Control Resonant: relembre a história de Control antes de jogar
Relembre a história de Control antes de entrar em Resonant
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Três sinais antecedem o Ragnarök, evento apocalíptico que envolve batalhas entre deuses e muito mais
God of War Ragnarok está chegando muito em breve. Um dos mais aguardados dos últimos anos, o título fechará a saga nórdica da franquia, com Kratos e Atreus precisando desafiar deuses para impedirem um apocalipse.
Não é segredo para ninguém que a série da Santa Monica Studio utiliza referências mitológicas para construir seu universo. Agora, você sabe o que significa o “Ragnarök” para os nórdicos? Caso a resposta seja não, é muito importante entender esse mito antes de desfrutar do novo game.
Os registros vêm de dois documentos: a “Edda em Prosa”, escrita pelo poeta e historiador islandês Snorri Sturluson em 1220, e a “Edda Poética”, de autoria desconhecida, mas composta por poemas que narram os eventos da mitologia nórdica.
Em suma, o Ragnarök é o fim do universo. Os vikings acreditavam que quando este dia chegasse, os deuses, deusas e os próprios humanos encontrariam seu fim, dando lugar a um novo mundo repovoado pelos sobreviventes ao evento. No entanto, para tal momento acontecer, três pré-eventos o desencadeiam.

Um desses primeiros eventos é a morte de Baldur (ou ‘Balder’), provocada por Loki. Um dos deuses mais amados de Asgard, Baldur tinha sonhos todas as noites após um infortúnio ocorrer com ele. Então, pediu a Odin, o Pai de Todos, que investigasse a causa desses sonhos. Ele, por sua vez, descobriu que a morte do deus estava próxima.
Desesperada para salvar o filho, a deusa Frigg fez com que todos os seres vivos jurassem jamais machucá-lo, tornando-o invencível e ainda mais amado em Asgard. Porém, o enciumado Loki tentou e conseguiu descobrir as fraquezas dele.
Certo dia, Loki questionou Frigg se realmente todos os seres vivos prometeram não ferir Baldur. Para sua surpresa, ela se esqueceu de perguntar ao visco, planta muito pequena e inocente, que jamais causaria algum mal.
O deus da trapaça planejou sua artimanha. Em uma festa, ele pediu que todos jogassem objetos pontiagudos em Baldur, como forma de entretenimento — afinal, nada o machucaria. Então, ele deu ao deus Hoder, que era cego, um dardo feito de visco e disse para atirá-lo. Quando o objeto atingiu Baldur, ele morreu.
A morte de Baldur desencadeia o segundo sinal do Ragnarök: o Fimbulwinter. Esse termo se refere a um período de “três invernos consecutivos, sem nenhum intervalo de verão”. Graças à neve incessante, uma série de guerras assola a humanidade, que levam irmãos a matarem outros irmãos.
De acordo com um dos poemas da “Edda Poética”, esse longo inverno dura três anos. No mesmo poema, Odin questiona o gigante Vafthruthnir sobre quem sobreviveria ao período. Em resposta, o sábio jötunn diz que os humanos Líf e Lifthrasir seriam os remanescentes e viveriam escondidos na árvore Yggdrasil, até o fim do Ragnarök. O casal, então, repovoaria as terras de Midgard.

Por fim, o terceiro sinal do fim do universo é quando os lobos Hati e Skoll, filhos de Fenrir, engolem a lua e o sol, respectivamente. Com isso, a humanidade considerará o fato uma grade catástrofe, pois todas as estrelas sumirão, fazendo o mundo se perder em escuridão absoluta.
Além da escuridão, a terra treme tão violentamente, que as árvores se soltam do solo, as montanhas caem e os apoios se quebram. Esses fatos causam a libertação de Fenrir de sua prisão, na qual havia sido trancafiado pelos deuses — estes acreditavam que ele era uma ameaça pelo seu crescimento e por outras profecias.
Loki e seus filhos (a serpente gigantesca Jormungardr, o lobo Fenrir e a deusa do mundo dos mortos Hel) marchariam sobre Midgard, para batalharem contra os deuses. Vale mencionar: essas são suas “crianças” com a giganta Angrboda.
Além de Loki e suas “crias”, Hymir e Surtur, líderes dos gigantes de gelo e fogo respectivamente, têm papéis fundamentais na guerra do Ragnarök. O primeiro navega junto de Loki rumo a Midgard, enquanto o outro destrói a Bifrost, ponte que ligava a região a Asgard, fazendo todos se reunirem na planície de Vígrídr, local da batalha final.
Após esses eventos, Heimdall, guardião da Bifrost soaria sua trombeta para reunir os deuses Aesir, os Einherjar (guerreiros de Odin) e as Valquírias em Vígrídr. É aí que a guerra começa.
O escritor Snorri Sturluson narra o desfecho da batalha final no capítulo “Gylfaginning (As Alucinações de Gylfi)”, da “Edda em Prosa”. De acordo com o registro, cinco grandes lutas entre deuses e gigantes acontecem:
Com um elmo dourado e uma cota de malha, Odin, o Pai de Todos, enfrenta o lobo Fenrir. Thor até se encontra ao seu lado, porém, o deus do trovão acaba ocupado na batalha contra Jormungardr.
O resultado desse conflito é a derrota de Odin, que acaba engolido pelo filho de Loki. Entretanto, logo em seguida, Vidar, filho de Odin e deus da vingança, cumpre exatamente sua função ao vingar o pai ao abrir a boca do lobo e a rasgar em duas partes.

O deus do trovão trava um grande duelo contra Jormungardr, a Serpente de Midgard. Thor é o vencedor do confronto, ao conseguir matá-la. No entanto, para infelicidade dele, após dar nove passos na terra, também morre devido ao veneno que a cobra jorrou em si.
Irmão gêmeo de Freya e divindade da agricultura, Freyr enfrenta dura batalha contra o líder dos gigantes de fogo, Surtur. No fim, o deus perde, pois em outra época havia presenteado seu fiel escudeiro, Skirnir, com sua melhor espada. Sem ela, não foi páreo para o jötunn.
Garmr, um cão gigantesco de gelo que guarda os portões de Hel, também participa da guerra do Ragnarök. Seu oponente, é o deus da guerra da mitologia nórdica, Tyr. O resultado desse embate é a morte de ambos.

Por fim, mas não menos importante, a batalha de Heimdall contra Loki. Assim como ocorre nas lutas entre Thor vs. Jormungardr e Garmr vs. Tyr, um “será o assassino do outro”.
Depois das lutas entre deuses e gigantes, Surtur usará seus poderes para lançar o fogo de Muspelheim sobre todo o mundo, que varre a Terra e a deixa limpa para um recomeço do ciclo de vida.
Haverá poucos sobreviventes: Vidar e Vali (filhos de Odin), Magni e Modi (filhos de Thor) continuam de pé após o fim do mundo. Como disse a profecia de Vafthruthnir, Líf e Lifthrasir realmente se esconderam na Yggdrasil e precisarão repovoar a Terra. Por fim, Baldur e Hoder retornam dos mortos.
É bem provável que a Santa Monica Studio adapte alguns dos acontecimentos relatados acima em God of War Ragnarok — por exemplo, Magni viu seu fim nas mãos de Kratos no jogo de 2018. Curioso para saber como esses eventos se desenrolarão? Pois bem, o título está em pré-venda na Amazon. Adquira o seu:

O game será lançado em 9 de novembro para PS4 e PS5.
Fonte: Brasil Escola
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