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Mais de 200 funcionários da Rockstar North assinaram uma carta exigindo a reintegração imediata de colegas demitidos
Mais de 200 funcionários da Rockstar North assinaram uma carta exigindo a reintegração imediata de colegas demitidos no fim de outubro, aprofundando uma crise trabalhista que envolve acusações de práticas antissindicais dentro do estúdio. A carta, entregue à alta administração, reage ao desligamento de 31 trabalhadores no dia 30 de outubro; todos eles membros do sindicato Independent Workers’ Union of Great Britain (IWGB).
Na ocasião, o IWGB acusou a Rockstar de “union busting”, alegando que as demissões visavam enfraquecer a organização sindical interna. A empresa sustentou que os desligamentos estavam relacionados ao vazamento de “informações confidenciais”, rejeitando qualquer motivação ligada à atividade sindical. A justificativa não conteve a reação: protestos ocorreram em Londres e Edimburgo, e novas manifestações foram agendadas para esta semana, incluindo o seu ato em Paris liderado pelo STJV, sindicato francês da indústria de jogos.
A repercussão também chegou ao campo político. A deputada liberal-democrata Christine Jardine levou o caso ao Parlamento britânico, pedindo apoio do governo aos trabalhadores demitidos e cobrando ações para evitar que situações semelhantes se repitam. Com a escalada da tensão, o IWGB apresentou ações legais formais contra a Rockstar, afirmando que a empresa se recusou a dialogar e que o processo demissional configura “vitimização e criação de listas negras” com base em atividade sindical.
As mobilizações ainda devem continuar, com um novo protesto marcado para 18 de novembro diante do Parlamento escocês, coincidindo com uma reunião multipartidária sobre a indústria de games no país. Enquanto isso, a Rockstar enfrenta crescente pressão pública e jurídica para justificar suas decisões e reavaliar sua postura diante dos trabalhadores.
Ex-funcionários da Rockstar Games voltaram a se manifestar publicamente após as demissões em massa que atingiram mais de 30 profissionais no estúdio, criticando as acusações de “má conduta grave” e afirmando desejar retornar aos trabalhos em GTA VI. As declarações foram feitas em uma nova entrevista ao People Make Games, que vem acompanhando o caso em parceria com o sindicato IWGB (Independent Workers Union of Great Britain). Leia mais aqui.
Fonte: Games Industry
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