro que talvez fosse melhor retornar posteriormente, quando o protagonista tivesse recursos suficientes para encarar o desafio.
Os confrontos também ganham complexidade conforme a história avança. Enquanto alguns dos primeiros adversários utilizam espadas ou machados grandes, encontros posteriores exploram habilidades mais elaboradas e exigem maior domínio das mecânicas.

Um dos destaques é Hua Qianxiao, um espadachim que utiliza uma bebida alcoólica para despertar novas habilidades. A partir disso, o inimigo se torna mais ágil e imprevisível, utilizando passos falsos e golpes inesperados para surpreender o jogador.
A apresentação também contribui para diferenciar os confrontos. A trilha sonora, por exemplo, evita se limitar aos sons orientais tradicionais e combina elementos modernos, como batidas eletrônicas, com instrumentos típicos da China.

Derrotar os chefões não serve apenas como prova de habilidade. Cada inimigo especial pode conceder ao Soul uma habilidade ou equipamento exclusivo.
No caso de Hua Qianxiao, o protagonista recebe a espada do vilão e a capacidade de se embriagar durante as batalhas. O recurso altera a movimentação do samurai e seus atributos, criando uma nova possibilidade para os combates seguintes.

Os inimigos secundários também oferecem recompensas úteis, como skills de uso rápido capazes de mudar uma situação desfavorável no campo de batalha. A proposta é que esses recursos levem algum tempo para serem dominados, incentivando o jogador a experimentá-los ao longo da campanha.
Entre os adversários enfrentados também estão Jagged Steel, cuja arma pode causar Sangramento, e Peng Meng, que concede um equipamento pesado capaz de destruir a defesa dos inimigos.

O Novo Jogo+ amplia essa proposta ao permitir que o jogador explore melhor as armas obtidas durante a primeira campanha. Dessa forma, equipamentos adquiridos mais tarde podem ganhar uma função diferente em uma nova jornada.
A filosofia kungfupunk de Phantom Blade Zero aparece com força durante as boss fights. Os inimigos pressionam constantemente o jogador, deixando pouco espaço para hesitação e exigindo domínio sobre os recursos defensivos e ofensivos.
Para vencer, é necessário exaurir a barra de stamina dos adversários antes de explorar suas brechas para causar dano ao HP. Parry, esquiva e ataques precisam ser utilizados com precisão para interromper a pressão inimiga e criar oportunidades de contra-ataque.

Essa dinâmica combina com o estilo visual do jogo, que aposta em movimentos rápidos, armas pesadas e criaturas com designs marcantes. Os ambientes de larga escala e a trilha sonora também ajudam a transformar os confrontos em momentos de maior impacto dentro da aventura.
Depois de algumas horas com Phantom Blade Zero, fica claro que as boss fights têm potencial para ser um dos grandes destaques do jogo. Além de oferecerem desafios bem construídos, elas estão diretamente conectadas à progressão e apresentam recompensas capazes de ampliar as possibilidades de combate.
E aí, está empolgado pelo lançamento do título da S-Game?
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